Como ajudar alguém com Transtorno do Humor: Depressão e Bipolaridade

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Os transtornos do humor, como depressão e transtorno bipolar, afetam milhões de pessoas. Familiares e amigos também são afetados de alguma forma.

Se um ente querido, um familiar, tem o transtorno de humor, você também pode se sentir desamparado, oprimido, confuso e sem esperanças, ou ainda você pode se sentir magoado, irritado, frustrado e com ressentimentos. Você também pode vir a ter sentimentos de culpa, vergonha e solidão, ou sentimentos de tristeza, cansaço e medo. Todos esses sentimentos são normais.

O Que Você Precisa Saber

  • A doença de um ente querido, não é culpa sua e nem dele.
  • Você não pode curar o seu familiar, mas pode lhe oferecer apoio, compreensão e esperança.
  • Cada pessoa apresenta o transtorno de humor de uma forma diferente, com sintomas também diferentes. Isto é, varia de pessoa para pessoa.
  • A melhor maneira de você saber sobre o que o seu familiar portador do transtorno bipolar necessita, o ideal é perguntar diretamente para ele e buscar mais conhecimentos acerca da doença.

O Que Você Precisa Saber:

  • Informação:  contatos do psiquiatra, terapeuta do familiar portador, o seu hospital local para atendimento, e sobre os membros da família de confiança que podem ajudar em uma crise/episódio e os amigos de contato. (Incluindo os números de emergência médica, caso seja necessário)
  • Se você é ou não é uma pessoa autorizada a falar com o psiquiatra do seu ente querido, sobre o tratamento, e se isso não puder acontecer, o que fazer para receber a autorização.
  • Quais são as instruções especiais para os tratamentos e medicamentos que o seu familiar recebe, quais as dosagens, e quaisquer mudanças necessárias na dieta ou da atividade de vida diária.
  • Quais são os sinais mais prováveis de aviso de que um episódio maníaco ou depressivo se aproxima (tais como palavras ou comportamentos), e o que você pode fazer para ajudar nestes momentos.
  • Que tipo de ajuda pode oferecer diariamente, como apoiar nas tarefas domésticas ou ajudar com as compras.
  • Peça esclarecimentos de coisas que você não entende, de forma tranquila, educada e firme para a equipe de saúde, para cuidadores.  Como também escrever as coisas para se lembrar.

O que dizer para ajudar

  • Você não está sozinho(a) nessa. Conte conosco, conte comigo.
  • Entendo que é uma doença real, que traz pensamentos e sentimentos.
  • Você pode não acreditar agora, mas a maneira como você se sente mudará.
  • Talvez eu não consiga entender exatamente como você se sente, mas eu te amo e quero lhe ajudar.
  • Quando você pensar em desistir, pense que em apenas um dia, hora ou minuto, você poderá aproveitar o sucesso.
  • Você é importante para mim. Sua vida é importante para mim.
  • Diga-me o que posso fazer agora para lhe ajudar.
  • Nós vamos passar por isso juntos.

O que você deve evitar dizer:

  • É tudo sua imaginação.
  • Todos nós temos momentos como este.
  • Você vai ficar bem. Pare de se preocupar.
  • Olhe para o lado positivo.
  • Você tem tantas coisas para viver. Por que você quer morrer?
  • Eu não posso fazer nada sobre a sua situação.
  • Deixe isso.
  • Pare de agir como um louco.
  • E você? Não deveria estar melhor agora?

O que fazer se alguém está em crise

Algumas pessoas são estabilizadas rapidamente após o início do tratamento medicamentoso, outros levam mais tempo e precisam tentar vários tratamentos, drogas ou combinações de drogas antes de se sentir melhor. A psicoterapia pode ser útil para ajudar controlar e entender os sintomas no momento.

Se o seu amigo ou familiar enfrenta desafios no tratamento, apoio e paciência são necessários mais do que nunca. A educação pode ajudá-lo tanto para encontrar opções disponíveis e como ajudá-lo a decidir se você precisa de uma segunda opinião. Ajude o seu ente querido para tomar os medicamentos como foram orientados, e não assumir que a pessoa não está seguindo o plano de tratamento só porque você não está se sentindo 100% melhor.

Há uma esperança

Como amigo ou parente de alguém que está lutando com transtorno bipolar ou depressão, o seu apoio é uma parte importante no processo de melhoria e recuperação. Não perca a esperança! O tratamento para o transtorno de humor funciona, e a maioria das pessoas portadoras podem voltar a levar vidas produtivas e estáveis. Continue trabalhando com seu ente querido, juntamente com os provedores de cuidados de saúde para encontrar os tratamentos que funcionam, e sempre lembrar ao seu parente ou amigo portador que ele tem o seu apoio.

Fonte: http://www.dbsalliance.org/site/PageServerpagename=esp_about_helping

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291 Respostas a Como ajudar alguém com Transtorno do Humor: Depressão e Bipolaridade

  1. Amanda diz:

    Olá.
    No momento estou com uma pessoa em crise. Ela foi diagnosticada com transtorno bipolar com sintomas psicóticos e não esta tomando o remédio. Ao levá-la ao hospital não quiseram interná-la, alegando que ela não esta tão ruim, mas ela está agressiva. O que devo fazer?

    • Equipe Abrata diz:

      Olá Amanda

      Agradecemos o seu contato.
      Assim, postamos artigo escrito pela médica psiquiatra Rosilda Antonio, presidente do Conselho Científico da ABRATA:
      “mulheres com transtorno bipolar →
      O QUE FAZER QUANDO O PORTADOR NÃO ACEITA O TRATAMENTO?
      Publicado em 18 de Abril de 2015 por Equipe Abrata
      A aceitação do tratamento não é algo tão simples como pode parecer à primeira vista. Aderir a um tratamento significa entrar em concordância com a conduta proposta pelo médico e equipe terapêutica.

      Para que isso aconteça, é necessário que a pessoa doente tenha: Q1ZzRlNIBJqLUKFVKnayeg_pills

      Capacidade de se perceber doente
      Aceitação do diagnóstico
      Informação sobre o transtorno e seu tratamento
      Aliança terapêutica
      Psicoterapia e grupos de autoajuda
      Apoio da família e amigos
      A falta de adesão ao tratamento não é exclusiva dos transtornos do humor, acontece com várias doenças. É muito frequente em bipolares – mais de um terço abandonam o tratamento duas ou mais vezes e não comunicam o médico

      Pode acontecer de várias maneiras, ou seja, o paciente pode não tomar a medicação, ou tomar de acordo com o que acha melhor, interromper e voltar sem comunicar o médico, etc.

      Dentre os fatores associados à falta de adesão, destacamos:

      Auto avaliação prejudicada em decorrência de episódio da doença
      Negação da enfermidade
      Preconceito em relação ao uso de psicofármacos
      Temor aos efeitos colaterais dos medicamentos
      Crença na capacidade de controlar o próprio humor
      Estigma social (opinião do meio social desfavorável ao tratamento)
      Conflitos familiares e interpessoais (estresse relacional e pouco apoio)
      Qual a importância de aderir ao tratamento? São vários os motivos para aderir ao tratamento. Porque os pacientes que aderem ao tratamento:

      Reduzem as chances de recorrência da doença
      Controlam a evolução do transtorno
      Reduzem a chance de suicídio
      Reduzem a intensidade de eventuais episódios
      Constroem uma vida mais saudável
      Bem, mas saber de tudo isso muitas vezes não é suficiente para garantir que um portador aceite fazer um tratamento para um transtorno do humor e, não raro, sequer aceita fazer uma consulta com um psiquiatra para ouvir uma opinião.

      O que a família ou amigos podem, então, fazer numa situação como essas?

      Claro que não há solução mágica, um tratamento só acontece e é efetivo se houver uma participação ativa e concordante por parte do paciente. No entanto, é possível tentar um caminho (muitas vezes árduo e demorado) para tentar sensibilizar alguém que se suspeita sofrer de um transtorno do humor a, pelo menos, admitir que pode estar precisando de atenção especializada.

      Destacamos, sempre, que um tratamento médico em geral, e em particular um tratamento em saúde mental só tem chance de ser bem sucedido se for realizado em equipe, pelo portador, pelo psiquiatra e psicoterapeuta, e pela família e amigos. Mas se o portador se encontra numa atitude de recusa do tratamento, é o momento de a família tomar a dianteira e procurar sensibilizar o doente a aceitar ir a uma consulta.

      De maneira esquemática, damos a seguir algumas dicas de atitudes que podem inspirar os familiares a como lidar com situações de crise, sabendo que nem sempre isso pode dar conta de todas as dificuldades envolvidas nessas situações. Vejamos:

      Atitudes recomendadas à família:

      Abordar o paciente com precaução e empatia – procurar mostrar aqueles sintomas que ele sente como incômodos: insônia, irritabilidade, inquietação, falta de concentração, dificuldade para realizar bem tarefas de que gosta.
      Dar instruções de maneira clara e precisa, evitando cenas emocionais desgastantes.
      Adotar uma atitude solidária: mostre que você também tem problemas e dificuldades na sua vida (evitar a exclusão)
      Um ambiente familiar tolerante e acolhedor favorece a aceitação da condição de doente e, consequentemente, do tratamento.
      Alimentar a autoestima do paciente: reconhecer os progressos parciais que ele for conseguindo ao longo do tratamento.
      Como a família pode enfrentar uma situação de crise?

      Num episódio da doença, a capacidade de avaliação e julgamento do doente está comprometida.
      Não manifeste raiva ou irritação, mantenha controle sobre suas emoções
      Reduza os estímulos (por exemplo, rádio e/ou TV)
      Falar tranquilo, com voz suave e de forma simples.
      Mostrar compreensão pelo que o doente está padecendo.
      Mesmo diante de situações jocosas ou violentas, mantenha a calma.
      Se a agitação do doente aumentar, solicite ajuda.
      Às vezes, a situação é muito grave e representa risco à vida do portador ou de outras pessoas,

      Ter presente que, em alguma ocasião, poderá ser necessário internar o paciente.
      A internação não é castigo – é cuidado numa hora em que a vida do paciente e/ou dos demais corre risco.
      A internação, em geral, é breve e, após um período de adaptação e tratamento, o paciente deve retornar ao seu meio e ser ajudado a retomar sua vida.
      Não existem respostas fáceis, exceto que a família deve ter:

      Paciência
      Tranquilidade
      Interesse
      Participação
      Solicitar informação e orientação necessárias.
      Persuadir o paciente a se tratar não é tarefa fácil. Requer paciência e compreensão e, muitas vezes, é necessário que se sofra por várias crises até que o portador aceite seu diagnóstico e assuma seu tratamento”.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  2. Amanda diz:

    Olá Equipe,
    Possuo uma situação com minha mãe, estou começando a pesquisar sobre tudo isso e não sei muito bem como começar a conta. Faz um ano e meio que meu pai e ela se separaram e, no começo, desencadeou muita coisa dentro dela então a levamos para um psiquiatra que está dando antidepressivos para ela. Chegou em momento de receitar rivotril. O que eu e minha irmã sempre achamos estranho é que o modo dela,
    da instabilidade do humor sempre teve, antes da separação, mas com a separação é que começaram os ataques verbais para nós vindo dela, muito mais fortes, como chantagens emocionais desde de nos culpar até chegar no extremo de pedir auxílio para conseguir faca para se mutilar. Chegamos em um momento de entender que a cada duas semanas algo ia acontecer com ela, ou iria ficar muito tempo dormindo e sem comer dentro de casa (e só ir pro trabalho), ou ela iria ficar focada em algo para fazer, geralmente coisas da casa como arrumar um guarda roupa e jogar muitas coisas fora. Além disso, faz alguns meses que tem tido problema com a bebida alcoólica. Pessoas conhecidas da minha mãe que tentaram ajudá-la e recorreram a psicólogos que diagnosticaram com bipolaridade. Eu não sei como proceder, já tentei algum contato com o psiquiatra mas provavelmente por eu ser a filha e ter 18 anos não fui levada a sério. Ela está sendo tratada com um antidepressivo e pelo o que pesquisei isto pode agravar os sintomas da bipolaridade.

    • Equipe Abrata diz:

      Prezada Amanda,
      Você tem razão de estar preocupada pois o seu relato sugere bastante que sua mãe está muito instável e precisa de uma reavaliação psiquiátrica sim. Além disso, se ela for mesmo bipolar, o uso de antidepressivos isoladamente pode piorar o quadro.
      Sugerimos que você tente mais uma vez o contato com o psiquiatra atual para relatar o contato que teve conosco e que lhe demos essa orientação. Se isso não adiantar, sugerimos que leve sua mãe a outro psiquiatra para uma nova avaliação.
      Um abraço,
      Equipe ABRATA

  3. Eduarda diz:

    Olá. Minha mãe foi diagnosticada com Borderline há uns 3 anos, depois de 3 tentativas de suicídio. Desde sempre foi muito difícil o convívio com ela. Nós não temos dinheiro para pagar uma clínica particular e interná-la. Para ela poder ficar em uma clínica sem custos, ela devia esperar em uma fila, pois uma vez fomos num hospital e ela não conseguiu ficar esperando, brigou com todos e foi embora. Levamos a minha mãe consultar-se na capital do estado, mas ela não gostou do psiquiatra e brigou com a mãe dela. Ontem, durante um surto, a levamos com consentimento,é claro, para outro hospital, mas também precisava esperar até que o psiquiatra chegasse, ela ficou muito irritada, discutiu com algumas pessoas na frente de todos e foi embora a pé. Minha família e eu não sabemos mais o quê fazer, não conseguimos interná-la em uma clínica e não conseguimos conviver com ela e fazê-la se sentir bem. Eu queria muito uma ajuda de alguém, eu acabei de conversar com ela e ela fica se arranhando nas pernas e braços, já está toda vermelha, fica dizendo que não aguenta mais a vida, que não tem sentido mais nada. Ela também largou todos os remédio ontem. Vocês podem me ajudar de alguma forma?

    • Equipe Abrata diz:

      Prezada Eduarda
      Leia, por gentileza, as informações que postamos a fim de poder entender um pouquinho mais sobre o que é o Transtorno Borderline, muito
      embora a Equipe da ABRATA tenha mais experiência com esclarecimentos sobre os Transtornos Afetivos.
      É que o Transtorno de Personalidade Borderline pode ser uma comorbidade do Transtorno Bipolar (comorbidade é a doença
      dentro da doença).
      “O Transtorno de Personalidade Borderline é um pouco mais complexo do que o Transtorno Bipolar pois, como o próprio nome diz , trata-se da personalidade da pessoa. Não é exatamente uma doença mental. É o jeito da pessoa ser e ver o mundo. Medicamentos podem ajudar um borderline , mas a terapia é muito mais eficaz neste tipo de quadro. Já na bipolaridade , o uso de medicamentos provoca uma resposta muito maior.
      Muitas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline são diagnosticadas como bipolares. O erro é comum porque os dois transtornos , apesar de bem diferentes , apresentam sintomas muito semelhantes, que podem gerar dúvidas tanto nas pessoas que convivem com o portador do transtorno como em especialistas do comportamento.
      O Transtorno Bipolar ou bipolaridade é uma doença mental, que consiste na brusca mudança de humor. A pessoa passa de uma fase eufórica para outra depressiva ou de uma depressiva para outra eufórica sem motivo aparente. A bipolaridade é classificada como um tipo de psicose e o seu portador pode ser muito beneficiado com o uso de medicamentos mais a terapia. Os depressivos crônicos são considerados bipolares.
      O borderline não é simplesmente alguém que sofre oscilações bruscas de humor. Ele é dotado de uma personalidade fluida , mal delineada e como os líquidos acabam muitas vezes tomando a forma do recipiente. Como assim? Se uma mulher carnívora começa a namorar um vegano, ela deixa de comer carne. Mas , se logo em seguida , se apaixonar pelo dono de uma churrascaria , passa a comer carne novamente. Ou se torna religiosa ao extremo ao namorar um pastor ou resolve aprender a surfar porque se encantou por um surfista. São apenas exemplos femininos , pois cerca de 75% dos portadores deste transtorno são mulheres.
      Muitas mulheres têm uma tendência a seguir modelos de vida propostos pelo parceiro amoroso, mas no caso das borders , este traço é muito acentuado, denotando uma personalidade oca , que é preenchida pelos valores e prioridades do outro. A personalidade borderline é um transtorno limítrofe. Está entre a neurose e a psicose e faz com que a pessoa viva sempre a mil por hora , no limite das emoções.
      Existe também uma tendência a excessos nos dois transtornos , como abuso de álcool e outras substâncias. Ambos os transtornos são graves e geram muito sofrimento para quem os têm e para quem convive, mas ambos são tratáveis. Ninguém deixará de ser bipolar ou borderline , mas podem viver sob controle , podem aprender a lidar melhor com as emoções.
      Muitas vezes são confundidos porque apresentam sintomas em comum, como por exemplo, a mudança brusca de humor , a excessiva carência afetiva, o descontrole emocional, que pode acarretar em surtos psicóticos. É possível uma pessoa não bipolar e não border , mediante um forte estresse , decorrente de um trauma, ter um surto psicótico. Mas , quando o evento se repete muitas vezes é um indício importante para a pessoa buscar ajuda profissional.
      Em surtos psicóticos , a pessoa delira e em casos muito extremos , pode até mesmo alucinar. Passa a enxergar a realidade com uma subjetividade exagerada e coloca como verdade absoluta e inquestionável o seu olhar sobre o mundo. Durante um surto, a pessoa pode quebrar objetos , agredir verbalmente e fisicamente e até mesmo tentar o suicídio.
      Embora ambos os transtornos apresentem como sintoma a carência afetiva , esta é mais forte nos border , pois como possuem uma personalidade mal delineada , se apegam excessivamente às pessoas que amam , principalmente ao parceiro amoroso. A taxa de tentativas de suicídio entre os portadores de personalidade borderline é muito alta”.
      Fonte:© obvious: http://obviousmag.org/cinema_pensante/2017/12/bipolaridade-e-transtorno-de-personalidade-borderline-transtornos-diferentes-com-sintomas-semelhante.html#ixzz5FIGwmBjK
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      Um abraço
      Equipe ABRATA

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