Depoimentos: Família

PERSPECTIVA DA MÃE

“Cuidar de alguém com o transtorno bipolar tem sido uma verdadeira montanha russa. Tenho passado por todas as emoções que se possam imaginar. Raiva, negação, sofrimento, pânico. Mas também esperança, alegria e orgulho. Desisti de muitas coisas – do meu trabalho, da minha vida social, de muitos amigos – e o meu casamento sofreu uma pressão considerável. Mais tarde a minha filha disse-me que estava muito feliz porque a família se manteve unida. Mas durante algum tempo foi uma situação incerta. À medida que aprendia mais sobre a doença, tornava-se mais fácil. Presentemente, a minha filha está estável, é independente e seguiu em frente com a sua vida. Estou envolvida em várias organizações de prestadores de cuidados (pais) de âmbito nacional e internacional. É um trabalho difícil, mas muito gratificante. Não é a vida que sonhei, mas é uma boa vida e não posso pedir mais do que isso.”

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PERSPECTIVA da EMÍLIA

“Senti-me sozinha durante bastante tempo. Ninguém compreendia o que estava passando, porque eu própria também não compreendia. Não sabia se o problema era comigo ou com o mundo exterior. Havia momentos em que eu me sentia ótima, por isso a minha família e os meus amigos não conseguiam compreender quando de repente não era capaz de sair da cama. Pensavam que eu era preguiçosa ou arrogante ou passava por uma fase qualquer. Portanto, acabava por me sentir culpada e inútil, além de deprimida. Mais tarde, quando fui diagnosticada e comecei o tratamento, percebi que não tinha de me sentir mal comigo mesma. Agora tenho mais controle sobre a minha vida e estou a recuperar os laços defeitos com a minha família. Há amigos que nunca mais recuperarei. Mas não faz mal, estou sempre a fazer outros novos.”

Fonte:  http://www.adeb.pt/pages/estigma-saude-mental

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9 Respostas a Depoimentos: Família

  1. Lucimara diz:

    Boa noite. Procuro ajuda para o meu filho hoje com 24 anos. Tratou dos 9 meses até os 20 anos de idade de Eplepsia, os exames mostravam foco epileptogenico, mas toda adolescência dele tive muita dificuldade e inclusive o neuro me dizia que aquele comportamento impulsivo e irresponsável dele não era do problema. Levei à psicopedagoga e psicóloga mas nunca ninguém me falou sobre transtorno bipolar. Até que em janeiro deste ano sofreu um acidente de carro embriagado, foi preso pagamos uma fiança e ele foi liberado mas estava tao eufórico que não queria voltar para casa, queria encontrar os amigos. Até que consegui convencê-lo a ir para casa comigo e consegui levar a um psicólogo que receitou Depakote e me pediu para ler um pouco sobre o transtorno bipolar. E lendo aqui vi que durante toda adolescência dele a até hoje tem todos os sintomas da doença. O problema é que fui tentar conversar com ele sobre o assunto e ele nega ter, diz que tudo o que faz é normal quando eu sei que não é a persistência dele a impulsividade. É horrível,gostaria de saber se tem alguma maneira especial de abordar o assunto com ele e tentar fazê-lo entender que tem um problema e que precisa se tratar. A vida dele oscila muito mas está sempre com dificuldades em tudo, não pára em emprego,todos são errados, sempre quando sei q quem erra é ele. Sempre chega atrasado e acha que tem razão. Não consegue manter relacionamentos, um mês ama e no outro odeia. Diz que se cansa de se relacionar com qualquer tipo de pessoas. Não sei mais o que fazer. Me sinto fraca

    • Equipe Abrata diz:

      Prezada Lucimara

      Para avaliar os sintomas dos transtornos mentais é indicado o psiquiatra. Você diz em sua mensagem que foi o psicólogo que receitou o
      medicamento denominado Depakote.
      Ele ainda toma tal remédio? E quem avalia a melhora ou piora do quadro?
      Talvez o próprio psicólogo possa sugerir a seu filho que procure um profissional para diagnosticá-lo e introduzir o tratamento adequado.
      A ajuda psicoterapêutica é muito importante quando combinada com o tratamento medicamentoso, que se destina a controlar os sintomas dos
      transtornos.
      O caminho é, portanto, a avaliação psiquiátrica.
      Abs.
      EQUIPE ABRATA

  2. OTA DAM GOUVEIA DE OLIVEIRA NETO diz:

    CERTA VEZ MINHA IRMÃ LEIGA NO ASSUNTO FALOU-ME QUE EU PODERIA SOFRER DE TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR POR ME VER COM SONHOS ARTÍSTICOS, JÁ QUE CANTOR E COMPOSITOR DE VÁRIAS MÚSICAS EM DIVERSOS ESTILOS E VIVO NO ANONIMATO. ME VENDO CONTRATANDO MÚSICOS E MUITO EU EUFÓRICO SEGUNDO ELA E DEPOIS DAS TENTATIVAS DE REALIZAR O TRABALHO, NÃO CONSEGUINDO ME VIA TRISTE E DESISTIA DE TUDO FICANDO TRISTE E DEPRIMIDO E DEPOIS DE ALGUM PERÍODO DE DESÂNIMO, VOLTAVA NOVAMENTE A CONTRATAR MÚSICOS BEM ANIMADO E VOLTANDO A SONHAR ALTO E ESSE CICLO PASSEI POR MUITAS VEZES NÃO CONSEGUINDO ATÉ HOJE REALIZAR O MEU SONHO ARTÍSTICO. SERÁ QUE SOFRO DE TRANSTORNO BIPOLAR SEGUNDO MINHA IRMÃ DESCONFIA? ENTÃO OS OUTROS ARTISTAS QUE DEMORARAM PARA FAZER SUCESSO TAMBÉM SÃO BIPOLARES.

    • Equipe Abrata diz:

      Olá OTA DAM

      Agradecemos a sua mensagem.
      Para saber se de fato você é portador de transtorno bipolar procure um psiquiatra o qual avaliará os sintomas
      que apresenta e oferecerá o respectivo tratamento.
      O transtorno bipolar é uma doença muito séria mas tratável. Com o acompanhamento médico apropriado você poderá
      levar uma vida produtiva e com qualidade.
      Boa sorte.

      Abs.
      Equipe ABRATA

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