Três sintomas de transtorno bipolar sobre os quais ninguém quer falar

Os três sintomas abaixo representam o lado do transtorno bipolar que todos sabemos estar lá, mas raramente queremos deixar os outros saberem que existe.

Eu sei como é importante proteger a reputação do transtorno bipolar para o público em geral. Não queremos que as pessoas pensem que somos perigosos, assustadores e malucos em quem não se pode confiar. Mas acho que precisamos encarar o fato de que algumas flutuações de humor realmente causam estes comportamentos que queremos esconder embaixo do tapete. Os três sintomas abaixo representam o lado do transtorno bipolar que todos sabemos estar lá, mas raramente queremos deixar os outros saberem que existe. Isso é apenas uma opinião, claro, mas estou realmente interessada em saber se todos sentem o mesmo.

agressivo1º – Comportamento perigoso, agressivo e violento no transtorno bipolar

Trabalho com pais e parceiros de pessoas com transtorno bipolar. Na maioria das situações, as pessoas que estão em um episódio forte de mania ansiosa podem ser perigosas, agressivas e violentas. Agressão física e uso de armas não são incomuns. Muitos homens vão presos por este tipo de comportamento quando eles, na verdade, precisam de ajuda psiquiátrica. As pessoas, tanto homens quanto mulheres, que são educadas e gentis quando estão bem, ficam com uma força sobre-humana e agressivas – arrancam uma pia da parede, socam janelas – jogar cadeiras e outros comportamentos perigosos não são incomuns.

Famílias e parceiros sofrem em silêncio pois ficam muito assustados de contar a qualquer pessoa sobre o que realmente acontece em casa.

Eu tenho pensamentos violentos e homicidas quando a mania ansiosa está em cena. Eu costumava perseguir carros se o motorista me fechasse ou fizesse uma cara estranha. Não é o meu objetivo assustar ninguém que está lendo este texto. Meu objetivo é que sejamos honestos sobre estes sintomas do transtorno bipolar que ficam escondidos embaixo do tapete.

Uma solução é se cuidar. Pessoas com transtorno bipolar não têm esses sintomas a não ser que tenham flutuações de humor. Prevenir estas flutuações de humor ajudará a prevenir este tipo de comportamento.

images (25)2º Psicose em transtorno bipolar

Eu tenho transtorno bipolar de ciclo rápido tipo II, com características psicóticas. Eu tive sintomas de psicose não diagnosticados dos 19 aos 31 anos, quando finalmente fui diagnosticada. Tive alucinações durante toda a minha vida adulta. O que me assusta é que ninguém, ninguém mesmo, me ensinou sobre a psicose quanto fui diagnosticada. Era como se os sintomas não existissem. Quando entendi o nível da minha psicose, fiquei horrorizada de ter vivido tanto tempo com isso. Meus sintomas eram, em sua maioria, alucinações visuais e delírios paranóicos. Eu não sabia que os outros não as tinham também! Se você tem transtorno bipolar tipo I, tem 70% de chance de ter psicose quando estiver em um episódio intenso de mania. Essa psicose pode ser bizarra e imitar a esquizofrenia. A diferença? Pessoas com transtorno bipolar só têm psicose durante a mania ou a depressão. Não há psicose fora destes dois estados de humor. Se uma pessoa tem psicose entre estes episódios, isso é chamado de transtorno esquizoafetivo. Você ou alguma pessoa próxima tem psicose? Se o transtorno bipolar estiver envolvido, a psicose pode estar envolvida também.

cognitivo3º Disfunção cognitiva em transtorno bipolar

Muitas pessoas acham assustador. Já temos transtorno bipolar, isso quer dizer que temos problemas de memória também? Talvez. Disfunção cognitiva de perda de memória, esquecimento de compromissos, não lembrar informações e “nevoeiro cerebral” durante certos episódios é muito comum! Se você tem transtorno bipolar, você provavelmente já sentiu o cérebro lento, que é comum na depressão. Se você tem mania, você provavelmente tropeçou nas palavras, disse coisas que não queria dizer e teve problemas em organizar seu pensamento.

Meus sintomas cognitivos me visitam diariamente. Não sou capaz de me lembrar datas e números e preciso de ajuda com calendários e horários marcados. Os meus sintomas pioraram depois de terapia intensiva que tive para depressão severa. É algo que acho estressante, mas fácil de lidar. Quero que sejamos sinceros em relação a problemas cognitivos. Essa é a única maneira com a qual podemos conseguir ajuda! O meu tende a estar presente o tempo todo, mas piora com flutuações de humor. Um exemplo perfeito disso – eu tenho que colocar este post no ar a meia noite do dia em que eu posto no blog. Eu fiquei me lembrando disso o dia todo ontem, mas mesmo assim, fui dormir sem postar a tempo. Tenho que viver com esses sintomas e mesmo que algumas coisas sejam esquecidas, eu consigo controlar a maioria dos problemas menores de memória com um bom sistema de suporte.

Aqui está a boa notícia – sim, há uma boa notícia!

Transtorno bipolar é uma doença de episódios. Todos temos todos os sintomas durante as mudanças de humor. Isso quer dizer que somos ESTÁVEIS quando não estamos nestas mudanças. Os sintomas listados acima vão embora quando a doença é controlada com sucesso. Isso pode exigir um monitoramento diário para os que tem sintomas diários. Outros, que têm longos períodos de tempo entre as mudanças de humor, podem até esquecer que estes sintomas já existiram. Este é o motivo de termos um método de controle que reconheça os comportamentos perigosos, agressivos e violentos, psicose e disfunção cognitiva assim que isso começar.
Eu sei que queremos proteger nossas reputações em relação a essa doença, e não queremos ser vistos como diferentes ou malucos, mas eu peço que entre a nossa comunidade, sejamos brutalmente honestos sobre o que realmente acontece com aqueles de nós que têm esta doença. É o único jeito de evitar estes sintomas e mantê-los longe para sempre.

julieSobre a autora: Julie A. Fast - É a autora dos best-sellers Loving Someone with Bipolar, Take Charge of Bipolar Disorder and Get it Done When You’re Depressed. Ela é uma premiada colunista da revista BP (Revista Transtorno Bipolar) e tem um dos principais blogs sobre transtorno bipolar na internet. Julie é  especialista em manejo de transtorno bipolar no site da Oprah e Dr. Oz www.ShareCare.com. Julie é não somente uma perita em ajudar aqueles que são afetados pelo transtorno bipolar e pela depressão, foi diagnosticada em 1995 e com sucesso controla a doença com medicamentos e estratégias descritas em seus livros. Julie sabe mais que ninguém sobre viver e amar alguém com transtorno bipolar dentro de sua própria vida e ajuda os membros das famílias, parceiros e profissionais de saúde a compreender e apoiar aqueles que têm o transtorno. Ela é uma grande palestrante e educadora, apaixonada por mudar a maneira como o mundo vê e maneja os transtornos de humor.

Tradução livre: Equipe ABRATA

Fonte: http://www.bphope.com/blog/three-bipolar-disorder-symptoms-no-one-wants-to-talk-about/

 

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170 Respostas a Três sintomas de transtorno bipolar sobre os quais ninguém quer falar

  1. Susana diz:

    Até que enfim alguém fala sobre agressividade. Fui diagnosticada como bipolar e sinto exatamente isso: uma fúria que parece que só passar com a destruição ou com a morte. Eu fico no limite para passar do limite. Esse episódio descrito no trânsito, arremesso de coisas é igualzinho comigo. Parar o rompante exige grande esforço; já bati em paredes e fiquei toda roxa por mais de uma vez para não agredir outra pessoa. Parece que só a dor física ou o esgotamento é que faz passar essa fúria. Depois vem o arrependimento, é claro…e as consequências. É horrível ver que as pessoas próximas têm medo de você. E com razão. Eu mesma tenho medo e não confio em mim.

    • Equipe Abrata diz:

      Prezada Susana
      Agradecemos as suas colocações.
      Escreve Susana que “até que enfim alguém fala sobre agressividade …”
      Ela se refere à matéria postada no Blog da ABRATA que diz o seguinte:

      Três sintomas de transtorno bipolar sobre os quais ninguém quer falar
      Publicado em 15 de Março de 2017 por Equipe Abrata
      Os três sintomas abaixo representam o lado do transtorno bipolar que todos sabemos estar lá, mas raramente queremos deixar os outros saberem que existe.

      “Eu sei como é importante proteger a reputação do transtorno bipolar para o público em geral. Não queremos que as pessoas pensem que somos perigosos, assustadores e malucos em quem não se pode confiar. Mas acho que precisamos encarar o fato de que algumas flutuações de humor realmente causam estes comportamentos que queremos esconder embaixo do tapete. Os três sintomas abaixo representam o lado do transtorno bipolar que todos sabemos estar lá, mas raramente queremos deixar os outros saberem que existe. Isso é apenas uma opinião, claro, mas estou realmente interessada em saber se todos sentem o mesmo.

      Agressivo 1º – Comportamento perigoso, agressivo e violento no transtorno bipolar
      Trabalho com pais e parceiros de pessoas com transtorno bipolar. Na maioria das situações, as pessoas que estão em um episódio forte de mania ansiosa podem ser perigosas, agressivas e violentas. Agressão física e uso de armas não são incomuns. Muitos homens vão presos por este tipo de comportamento quando eles, na verdade, precisam de ajuda psiquiátrica. As pessoas, tanto homens quanto mulheres, que são educadas e gentis quando estão bem, ficam com uma força sobre-humana e agressivas – arrancam uma pia da parede, socam janelas – jogar cadeiras e outros comportamentos perigosos não são incomuns.
      Famílias e parceiros sofrem em silêncio pois ficam muito assustados de contar a qualquer pessoa sobre o que realmente acontece em casa.

      2º Psicose em Transtorno Bipolar
      Eu tenho pensamentos violentos e homicidas quando a mania ansiosa está em cena. Eu costumava perseguir carros se o motorista me fechasse ou fizesse uma cara estranha. Não é o meu objetivo assustar ninguém que está lendo este texto. Meu objetivo é que sejamos honestos sobre estes sintomas do transtorno bipolar que ficam escondidos embaixo do tapete.
      Uma solução é se cuidar. Pessoas com transtorno bipolar não têm esses sintomas a não ser que tenham flutuações do humor. Prevenir estas flutuações de humor ajudará a prevenir este tipo de comportamento.
      Eu tenho transtorno bipolar de ciclo rápido tipo II, com características psicóticas. Eu tive sintomas de psicose não diagnosticados dos 19 aos 31 anos, quando finalmente fui diagnosticada. Tive alucinações durante toda a minha vida adulta. O que me assusta é que ninguém, ninguém mesmo, me ensinou sobre a psicose quanto fui diagnosticada. Era como se os sintomas não existissem. Quando entendi o nível da minha psicose, fiquei horrorizada de ter vivido tanto tempo com isso. Meus sintomas eram, em sua maioria, alucinações visuais e delírios paranóicos. Eu não sabia que os outros não as tinham também! Se você tem transtorno bipolar tipo I, tem 70% de chance de ter psicose quando estiver em um episódio intenso de mania. Essa psicose pode ser bizarra e imitar a esquizofrenia. A diferença? Pessoas com transtorno bipolar só têm psicose durante a mania ou a depressão. Não há psicose fora destes dois estados de humor. Se uma pessoa tem psicose entre estes episódios, isso é chamado de transtorno esquizoafetivo. Você ou alguma pessoa próxima tem psicose? Se o transtorno bipolar estiver envolvido, a psicose pode estar envolvida também.

      3º Disfunção cognitiva em transtorno bipolar
      Muitas pessoas acham assustador. Já temos transtorno bipolar, isso quer dizer que temos problemas de memória também? Talvez. Disfunção cognitiva de perda de memória, esquecimento de compromissos, não lembrar informações e “nevoeiro cerebral” durante certos episódios é muito comum! Se você tem transtorno bipolar, você provavelmente já sentiu o cérebro lento, que é comum na depressão. Se você tem mania, você provavelmente tropeçou nas palavras, disse coisas que não queria dizer e teve problemas em organizar seu pensamento.
      Meus sintomas cognitivos me visitam diariamente. Não sou capaz de me lembrar datas e números e preciso de ajuda com calendários e horários marcados. Os meus sintomas pioraram depois de terapia intensiva que tive para depressão severa. É algo que acho estressante, mas fácil de lidar. Quero que sejamos sinceros em relação a problemas cognitivos. Essa é a única maneira com a qual podemos conseguir ajuda! O meu tende a estar presente o tempo todo, mas piora com flutuações de humor. Um exemplo perfeito disso – eu tenho que colocar este post no ar a meia noite do dia em que eu posto no blog. Eu fiquei me lembrando disso o dia todo ontem, mas mesmo assim, fui dormir sem postar a tempo. Tenho que viver com esses sintomas e mesmo que algumas coisas sejam esquecidas, eu consigo controlar a maioria dos problemas menores de memória com um bom sistema de suporte.

      Aqui está a boa notícia – sim, há uma boa notícia!
      Transtorno bipolar é uma doença de episódios. Todos temos todos os sintomas durante as mudanças de humor. Isso quer dizer que somos ESTÁVEIS quando não estamos nestas mudanças. Os sintomas listados acima vão embora quando a doença é controlada com sucesso. Isso pode exigir um monitoramento diário para os que tem sintomas diários. Outros, que têm longos períodos de tempo entre as mudanças de humor, podem até esquecer que estes sintomas já existiram. Este é o motivo de termos um método de controle que reconheça os comportamentos perigosos, agressivos e violentos, psicose e disfunção cognitiva assim que isso começar.
      Eu sei que queremos proteger nossas reputações em relação a essa doença, e não queremos ser vistos como diferentes ou malucos, mas eu peço que entre a nossa comunidade, sejamos brutalmente honestos sobre o que realmente acontece com aqueles de nós que têm esta doença.

      É O ÚNICO JEITO DE EVITAR ESTES SINTOMAS E MANTÊ-LOS LONGE PARA SEMPRE”.

      Sobre a autora: Julie A. Fast – É a autora dos best-sellers Loving Someone with Bipolar, Take Charge of Bipolar Disorder and Get it Done When You’re Depressed. Ela é uma premiada colunista da revista BP (Revista Transtorno Bipolar) e tem um dos principais blogs sobre transtorno bipolar na internet. Julie é especialista em manejo de transtorno bipolar no site da Oprah e Dr. Oz http://www.ShareCare.com. Julie é não somente uma perita em ajudar aqueles que são afetados pelo transtorno bipolar e pela depressão, foi diagnosticada em 1995 e com sucesso controla a doença com medicamentos e estratégias descritas em seus livros. Julie sabe mais que ninguém sobre viver e amar alguém com transtorno bipolar dentro de sua própria vida e ajuda os membros das famílias, parceiros e profissionais de saúde a compreender e apoiar aqueles que têm o transtorno. Ela é uma grande palestrante e educadora, apaixonada por mudar a maneira como o mundo vê e maneja os transtornos de humor.

      Os especialistas em Transtorno Afetivos – Depressão e Transtorno Bipolar, sugerem a combinação do tratamento medicamentoso com psicoterapia.

      Um grande abraço
      Equipe ABRATA

  2. Rita de Cassia Mederer diz:

    Bom dia!
    Meu filho tem 25 anos e é normalmente muito carinhoso e atencioso, porém gasta descontroladamente, bebe muito nos finais de semana e apresenta um quadro de violência que me assusta, sempre tem um motivo. Na minha família tem muitos casos de bipolaridade. Qual o melhor caminho a seguir?
    Muito obrigada.

    • Equipe Abrata diz:

      Prezada Rita de Cassia.

      O melhor caminho a seguir é convencê-lo a procurar ajuda médica.

      O Transtorno Afetivo Bipolar é uma doença mental grave caracterizada por alterações extremas do humor, configurando episódios de mania e depressão. No contexto psiquiátrico, mania significa um estado de humor exaltado, no qual a pessoa se sente muito bem independente do que acontece ao seu redor.

      As oscilações de humor são comuns em nossas vidas e, em geral, não caracterizam uma condição psiquiátrica. O que diferencia as pessoas bipolares é que essas oscilações são mais intensas, duram mais tempo e são capazes de afetar padrões de sono e energia, assim como desestabilizar a estrutura familiar e as diversas relações dos pacientes. Além disso, enquanto a maior parte das pessoas experienciam mudanças no humor devido a acontecimentos em suas vidas, as oscilações dos pacientes bipolares ocorrem sem motivo aparente.

      Especialistas sugerem que a genética tenha alguma ligação com o desenvolvimento da doença, mas estudos em gêmeos idênticos mostraram que nem sempre os dois chegam a desenvolver a doença.

      Entretanto, continua sendo um fato de que a maior parte das pessoas acometidas pelo transtorno bipolar tem a doença no histórico familiar.

      Um abraço
      Equipe ABRATA

  3. Sueli diz:

    Trabalho com uma adolescente autista grau 3. E o psiquiatra q acompanha ela disse a mãe que tem outras deficiências junto mas que não poderia dar o laudo sem acompanhamento do psicologo, na maioria das vezes ela está bem, de no comigo me cheirando, super carinhosa e de repente começa a me beliscar, me arranhar q chega a tirar a pele e sangrar, ou a me bater sem motivos, e chora e frita e de repente do jeito que começou ela para e continua tranquila como que se nada tivesse acontecido. Me ajude a entender pra que eu possa trabalhar melhor com ela. Poderia ser transtorno bipolar tbm q a faz ficar tão agressiva e do nada?

    • Equipe Abrata diz:

      Querida Sueli.
      Agradecemos a sua mensagem.

      Somente um psiquiatra poderá avaliar se a sua aluna desenvolve algum transtorno mental ao lado do autismo.
      Veja o seguinte artigo, fonte: Entendendo Autismo.
      entendendoautismo.com.br/artigo/comorbidades-neurologicas-no-autismo/
      COMORBIDADES NEUROLÓGICAS NO AUTISMO
      Quando uma criança é diagnosticada com autismo, a primeira providência é procurar qual a melhor intervenção para o caso apresentado. Sendo assim, é possível notar que o tratamento é crucial para que a pessoa seja submetida a procedimentos que a levarão a resultados completamente satisfatórios. Mas e quando o autismo vem acompanhado de comorbidades neurológicas? O que fazer?
      Bom, quando os pais lidam com situações semelhantes, a opção que se apresenta como a melhor é o acompanhamento médico. A presença de especialistas é de total importância para que eles possam proporcionar tratamento tanto para o autismo em si, como para a comorbidade manifestada.
      Quais são as principais?
      De acordo com pesquisas, cerca de dois terços de pacientes diagnosticados com autismo apresentam transtornos psiquiátricos associados. Há casos de crianças que manifestam até mais de um. No entanto, como cada situação é única, fica difícil falar sobre as incidências. O que se pode elencar aqui é uma lista com as três principais, pelo menos aquelas que costumam aparecer na vida das pessoas com autismo.
      – TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)
      Embora o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) seja constantemente confundido pelas pessoas, é bem verdade que o distúrbio pode ser considerado uma comorbidade do autismo. Vale ressaltar que ambos afetam em grande parte os meninos. Outro detalhe que jamais deve passar despercebido é o fato de o TDAH ignorar o autismo ou vice-versa; ou seja, é importante que pais e profissionais reconheçam a possibilidade de os dois coexistirem.
      – Transtorno bipolar
      Estudos revelam que o transtorno bipolar pode estar presente na vida de 27% dos pacientes com autismo. Outro dado que chama a atenção é o fato de somente 4% da população geral ser afetada. No caso dos autistas, isso é notado em algumas características, tais como: grande excitação para falar, irritabilidade, euforia e depressão.
      No entanto, não existe um consenso se esses comportamentos, observados nas pesquisas, podem ser considerados, de fato, pertencentes ao TDAH ou próprio do autismo. O que se sabe é que existem profissionais que afirmam reconhecer tal coexistência. Ainda há muito estudo a ser feito.
      – Transtorno Opositor Desafiador (TOD)
      Nesse caso, a criança tem como característica um tipo de comportamento mais agressivo e que se pauta em uma clara desobediência, que pode ser notada em sala de aula ou dentro de casa. Além disso, quando manifestada junto com o autismo, o TOD pode implicar em uma interação social mais intensa, uma vez que nem todas as pessoas entenderão que isso se trata de um distúrbio.
      Vale lembrar que existem outras síndromes que podem se associar ao autismo, mas, que por serem consideradas raras, não listamos aqui.
      Intervenção
      O tratamento sempre se pauta em intervenções realizadas por meio de medicamentos que procuram amenizar os efeitos dos transtornos. Entretanto, as terapias também são fundamentais para que a qualidade de vida da criança melhore de acordo com a intensidade das atividades e com a presença de uma equipe profissional que seja ideal para o caso da criança.

      Abs.
      Equipe ABRATA

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