Depoimentos: Família

PERSPECTIVA DA MÃE

“Cuidar de alguém com o transtorno bipolar tem sido uma verdadeira montanha russa. Tenho passado por todas as emoções que se possam imaginar. Raiva, negação, sofrimento, pânico. Mas também esperança, alegria e orgulho. Desisti de muitas coisas – do meu trabalho, da minha vida social, de muitos amigos – e o meu casamento sofreu uma pressão considerável. Mais tarde a minha filha disse-me que estava muito feliz porque a família se manteve unida. Mas durante algum tempo foi uma situação incerta. À medida que aprendia mais sobre a doença, tornava-se mais fácil. Presentemente, a minha filha está estável, é independente e seguiu em frente com a sua vida. Estou envolvida em várias organizações de prestadores de cuidados (pais) de âmbito nacional e internacional. É um trabalho difícil, mas muito gratificante. Não é a vida que sonhei, mas é uma boa vida e não posso pedir mais do que isso.”

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PERSPECTIVA da EMÍLIA

“Senti-me sozinha durante bastante tempo. Ninguém compreendia o que estava passando, porque eu própria também não compreendia. Não sabia se o problema era comigo ou com o mundo exterior. Havia momentos em que eu me sentia ótima, por isso a minha família e os meus amigos não conseguiam compreender quando de repente não era capaz de sair da cama. Pensavam que eu era preguiçosa ou arrogante ou passava por uma fase qualquer. Portanto, acabava por me sentir culpada e inútil, além de deprimida. Mais tarde, quando fui diagnosticada e comecei o tratamento, percebi que não tinha de me sentir mal comigo mesma. Agora tenho mais controle sobre a minha vida e estou a recuperar os laços defeitos com a minha família. Há amigos que nunca mais recuperarei. Mas não faz mal, estou sempre a fazer outros novos.”

Fonte:  http://www.adeb.pt/pages/estigma-saude-mental

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5 Respostas a Depoimentos: Família

  1. Ananda Monteiro diz:

    Estou passando por um momento muito difícil minha.mãe está em crise e mora com meu pai e meu irmão. Eles estão já muito cansados e estão impacientes com ela a ponto de atrapalhar no tratamento! Não sei o que faço! Ela não quer morar comigo e não está evoluindo bem ao tratamento?

    • Equipe Abrata diz:

      Prezada Ananda!
      Aproveitamos a oportunidade e convidamos você e sua família para participar dos Grupos de Apoio Mútuo. Esta atividade é muito importante, porque é onde as pessoas trocam suas experiências, e aprendem a encontrar novas soluções a partir do contato com quem tem problemas semelhantes. Conversar com os outros poderá ajudar todos vocês a encontrar uma saída.
      Se quiserem participar,e residirem em SP, é necessário agendamento, pelo telefone, (11) 3256-4831, de segunda à sexta-feira, das 13:30 às 17:00 horas.
      Estamos à sua disposição!
      Abraços!
      Equipe ABRATA!

  2. erica nascimento diz:

    COM CERTEZA A FAMILIA É O PILAR DE QUALQUER TRANSTORNO MENTAL!
    EU DESCONFIO QUE SOU PORTADORA DA DOENÇA.
    MAIS OQUE JA SOFRE POR SER DEFERENTE NAO SE CURA NUNCA!
    A FAMILIA FOI A PRIMEIRA JOGAR PEDRA E MIM ABANDONAR!
    ENTAO HOJE JA CASADA PROCURO AJUDA!

    • Equipe Abrata diz:

      Prezada Erica

      Se vc desconfia que pode ser portadora de algum transtonro mental, é essencial vc procurar um psiquiatra para uma consulta.
      Quanto mais cedo vc se cuidar, melhor resposta ao tratamento terá. O mais difícil é passar anos com alguma suspeita e não buscar saber de fato se tem ou não a doença que imagina, sem qualquer diagnóstico.
      Fazer um diganóstico cedo é extremamente importante. No entanto, uma doença mental não é uma doença que deva tentar diagnosticar sozinha, para obter um diagnóstico clínico correto terá de consultar um médico. Existem muitas doenças que podem ter sintomas semelhantes, portanto, se está perocupada com a sua saúde mental, é impotante que consulte imediatamente um médico, preferencialmente um psiquiatra.

      Abraços
      Equipe ABRATA

  3. izabel hunig diz:

    Concordo que a vida pareça uma montanha Russa, mas acredite a família faz toda a diferença eu mesma me senti perdida muitas vezes não fosse pelo apoio das minhas filhas que sempre estiveram do meu lado nas horas de depressão, de euforia não sei o que teria acontecido comigo.

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