Depoimentos

Compartilhando a mensagem de uma leitora.

Fico feliz em compartilhar esse texto com vocês!

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De mãos dadas, sempre… Quase que diariamente ela diz que não quer viver, que está cansada e que não crê em um futuro, nem bom, nem ruim.

Simplesmente o vazio ocupa o espaço em seu peito e o desespero toma conta de seus pensamentos.Ao mesmo tempo, em seu leito, dia após dia, percebo uma árdua luta pela vida.

Parece uma luta desigual e covarde, onde um gigante impiedoso esmaga a frágil e inerte vítima. Um olhar mais atento nos revela uma guerreira, digna de nossa admiração e que inunda de orgulho quem a observa carinhosamente.

Não se vence sozinho uma guerra, por mais valente que seja o guerreiro. É por isso que sigo ao lado dessa admirável lutadora; ora festejando vitórias que muito nos alegra, ora simplesmente caminhando juntas,bem quietinhas à espera de dias melhores. É importante pedir ajuda. O combate é difícil, por isso, devemos ter a orientação de médicos e o apoio de familiares e amigos, recrutando assim um bom exército para vencer a batalha.

Não subestimemos o inimigo, tampouco nos acovardemos diante dele.Juntos somos mais fortes e havemos de neutralizá-lo. Cada dia de luta, cada sorriso, cada conquista, VALEM.

Sigamos em frente, de mãos dadas, sempre…

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DEPOIMENTO DE UMA LEITORA
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Convivi 10 anos com meu marido com esses sintomas, porém nunca diagnosticado corretamente, embora ele ia a psiquiatra onde ministrava terapia e mediação do tipo Risperidona/ Quetiapina e antidepressivos, porém quando ele se sentia bem abandonava o tratamento com a medicação e fazia uso de álcool agravando o problema. Pois bem, nesses 10 anos nossa relação teve altos e baixo, como por exemplo de nos separarmos várias vezes e voltarmos todas as vezes.Atualmente estamos separados há 4 meses e nesse tempo ele está com outra pessoa, porém já se separou algumas vezes dela. É sabido que manter uma relacionamento com uma pessoa que é portadora dessa doença é extremamente delicado, desgastante e requer muita paciência e amor. Nesses 4 meses nós falamos varias vezes que foram todas as vezes que ele deixou de ficar com a outra pessoa ( eu sei vcs devem estar pensando que eu não tenho amor próprio) mas trata-se de entendimento da doença e muito amor que sinto por ele.
Enfim, ele esta na crise a um tempo e acredito que quando há uma melhora volta a falar comigo, me envia mensagens lindas e logo no outro dia não me ama mais e mantém afastada.
Por fim, com a ajuda dos pais, os quais morávamos todos juntos, ele aceitou ir em outro psiquiatra (que eu recebi ótimas referências, mas ele nem sonha que foi eu que indiquei), iniciou o tratamento com novas medicações e estou de longe orando com muita fé para que ele não abandone o tratamento e quem sabe um dia voltarmos e eu estar ao lado dele.
Fato que estou com minha vida parada e sofrendo muito essa distância meio perdida sem saber o que fazer e como reagir nesse momento de distância, pois hora me ama, hora me odeia me afastando e ficando com outra pessoa.
É sabido que esta doença não tem cura, apenas tratamento e este só será eficaz se for muito regrado e quem estiver com ele realmente aceitar que será assim dependente de remédio e terapias por toda vida no intuito de controle pois não há cura.
Esse relato é tão somente um desabafo, pois eu o amo e como estou afastada não consigo ajuda-lo somente de longe através dos pais dando meu apoio e ajudando no que é possível.
Gostaria muito de me reaproximar, mas desta vez não sei como.
Julho/2016

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A jovem Caitlin Light compartilhou este perspicaz e poderoso depoimento para o Dia Mundial do Transtorno Bipolar/ WBD #‎worldbipolarday  
O dia 30 de março é dia mundial do bipolar.
Um dia que nós não apenas podemos levar informações e a conscientização sobre esta doença, mas, lembramos daqueles que perderam a devido ao transtorno bipolar e as vidas daqueles, como nós, que continua.download 
No dia 30 de março de 1853 o legendário artista Vincent Van Gogh nasceu e depois de viver uma vida de loucura e lutando com o transtorno bipolar, num momento em que a doença mental não era compreendida, tirou tragicamente sua vida aos 37 anos. Infelizmente, este tipo de tragédia não é incomum hoje e aproximadamente uma em cada quatro pessoas com transtorno bipolar dão fim as suas próprias vidas, isso é 25 %! Se eu te dissesse que eu tinha sido diagnosticado com uma doença física e houve um 25 % de chances de me matar, imagina o apoio e a empatia que eu iria receber. Infelizmente a doença mental não é tratada dessa forma.
Gasto em média U$2 por dia para eu tomar a medicação, equivale a U$ 730 a cada ano. O nosso sistema de saúde não subsidia a minha medicação nem um pouco. Digamos que eu viva até aos 85 anos, eu vou gastar U$ 46,000 em medicação ao longo de todo o resto da minha vida (e vou precisar dele para o resto da minha vida). Estes custos não incluem os últimos 6 anos da medicação, os custos da terapêutica em curso, bem como o dinheiro perdido para o tempo de de licenças ou sem trabalho, quando tudo é demais.  
Mas sinceramente as perdas financeiras não são nada comparadas com a solidão que vem com transtorno bipolar. Mesmo se você está cercado por pessoas que te amam e que se preocupam com você, mesmo assim é fácil se sentir completamente sozinha. A minha luta é constante, nunca se vai embora e eu nunca vou ser ‘Curada’.
Aos 22 anos já estou mentalmente exausta, mas vou continuar e dizer a quem pensa que não pode continuar a estender a mão para quem lhe ajudar.  Você pode se sentir sozinha em sua batalha, mas você não é. A consciência é a chave e se angariarmos o suficiente, poderemos trazer esse  25 % prá abaixo.
Fonte: https://www.facebook.com/worldbipolarday/posts/498280697039875?notif_t=notify_me_page

ABRATA em defesa da vida!

Apoia o Setembro Amarelo

Setembro 2015

Dia 10 de setembro

Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

Tema 2015: “Prevenir o suicídio: estender as mãos e salvar vidas”

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CONVITE 01Doenças mentais podem estar ligadas à criatividade

Estudo traz evidências de que pessoas criativas seriam 25% mais propensas a transportarem as variações genéticas que aumentam risco de transtorno bipolar e esquizofrenia

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Autorretrato de Vincent van Gogh com orelha enfaixada: pintor caminhou entre a criatividade e a insanidade(SuperStock/Getty Images)

O pintor Vincent Van Gogh e o cientista Isaac Newton foram algumas das grandes figuras conhecidas por mergulharem na criatividade, mas também na insanidade. No século XVIII, o poeta inglês Lorde Byron disse que todos os seus colegas que faziam poesias eram loucos. A ciência acaba de encontrar fortes evidências que comprovariam a tese de Byron. Um estudo genético, com base em dados de 86 000 islandeses, sugere a ligação entre ser criativo e o risco de desenvolvimento de distúrbios mentais, como esquizofrenia e transtorno bipolar.

Não é a primeira vez que cientistas tentam encontrar relação entre criatividade e doenças psiquiátricas. Na nova pesquisa, publicada nesta semana na revista Nature Neuroscience, uma equipe de pesquisadores islandeses e holandeses sugere que pintores, escritores, atores e bailarinos têm 25% mais probabilidade de carregar as variações genéticas que predispõe às doenças do que outros profissionais, como agricultores, vendedores ou artesãos.

Genética - Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores procuraram no DNA dos islandeses, fornecido pela companhia de engenharia genética deCODE, fundada por um dos autores da pesquisa, as variações que aumentam o risco de esquizofrenia e transtorno bipolar. Em seguida, analisaram o genoma de pessoas do mesmo país que fazem parte de associações artísticas. Na comparação, os indivíduos ligados às artes tinham uma chance 17% maior de apresentar as variáveis ligadas aos males.

Os pesquisadores, então, compararam o resultado com bases de dados médicos de 35 000 suecos e holandeses. De acordo com os cálculos, os mais criativos (que estão em profissão ligadas à habilidade) têm probabilidade 25% maior de terem as variáveis genéticas que eram alvo do estudo.

Gênio louco - A associação entre a criatividade e a loucura remonta à noção romântica do século XVIII, quando o artista passou a ser um gênio, lutando com seus demônios interiores e a força de sua inspiração. Artistas como Van Gogh, que realmente sofria de doenças mentais, tornaram-se ícones da relação entre loucura e criatividade. Estudos atuais atribuem ao pintor doenças que possivelmente seriam distúrbio bipolar ou esquizofrenia. No entanto, análises sobre o assunto são difíceis de serem feitas, pois não há definição científica exata do que seria uma pessoa criativa. Esse costuma ser um conceito subjetivo, o que torna difícil a medição.

Para ser criativo, é preciso pensar de forma diferente. Muitas vezes, quando as pessoas estão criando algo novo, elas acabam ocupando um espaço entre a sanidade e a insanidade. Acho que estes resultados suportam o velho conceito do gênio louco. A criatividade é uma qualidade que nos deu Mozart, Bach, Van Gogh. É uma característica muito importante para a nossa sociedade. Mas traz um risco para o indivíduo, e 1% da população é afetada por isso“, diz Kari Stefansson, um dos autores do estudo.

Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/doencas-mentais-podem-estar-ligadas-a-criatividade

Conversando sobre Maio 2015 (2)CHAMADA_ABRInscrição para a palestra on-line.

Acesse o link:  http://evts.at/1DZyrgU

RECESSO 2014CHAMADA CONEXAO2
Psico OUTUBROATENÇÃO!
Jornal da Band – Série de reportagens sobre Depressão
Durante o Jornal da Band, hoje, dia 22 de setembro,  a partir das 19h45,  até a próxima quinta-feira, serão exibidos “capítulos” de uma reportagem sobre depressão.
Não percam!

DIA NACIONAL VOLUNTARIADOPsico do mes de Agosto 2014ABRATA PIPOCADIVULGAR_atividades TODASESTACIONAMENTO ABRATA

Índice de transtorno de ansiedade e depressão em SP é igual a de país em guerra

19,9% da população da região metropolitana de São Paulo tem transtorno de ansiedade e depressão atinge 11%, diz estudo.

* 2,2 milhões de paulistanos têm depressão.

A região metropolitana de São Paulo tem índices de depressão e transtornos de ansiedade semelhantes ao de áreas de guerra como o Líbano e a Síria. Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e que integra uma base de dados internacional identificou que 19,9% da população sofre de algum transtorno de ansiedade. Já em relação à depressão , os dados mostram que ela atinge 2,2 milhões, ou 11% dos 20 milhões de pessoas que moram na grande São Paulo.

“É preocupante. É uma cidade muito estressada, muito violenta. Acreditamos que o nível de violência tenha relação a ansiedade e a depressão”, disse.Wang Yuan Pang, pesquisador do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e coordenador da pesquisa São Paulo Megacity, que integra um estudo da Organização Mundial da Saúde realizado concomitantemente em vários países.

Wang afirma que 54% dos entrevistados relataram ter vivido pelo menos um evento violento traumatizante, que pode ir desde ser vítima de um assalto, a presenciar a morte de alguém, ou tentativa de homicídio, ou sofrer estupro.

Além do alto índice, outra preocupação dos pesquisadores é o fato de não haver serviço suficiente para atender a demanda. “ A gente não tem pessoal suficiente para atender esta população” disse. No estudo, os problemas de saúde mental foram divididos em três níveis de acordo com a gravidade. Apenas um terço destes 10% de pessoas na categoria grave – aqueles que tentaram suicídio, apresentaram transtorno bipolar, ou são dependentes químicos com sinais fisiológicos -de fato receberam tratamento.

A taxa de depressão está entre as maiores do mundo. Países da África, menos desenvolvidos que a região metropolitana de São Paulo, têm índices de depressão de 4%, 6%, de acordo com Wang. Mas são os casos mais sérios de transtornos de ansiedade que deixaram os pesquisadores alarmados, aqueles que englobam casos como fobias e até síndrome do pânico.

Só a síndrome do pânico, um grave transtorno de ansiedade, atinge 1,1% da população, ou 220 mil pessoas só na região metropolitana de São Paulo. De acordo com Wang, no entanto, ela é mais percebida do que a depressão, por exemplo, porque é mais difícil de esconder. “Ela é extremamente incapacitante. O indivíduo não consegue sair de casa, pegar o metrô cheio.”

O estudo também mapeou os locais onde há mais casos de ansiedade e depressão. Percebeu-se que as áreas periféricas, onde há menos segurança e saneamento – as chamadas áreas de privação social – , são justamente aquelas com menos casos de depressão e transtornos de ansiedade. “Não quer dizer que as pessoas são mais felizes, não é isso. O que acontece é que nessas áreas periféricas há um alto número de migrantes, que se mudam para São Paulo para trabalhar. Quem não está saudável, com boa saúde mental, não aguenta e volta. Nessas áreas os problemas são outros: há muitos casos de alcoolismo e uso de drogas.”

Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-05-16/indice-de-transtorno-de-ansiedade-e-depressao-em-sp-e-igual-a-de-pais-em-guerra.html

Post: 18/05/2014

18 de MAIO

Post: 15/05/2014

Depressão é a doença mais frequente na adolescência, alerta a OMS

Relatório diz ainda que o mundo não dedica atenção à saúde dos jovens.
Dados divulgados foram recolhidos em 109 países.

A depressão é a principal causa de doença e de inaptidão entre os adolescentes com idades entre 10 e 19 anos, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um documento que destaca que os três principais motivos de morte no mundo nesta faixa de idade: acidentes de trânsito, a Aids e o suicídio. Em 2012, 1,3 milhão de adolescentes morreram no mundo.

Esta é a primeira vez que a agência das Nações Unidas publica um relatório completo sobre os problemas de saúde dos adolescentes. Para elaborar o documento, a organização utilizou dados fornecidos por 109 países.

Os problemas nesta faixa de idade estão relacionados, com o cigarro, o consumo de drogas e bebidas alcoólicas, a Aids, os transtornos mentais, a nutrição, a sexualidade e a violência. “O mundo não dedica atenção suficiente à saúde dos adolescentes”, declarou a médica Flavia Bustreo, subdiretora geral para a saúde das mulheres e das crianças na OMS.

Os homens sofrem mais acidentes de trânsito que as mulheres, com uma taxa de mortalidade três vezes superior. A morte durante o parto é a segunda maior causa de mortalidade entre as jovens com idades entre 15 e 19 anos, depois do suicídio, segundo a OMS.

Entre 10 e 14 anos, a diarreia e as infecções pulmonares representam a segunda e quarta causas de falecimento. O documento destaca ainda que pelo menos um adolescente em cada quatro não realizam exercícios físicos suficientes, pelo menos uma hora por dia, e que em alguns países um em cada três é obeso.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/05/depressao-e-doenca-mais-frequente-na-adolescencia-alerta-oms.html

XXXII CBP - Logo  (port)

XXXII Congresso Brasileiro de Psiquiatria

A Psiquiatria e os avanços da Neurociência

Data e local: 15 a 18 Outubro de 2014 – Brasília/ DF

Website:  www.abp.org.br/congresso

Público estimado: 6.000 congressistas

Por oferecer importante atualização científica e profissional, o XXXII Congresso Brasileiro de Psiquiatria – CBP recebe profissionais de todos os estados brasileiros, além de congressistas de vários países, chega a reunir cerca de seis mil participantes por edição, para a desmistificação de diversos temas inerentes à Psiquiatria

O evento é voltado para psiquiatras e médicos de outras especialidades, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, estudantes e outros profissionais da saúde, em especial a saúde mental. Nos últimos anos, o evento passou a exercer uma influência direta na sociedade leiga, através da divulgação de pesquisas e estudos que podem servir como base para o planejamento das políticas públicas de saúde mental nos âmbitos local, regional e nacional.

PROGRAMA CIENTÍFICO

Mais de 150 atividades científicas, dentre elas: Conversations · Conferências · Cursos · Mesas Redondas · Simpósios dos Departamentos da ABP · Como eu Faço e Como eu Trato · Oficinas de Ensino · Casos Clínicos · Laudos Psiquiátricos · Vídeos · Pôsteres.

PALESTRANTE

O psiquiatra Dr Valentim Gentil, presidente Honorário do Conselho Científico da ABRATA, é um dos maiores nomes da psiquiatria brasileira e está confirmado para ser um dos palestrantes do XXXII Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em Brasília. O médico é também Livre-Docente em Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e especialista em Dependência Química pela UNIFESP. O tema da conferência ministrada pelo Dr. Valentim Gentil no XXXII CBP será: “Hashish, maconha e skunk – dois séculos de psicopatologia.”

Dr. Valentim Gentil é autor de muitos trabalhos sobre políticas públicas de saúde mental e se dedica também ao estudo da psicopatologia. Desde 2010 é o Decano da Congregação da Faculdade de Medicina da USP.

Participe do XXXIICBP, o melhor congresso de psiquiatria da América Latina e um dos maiores do mundo, e conheça estudos que estão mudando a psiquiatria mundial.

O XXXII CBP acontecerá de 15 a 18 de Outubro, em Brasília. Inscreva-se já!

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Post: 30 de março 2014

Ação ABRATA pelo Dia Mundial do Transtorno Bipolar.

Entrevista na Rádio Trianon/SP, programa O Melhor para Melhor Idade, apresentado pelo jornalista Lucas Neto.

Participação do Roberto Barth, Presidente da ABRATA e Flávia Rodrigues, Diretoria Institucional e Financeira

Que todas as pessoas com doença mental tenham garantido o seu direito de acesso ao diagnóstico, tratamento com qualidade e a medicação.

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POST: 02/03/2014

O jogador de futebol  Jardel afirma que a depressão o levou ao uso de drogas.

Assista ao vídeo!

http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2014/03/do-auge-queda-jardel-abre-o-jogo-sobre-depressao-drogas-e-recomeco.html

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********************************************************************************Post: 24|02|2014

Keisha Morrison: Vamos falar sobre a doença mental

KEISHA MORRISOMAtriz indicada ao Oscar Keisha Morrison falou sobre sua batalha com transtorno bipolar, na sequência da morte de Charlotte Dawson, em Sydney.

Estrela do filme “Encantadora de Baleias”,  Morrison, ex-Keisha Castle-Hughes, disse que era hora de ter uma conversa aberta sobre a doença mental.

Morrison postou em sua página no Facebook que a morte de Dawson no sábado “é uma tragédia absoluta, mas aqui é uma lição muito dura mas real para todos nós para nunca ignorar qualquer doença mental”.

Meu nome é Keisha Castle-Hughes e eu estou orgulhosa de dizer-lhe tudo o que eu tenho transtorno bipolar. Vamos falar sobre isso!“, escreveu ela.

Morrison disse que ela vinha lutando com a doença mental e vício, e ela entendia como era difícil ver um caminho para sair da escuridão.

O mundo pode ser um lugar assustador, especialmente para aqueles como nós que estão ligados de uma forma onde os simples refluxos e fluxos da vida pode nos jogar fora de equilíbrio“, escreveu ela.

“Há tanto estigma associado à doença mental e que nos foi dada a oportunidade agora de ter uma conversa abertamente sobre o que podemos fazer para ajudar os outros e chegar quando precisamos.”

Fonte: http://www.stuff.co.nz/entertainment/celebrities/9757760/Keisha-Morrison-Lets-talk-about-mental-illness

Postagem: 13/02/2014

Pesquisadores da USP usam corrente elétrica para tratar depressão

Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma nova técnica para o tratamento da depressão. Uma estimulação elétrica indolor feita com a ajuda de dois eletrodos, colocados na cabeça do paciente, poderá servir como alternativa para quem sofre da doença, mas não toma os medicamentos antidepressivos devido aos fortes efeitos colaterais.

De acordo com o coordenador da pesquisa, o médico psiquiatra Andre Russowsky Brunoni, pessoas jovens, as mais acometidas pela depressão, evitam remédios para a doença porque muitas vezes eles vêm acompanhados de ganho de peso e disfunção sexual. Mulheres grávidas ou que estão amamentando também são impedidas de ingerir essa medicação.

Segundo o cientista, os eletrodos transmitem uma corrente elétrica contínua de baixa intensidade para a área do cérebro que envolve a depressão, o córtex dorso lateral pré-frontal. A corrente corrige o baixo funcionamento dessa região cerebral, característica de quem sofre de depressão. “A estimulação elétrica aumenta a atividade dessa área do cérebro. Com isso, a gente tenta melhorar os sintomas depressivos”, explicou.

O procedimento dura 30 minutos e é repetido por 15 dias consecutivos. “Algumas pessoas sentem um leve formigamento na cabeça, mas outras não sentem absolutamente nada”, conta.

Outra vantagem da nova técnica em relação aos antidepressivos é a forma de atuação no organismo. Enquanto o remédio age em neurotransmissores que atuam no cérebro inteiro, ocasionando reflexos negativos em outras partes do corpo, a estimulação elétrica atua diretamente no córtex pré-frontal.

Além disso, embora o resultado de ambos os tipos de tratamentos (remédio e estimulação elétrica) seja o mesmo, o medicamento acaba passando por outras áreas subcorticais para só depois chegar ao córtex pré-frontal.

Esta não é a primeira vez que a eletricidade é usada no tratamento de transtornos mentais. Russowsky cita a tradicional técnica do eletrochoque, usada há 75 anos por psiquiatras. De acordo com ele, esse é um tratamento bem mais radical do que a estimulação que está sendo desenvolvida pela USP, destinado a pacientes com quadros muito graves. “É uma carga elétrica mil vezes maior do que a gente usa”, disse.

O tratamento por eletrochoque tem como objetivo provocar uma crise convulsiva em pacientes que apresentam casos graves de transtornos mentais, o que estimula a regulação de hormônios e de alguns neurotransmissores. “A única semelhança entre as duas técnicas é que elas usam a eletricidade, mas de forma bem diferente. O eletrochoque é um pulso elétrico para fazer uma crise convulsiva, a gente usa uma corrente elétrica de baixa intensidade para aumentar a atividade no cérebro”, define.

A estimulação criada pelo grupo de Russowsky já foi testada, há três anos, em 120 pacientes. “O resultado principal foi que a combinação da estimulação com o antidepressivo dava efeitos mais potentes que cada tratamento separado”, disse o médico.

O próximo passo da pesquisa será testar a estimulação sozinha. Serão recrutados 240 voluntários, entre 18 e 75 anos, com diagnóstico de depressão, no mínimo, moderada e que apresentem sintomas da doença.

Em um teste cego, metade dos pacientes vai receber o antidepressivo Escitalopram, e a outra metade recebe a estimulação elétrica. “Nem o paciente, nem o pesquisador saberão o que estão recebendo, senão favorece inconscientemente um dos grupos”, esclarece.

Ao final da pesquisa, aqueles voluntários que foram testados com o antidepressivo, e que não tiveram melhora do seu quadro, poderão receber o tratamento com a estimulação elétrica.

Fonte: Agência Brasil

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Postagem: 10/02/14

País vive ‘apagão’ no tratamento de doentes com transtornos mentais

Segundo projeções, seriam necessários mais 43 mil leitos psiquiátricos para atender a demanda. Para especialista, casos simples sobrecarregam sistema; consulta com psiquiatra no SUS pode demorar até um ano.

Treze anos após a aprovação da lei que deu início à reforma psiquiátrica, que prioriza o atendimento comunitário em detrimento das internações, o país vive um “apagão” nos cuidados aos doentes com transtornos mentais.

Hoje há cerca de 27 mil leitos psiquiátricos, sendo 20 mil ocupados por doentes crônicos. Segundo projeções, seriam necessários 70 mil leitos para atender a atual demanda de doentes mentais.

Na década de 90, o país tinha 200 mil leitos. Mas a realidade era cruel. Os pacientes viviam em manicômios, longe do convívio familiar e social.

Com a reforma psiquiátrica, esses locais foram sendo fechados, mas o país ainda não conseguiu criar uma rede eficiente de atenção à saúde mental que garanta, por exemplo, consultas e tratamento com psiquiatras e psicólogos no SUS e leitos para situações de emergência.

O debate reaqueceu nos últimos dias com a posse do novo ministro da Saúde, Arthur Chioro, conhecido militante da luta antimanicomial e que já se posicionou contra os hospitais psiquiátricos. O temor dos médicos é que haja ainda mais cortes de leitos.

Segundo o Ministério da Saúde, as posições de Chioro estão em acordo com a atual política de saúde mental .

O vácuo assistencial pode ser visto nas emergências dos hospitais gerais e psiquiátricos, para onde vão doentes agudos (em surto psicótico).

“Ficam ali agitados, circulando no meio de outros pacientes, até surgir uma vaga de internação”, conta o psiquiatra Rodrigo Bressan, que coordena o programa de esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo.

Os doentes menos graves, após estabilizados com remédios, têm alta e orientação para procurar ambulatórios ou os Caps (Centros de Atenção Psicossocial). Mas como não encontram vagas ou não aderem ao tratamento, surtam e voltam aos prontos-socorros.

“É uma porta giratória. Entram, saem e voltam em pior situação. Ninguém quer o que existia antes, mas a realidade hoje também é cruel”, afirma o psiquiatra Quirino Cordeiro Júnior, chefe do departamento de psiquiatria da Santa Casa de São Paulo.

SUPERLOTAÇÃO

A Santa Casa gerencia dois dos maiores prontos-socorros psiquiátricos do país, que, juntos, atendem cerca de 2.000 pacientes por mês.

“Estão sempre superlotados, trabalhamos com o triplo da capacidade”, conta.

Segundo ele, muitos casos simples (renovação de receita, por exemplo) sobrecarregam os PSs e poderiam ser atendidos na rede básica, se houvesse estrutura. Uma consulta com psiquiatra no SUS chega a demorar um ano.

“Os CAPs são muito importantes, mas estão sendo negligenciados. São poucas unidades, poucos profissionais e uma estrutura física precária”, diz o promotor público Luiz Roberto Faggioni, que já instaurou inquérito civil para apurar as irregularidades.

A situação de caos não é exclusiva de São Paulo e se repete em todo o país, segundo Antonio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.

“Hoje não temos leitos, não temos consultas, não temos nada. É um apagão. Em vez de fechar os hospitais psiquiátricos, o governo deveria qualificá-los e readequá-los.”

Ele defende um sistema em rede, com atendimento primário, secundário e terciário –como prevê, no papel, a atual política.

Editoria de Arte/Folha de São Paulo

Editoria de Arte/Folha de São Paulo

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saudeciencia/151544-pais-vive-apagao-no-tratamento-de-doentes-com-transtornos-mentais.shtml

Jornalista Claudia Collucci

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Um choque contra a depressão

Médicos da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo estão testando, pela primeira vez no País, um método inovador contra a depressão. Chamada de estimulação do nervo trigêmeo, a técnica já foi aplicada em 11 pacientes. Um ainda está em tratamento, mas o restante já o finalizou. Desses, todos relataram uma redução de pelo menos 50% na intensidade dos sintomas da enfermidade – entre eles a vontade de chorar e pensamentos suicidas. “Hoje me sinto outra pessoa, com disposição para viver. O tratamento foi uma revolução na minha vida”, atesta a funcionária pública Ivone Lopes, 55 anos, uma das pessoas submetidas à técnica.

AVANÇO Responsável pela experiência, Pedro vai ampliar o número de pacientes a serem testados

AVANÇO
Responsável pela experiência, Pedro vai ampliar o número de pacientes a serem testados

O método consiste na aplicação de estímulos elétricos sobre um dos ramos do nervo trigêmeo, presente na face. O canal nervoso mantém conexões com áreas cerebrais associadas à doença. Dessa forma, conduz os sinais elétricos até elas, o que promove a restauração do equilíbrio da atividade elétrica do local. Esse rearranjo interfere no mecanismo responsável pela doença, daí a diminuição de seus sintomas.

A estratégia vinha sendo estudada na Universidade da Califórnia (Ucla), nos Estados Unidos. Neste mês, o grupo que lá conduz os experimentos publicou uma atualização de seus achados na revista científica “Neurosurgery Clinics of North America”. Novamente, eles concluíram que os pacientes – a maioria portadora da forma grave ou moderada da enfermidade – demonstraram melhora significativa.
Os participantes não deixaram de tomar antidepressivos. Mas, com a evolução do tratamento, diminuíram consideravelmente sua utilização. No futuro, a ideia é que a estimulação substitua a medicação na maioria dos casos ou que pelo menos a reduza à menor quantidade possível.

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Tanto os brasileiros quanto os americanos se preparam para ampliar as pesquisas. Por aqui, a meta é iniciar em breve um novo teste, dessa vez com 40 pacientes. “Eles também farão dez sessões, diariamente, e depois passaremos para aplicações quinzenais”, informa o psiquiatra Pedro Shiozawa, coordenador do laboratório de Neuromodulação da Santa Casa e responsável pela pesquisa. “E eles serão acompanhados por seis meses”, completa. O especialista está à procura de voluntários. Nos EUA, as investigações continuam, enquanto a Neurosigma, empresa que patenteou o sistema, trabalha para obter sua liberação em vários países. “Já está em uso no Canadá e nos países da União Europeia”, contou à ISTOÉ Ian Cook, da Ucla e pioneiro no estudo da técnica.

Fonte: Revista Isto É – Jan|2014

http://www.istoe.com.br/reportagens/344821_UM+CHOQUE+CONTRA+A+DEPRESSAO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

 Postagem: 29/01/2014

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O seu mau humor é passageiro ou sinômino de alerta?

Pra entender direitinho a diferença entre o mau humor e a distimia, o programa Mais Você (Rede Globo) conversou com o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, doutor Antônio Geraldo da Silva que explicou como identificar e tratar essa doença. Confira!

Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria

Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria

O que é distimia?
É uma depressão branda que traz as características de irritabilidade, tristeza constante, permanente, mas branda, além de falta de vontade, falta de alegria, falta de prazer. Outros sintomas são o desinteresse, incapacidade laborativa de trabalhar, diminuição da capacidade cognitiva, quer dizer, de estudar, de se entender, de se envolver inclusive afetivamente. Isso vai tronando a pessoa mal-humorada, intolerante, incapaz de poder ter as mesmas reações, que outras pessoas têm.

Distimia x mau humor? 
A distimia é uma doença crônica. São aquelas pessoas permanentemente sistemáticas, fechadas, que quase não se relacionam, cheias de manias, pouco sociáveis. A pessoa mal- humorada é aquele que é factual, não é permanente. O mau humor não é continuado. Às vezes, hoje está mal-humorado, mas amanha está bem.

Causas 
Qualquer pessoa pode ter distimia desde que geneticamente ela já venha atribuída com a possibilidade de ter. Como funcionam as doenças psiquiátricas? A gente tem uma predisposição genética que é o chamado fenotípico, e tem a predisposição desencadeada pelo meio-ambiente. Os fatores externos influenciam, e qualquer um de nós pode vir a ter, em qualquer quadro psiquiátrico em qualquer momento da vida.

Tratamento
A pessoa precisa de ajuda, de apoio, de tratamento. Precisa entender que está envolvida em uma doença e que essa doença pode ser ajudada pelo psiquiatra. Muitos demoram até 10 anos para chegar até um psiquiatra por conta do estigma. As pessoas têm medo de falar para o outro que vá ao psiquiatra. O ideal é procurar ajuda o mais rápido possível. Quanto mais tempo você demora a procurar ajuda, mais difícil é o tratamento de todas as doenças em geral, e mais ainda as doenças mentais. O importante é que a pessoa faça um trabalho intenso de psicoeducação , que é mostrar para ela que aquilo é doença, que aquilo é tratado, que pode ser modificado e que o antidepressivo vai ajudar.

Fonte:http://gshow.globo.com/programas/mais-voce/O-programa/noticia/2014/01/faca-teste-e-entenda-se-seu-mau-humor-e-passageiro-ou-e-sinonimo-de-alerta.html

Postagem: 21 de janeiro de 2014

*******************************************************************************Amanhã, terça-feira, dia 21 de janeiro, o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Dr Antônio Geraldo, falará sobre Distimia no Programa Mais Você da Rede Globo.

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Postagem: 20 de janeiro de 2014.

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Postagem: 07|01/2014

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Postagem: 11/12/2013

Apoio ao portador do Transtorno de Humor: depressão e bipolaridade e seus familiares em Brasília/DF 

O APTA tem como missão oferecer o “mútuo apoio solidário entre as pessoas com transtorno afetivos (transtornos depressivos ou bipolares), seus familiares, profissionais da área de saúde e cidadãos interessados, com a finalidade de promover a saúde mental.”

Os Grupos de Acolhimento acontecem aos sábados, das 15h às 16h30.

Local: Universidade de Brasília – UNB – Faculdade de Medicina, Sala AC 104

Contato: Tel: (61) 3107-1978  e-mail: apta.apta@gmail.com

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Gene da depressão

Postagem: 26/11/2013

Estudo defende que variação genética reduz a resistência ao estresse e aumenta tendência à depressão; questão retoma debate entre especialistas que atribuem o transtorno a causas biológicas ou ambientais. 

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Um estudo publicado neste mês no periódico “Archives of General Psychiatry”, reacende o debate em torno do caráter genético da depressão.

A pesquisa, das Universidades de Michigan, EUA, e Würzburg, Alemanha, conclui que pessoas com uma variação mais curta do que a normal do gene 5-HTTLPR são mais propensas a ter depressão depois de situações estressantes.

O estudo revisou informações de 54 trabalhos publicados sobre o tema entre 2001 e 2010, avaliando dados de mais de 40 mil pessoas.

O resultado vai na contramão de outra metanálise, publicada em 2009, que comparou 14 estudos e não encontrou relação entre gene, estresse e depressão.

Srijan Sen, professor de psiquiatria da Universidade de Michigan e um dos autores novo trabalho, afirma que o levantamento anterior foi restrito e não analisou estudos representativos.

Segundo Sen, a nova conclusão pode explicar por que as pessoas respondem de forma diferente às mesmas situações de estresse.

Muitos estudos mostraram que quem passa por essas situações tem um risco maior de desenvolver depressão, mas, do ponto de vista clínico, sabemos que as pessoas reagem de formas diferentes ao estresse“, disse Sen à Folha, por e-mail.

O “gene da depressão” é responsável pela produção da proteína que transporta a serotonina, neurotransmissor ligado ao humor.

Normalmente, a serotonina é liberada entre os neurônios e parte é recaptada pela proteína produzida pelo gene 5-HTTLPR.
Quando a pessoa é portadora do gene alterado, a recaptação é maior, e menos serotonina é liberada para o próximo neurônio. Isso gera os sintomas da depressão.

André Brunoni, psiquiatra do Hospital das Clínicas, explica que o fator genético por si só não implica no aparecimento da depressão.
“É necessário haver interação entre a predisposição genética e o ambiente estressante”, diz. “Mas, mesmo assim, é um fator de risco e não uma certeza de 100%”, afirma o psiquiatra.

PERSPECTIVAS

Segundo os especialistas, descobertas como essas podem levar a um tratamento mais personalizado da doença no futuro.

A genética molecular ainda não tem aplicação na prática clínica. No futuro, devemos encontrar fatores genéticos que associam a melhora a certos medicamentos“, diz Fernando Fernandes, pesquisador do grupo de estudos de doenças afetivas do Hospital das Clínicas.

Segundo Srijan Sen, esses resultados já mudam a forma de encarar a depressão.
“Ainda há muito estigma associado a ela. Ao identificarmos um fator genético, podemos compreender que é uma doença biológica”, diz.

O psiquiatra André Brunoni concorda: “Ainda há pais que não compreendem a depressão dos filhos e acham que eles podem superar isso sozinhos“.

E completa: “Pensar na depressão como uma doença com causa biológica, que não é preguiça ou mera insatisfação com a vida, ajuda“.

Estudo defende que variação genética reduz a resistência ao estresse e aumenta tendência à depressão; questão retoma debate entre especialistas que atribuem o transtorno a causas biológicas ou ambientais.

Fonte: http://www.abpbrasil.org.br/medicos/clipping/exibClipping/?clipping=13086

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O caminho para a saúde mental começa com o conhecimento.

Postagem: 22/11/2013

As pessoas que têm transtornos do humor podem mais facilmente alcançar bem-estar quando eles reconhecem os sintomas e passam entender as questões relacionadas ao espectro da bipolaridade.

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Fonte: http://mapadocrime.com.sapo.pt/bipolar.html

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Sobrecarga e recompensa inadequada no trabalho facilitam transtorno mental

Do UOL - Em São Paulo – Com Agência USP

Postagem: 14/11/2013

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No Brasil, os transtornos mentais são a terceira causa de longos afastamentos do trabalho por doença e levaram ao pagamento de mais de R$ 211 milhões de novos benefícios previdenciários em 2011.  Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) mostra que um ambiente de trabalho com pouco apoio social, excessivas demandas e baixo controle sobre as tarefas, recompensas inadequadas ao nível de esforço do trabalhador e o comprometimento individual excessivo são fatores que aumentam a chance de ocorrência de afastamento.

A pesquisa, de autoria do médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior, recomenda uma melhor investigação sobre as condições psicossociais no ambiente de trabalho para implantação de ações de prevenção, além de maior fiscalização das empresas por parte de órgãos públicos.

O estudo procurou discutir os fatores associados ao afastamento do trabalho por transtornos mentais. “No Brasil, estes afastamentos estão atrás apenas dos traumas e doenças osteomusculares”, afirma Silva-Júnior à Agência USP de Notícias. Ele lembra que, “de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em alguns anos se tornarão o principal motivo para os trabalhadores se afastarem do trabalho em todo o mundo”.

Em 2011, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais de 211 mil pessoas foram afastadas devido ao adoecimento mental por prazo superior a 15 dias e passaram a receber benefício auxílio-doença. “O valor total gasto com pagamento de novos benefícios supera os R$ 200 milhões, o que reforça a necessidade econômica de medidas de prevenção para evitar o adoecimento”.

Silva-Junior entrevistou 385 pessoas que foram solicitar benefícios na unidade de perícia do INSS no Glicério (Centro de São Paulo), entre as quais 160 apresentaram transtornos mentais. “Os questionários incluíram perguntas sobre dados sociodemográficos, hábitos e estilos de vida, como fumar, beber e realizar atividades físicas”, conta. “Também foi perguntado o tipo de trabalho desempenhado e há quanto tempo, além da percepção da presença de fatores psicossociais que indicassem a existência de um ambiente de trabalho estressor que pudesse levar ao problema mental. Por fim, os trabalhadores foram questionados sobre sua condição de saúde atual, como excesso de peso ou outros adoecimentos associados”.

Mais mulheres - De acordo com o médico, os maiores riscos de afastamento de trabalho por doenças mentais foram verificados entre mulheres, pessoas que se referiram como de cor branca, com alta escolaridade (mais de 11 anos de estudo), que fumavam muito e apresentavam consumo elevado de bebidas alcóolicas. “Com relação ao ambiente, as pessoas que vivenciavam situações de violência no trabalho tinham mais chances de vir a se afastarem devido a distúrbios mentais”, afirma. “Também houve influência de fatores psicossociais negativos, como a realização de trabalho de alta exigência, no qual estavam envolvidas muitas tarefas, sem controle da parte do trabalhador. A presença de dois ou mais problemas de saúde também aumentava a chance”.

Silva-Junior  ressalta que as chances dos trabalhadores pedirem afastamento são maiores em ambientes onde não há apoio social dos colegas de trabalho. “Além das relações interpessoais serem muito ruins, essas pessoas vivenciam situações onde se esforçam muito e não têm uma recompensa adequada”, observa. “Além disso, um comprometimento excessivo com o trabalho aumenta as chances de acontecerem transtornos mentais incapacitantes”.

Olhar mais atento - A pesquisa sugere aos profissionais de saúde e segurança do trabalho um olhar mais atento sobre fatores psicossociais presentes nos locais de trabalho, de modo que possam realizar ações de prevenção das faltas ao trabalho por doença. “O Brasil não possui uma legislação trabalhista específica sobre o tema, considerado um risco ocupacional invisível”, alerta o médico. “A área médica das empresas precisa trabalhar em conjunto com os setores produtivos e de recursos humanos, para identificar situações de risco a fim de proporcionar uma condição de trabalho adequada à capacidade do trabalhador”.

O médico afirma que os resultados do estudo podem auxiliar na elaboração de políticas públicas da relação entre saúde mental e trabalho. “A pesquisa também recomenda que os dados do Ministério da Previdência Social auxiliem os Ministérios da Saúde e do Trabalho na intensificação da fiscalização para combater situações agressivas aos trabalhadores”, conclui. O estudo de Silva-Junior é descrito em dissertação de mestrado apresentada em agosto de 2012, com orientação da professora Frida Marina Fischer.

O trabalho foi aceito para apresentação no formato tema livre no 15º Congresso Nacional da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, que acontece no mês de maio, em São Paulo. Também deverá participar, no formato pôster, a 23rd Conference on Epidemiology in Occupational Health, que ocorrerá no mês de junho na Holanda.

 Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/05/01/sobrecarga-e-recompensa-inadequada-no-trabalho-facilitam-transtorno-mental.htm    Crédito foto: Fabiana Beltramini/Folhapress

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ABRATA participa do XXXI Congresso Brasileiro de Psiquiatria

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Nos dias 23 a 26 de outubro, na cidade de Curitiba (PR), aconteceu o XXI CBP. A ABRATA se fez presente no workshop, relatando as suas práticas na área de saúde mental – Transtorno do Humor, atividades oferecidas e voluntariado. Em seu estande, também divulgou as ações desenvolvidas durante os 14 anos de existência, recebendo inúmeras visitas dos participantes do evento.

Mais de 150 atividades científicas aconteceram: Conferências · Cursos · Mesas Redondas · Simpósios dos Departamentos da ABP · Como eu Faço e Como eu Trato · Oficinas de Ensino · Casos Clínicos · Laudos Psiquiátricos · Vídeos · Pôsteres.

Social e Comunitário”, foi a área temática do workshop que participaram, representando a ABRATA, o Presidente – Roberto Barth, o Vice-presidente – Luis Pereira Justo e a Diretora Institucional – Flavia Rodrigues. Esta mesa, foi um dos concorridos momentos do Congresso.

Postagem: 8/11/2013

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PSICO GRUDAPostagem: 06/11/2013

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Transtorno Mental

São Paulo lidera as estatísticas mundiais

Cerca de 30% dos paulistas apresentam algum distúrbio mental, de acordo com um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 24 países. A prevalência é a maior em relação a pesquisas semelhantes feitas em outros lugares do mundo.

O estudo foi coordenado pelo sociólogo Ronald Kessler, da Universidade Harvard e publicado na revista PLoS One em fevereiro, no artigo São Paulo Megacity Mental Health Survey e aqui no Brasil realizado no âmbito do Projeto Temático “Estudos epidemiológicos dos transtornos psiquiátricos na região metropolitana de São Paulo: prevalências, fatores de risco e sobrecarga social e econômica”, financiado pela FAPESP e encerrado em 2009. Entre os autores do artigo está Laura Helena Andrade, professora do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade de São Paulo (USP).

O pesquisadores se concentraram em estimar a prevalência, severidade e tratamento, de acordo com o DSM-IV. Foram examinados correlatos sócio-demográficos, aspectos da vida urbana como a migração interna, exposição à violência e privação social nos últimos 12 meses. Eles descobriram que os transtornos de ansiedade foram os mais frequentes, acometendo cerca de 20% das pessoas, seguido do transtorno de humor (11%), impulsividade (4,3%) e uso de substâncias (3,6%).

É previsto que o crescimento da população mundial se concentre nas grandes cidades, especialmente nos países em desenvolvimento. São Paulo fornece um aviso prévio sobre a carga de transtornos mentais associados ao aumento de desigualdades sociais, econômicas, estressores ligados à rápida urbanização e deterioração da saúde.

Localizada no sudeste do Brasil, a cidade detém mais de 10% da população brasileira e é a quinta maior área metropolitana do mundo, com cerca de 20 milhões de habitantes. É considerado um importante centro industrial e comercial na América Latina. Entre 1997 e 2007, o processo de urbanização aumentou a população em 10% na cidade e 25% em áreas periféricas e municípios à sua volta. Este crescimento é em parte uma consequência da migração rural-urbana mobilidade e dos migrantes de regiões pobres do Brasil, que buscam oportunidades de emprego, educação, assistência médica e melhores condições de vida. Como em outras áreas metropolitanas, essas mudanças levam à ocupação desordenada, falta de habitação e ampla crescimento de trabalho informal.

Esse contexto facilita o isolamento social e a dissolução das relações familiares primárias. O empobrecimento associado a essa situação produz violência, aumenta as taxas de homicídio, insegurança, tornando propício o desenvolvimento de transtornos mentais.

Ao cruzar as variáveis, os pesquisadores concluíram que as mulheres que vivem em regiões de alta privação, são as que mais sofrem de transtorno de humor, enquanto que homens migrantes têm mais transtornos de ansiedade. “É necessário que haja rápida expansão no sistema brasileiro de saúde do setor primário e trabalho focado na promoção da saúde mental. Essa estratégia pode se tornar um modelo diante de poucos recursos em uma área altamente habitada como São Paulo”, diz Kessler.

Para Laura, não é possível ter um serviço especializado em todas as unidades, por isso é preciso equipar a rede com pacotes de diagnóstico e de conduta a serem utilizados pelos profissionais de cuidados primários. É preciso capacitar não só os médicos, mas também os agentes comunitários, que devem ser orientados para identificar casos não tão comuns como os quadros psicóticos, levando em conta os fatores de risco associados aos transtornos mentais.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/transtorno_mental.html


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No Dia Mundial de Saúde Mental, o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas destaca a importância da informação para prevenir a depressão.

Fuja do mundo em branco e preto!

Matéria publicada no encarte do Diário Oficial do Estado de São Paulo.BERNARDETEdia_mundial_saude_mental.grande

O Dia Mundial da Saúde Mental é comemorado no dia 10 de outubro desde 1992.

Todos os anos, a Federação Mundial de Saúde Mental escolhe um tema, que em 2013 é: Saúde Mental e adultos mais velhos. A intenção da comemoração é colocar temas da saúde mental nas agendas dos governos.

O dia é usado por muitos países e organizações para conscientizar o público sobre problemas de saúde mental e promover a discussão aberta de transtornos mentais, e os investimentos em serviços de prevenção, promoção e tratamento.

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Exames cerebrais detectam transtorno bipolar com 81% de precisão

Técnicas de neuroimagem utilizam o fluxo sanguíneo para a diferenciação entre transtorno e depressão

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Método de imagem revelou uma precisão de 81% na determinação de quais mulheres sofriam de transtorno bipolar e quais mulheres tiveram depressão unipolar

Equipe de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, descobriu que os novos métodos de imagem cerebral que medem o fluxo sanguíneo podem ajudar a diagnosticar o transtorno bipolar em seus estágios iniciais.

Os resultados, publicados no British Journal of Psychiatry, revelam ainda que as técnicas podem diferenciar o transtorno da depressão.

A equipe analisou 44 mulheres para o estudo. Destas, 18 tinham transtorno bipolar-I, 18 apresentaram depressão unipolar e 18 serviram como grupo de controle, sem qualquer forma de transtorno de humor ou depressão.

Usando um novo método de imagem chamado “Arterial Spin Labeling”, os pesquisadores foram capazes de medir o fluxo de sangue dos participantes, a fim de monitorar as regiões do cérebro relacionadas à depressão.

Este novo método de imagem revelou uma precisão de 81% na determinação de quais mulheres sofriam de transtorno bipolar e quais mulheres tiveram depressão unipolar.

Outro novo método também foi utilizado, chamado de ” Pattern Recognition Analysis”, que permite aos investigadores para monitorizar as diferenças específicas do cérebro, para cada indivíduo.

“No início, o diagnóstico mais preciso pode fazer uma enorme diferença para os pacientes e suas famílias, e pode até salvar vidas. Esta é uma descoberta muito promissora, que destaca a utilidade da neuroimagem para ajudar a identificar marcadores biológicos associados a diferentes condições de saúde mental”, afirma o líder da pesquisa Jorge Almeida.

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/35784/ciencia-e-tecnologia/exames-cerebrais-detectam-transtorno-bipolar-com-81-de-precisao

VOCÊ SABE O QUE É DISTIMIA?  

Distimia é um tipo de depressão em que os sintomas são de intensidade relativamente branda, mas de longa duração (igual ou maior que 2 anos, sem que tenham havido períodos maiores do que 2 meses sem sintomas).

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Importante notar que as pessoas que têm sintomas compatíveis com o diagnóstico de distimia não foram sempre assim. Os sintomas passaram a existir após um determinado momento identificável na linha do tempo. Apesar dos sintomas serem mais suaves do que aqueles de em episódio de depressão maior, eles podem prejudicar muito o funcionamento global da pessoa e é necessário que ela tenha diagnóstico preciso e seja adequadamente tratada. Para tanto, deve procurar um psiquiatra. Muitas vezes é necessário o uso de medicamentos, e a psicoterapia pode ser bastante útil no manejo dos sintomas.

Fonte: ABRATA

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DIA INTERNACIONAL DE PREVENÇÃO DO SUICÍDIO - 10 de setembro

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As pessoas que são afetadas por episódios de depressão, mania ou mistos têm risco aumentado de fazer tentativas de suicídio. Quando estas pessoas são adequadamente tratadas este risco diminui significativamente. Também é muito importante que aqueles que convivem com transtornos do humor (depressões e transtorno bipolar) evitem o álcool e não usem outras drogas como cocaína, maconha, etc, pois estas substâncias podem agravar sintomas e diminuir a efetividade dos tratamentos, e segundo vários estudos, podem elevar o risco de suicídio.

Fonte: ABRATA

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VOCÊ SABE O QUE É UM EPISÓDIO DEPRESSIVO?

Muitas pessoas chamam de “depressão” a tristeza que sentem diante de uma perda ou uma situação difícil. Este é o uso popular do termo e não corresponde exatamente ao que para a medicina significa um “episódio depressivo”. Num “episódio depressivo” a pessoa sente-se diferente do que normalmente ela é, devido a vivenciar um conjunto de sintomas que alteram o seu funcionamento, causam sofrimento e trazem dificuldades importantes para a vida cotidiana. Estes sintomas ocorrem em grupo, e podem incluir: tristeza, desânimo, perda de energia, cansaço excessivo, dificuldade de sentir prazer com coisas que anteriormente lhe davam prazer, pessimismo, insegurança e medo injustificados, alterações do sono e apetite, e diminuição do desejo sexual, irritabilidade, dificuldade de se concentrar e no uso da memória e dificuldade de tomar decisões. Quando isto de agrava, a pessoa começa a perder o desejo de viver e pode desejar morrer e mesmo pensar em suicídio. O conjunto de alguns destes sintomas que estiverem ocorrendo, têm que ter uma duração relativamente longa (de semanas a meses) e normalmente não são compatíveis com situações de vida que os justifiquem. As pessoas que estejam tendo um episódio depressivo devem procurar um médico psiquiatra para o diagnóstico e tratamento, que é medicamentoso em grande parte das vezes, podendo ser também indicada uma psicoterapia.

Fonte: ABRATA

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Ciência e Tecnologia

Exames cerebrais detectam transtorno bipolar com 81% de precisão

Técnicas de neuroimagem utilizam o fluxo sanguíneo para a diferenciação entre transtorno e depressão

Método de imagem revelou uma precisão de 81% na determinação de quais mulheres sofriam de transtorno bipolar e quais mulheres tiveram depressão unipolar.

Equipe de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, descobriu que os novos métodos de imagem cerebral que medem o fluxo sanguíneo podem ajudar a diagnosticar o transtorno bipolar em seus estágios iniciais.

Os resultados, publicados no British Journal of Psychiatry, revelam ainda que as técnicas podem diferenciar o transtorno da depressão.

A equipe analisou 44 mulheres para o estudo. Destas, 18 tinham transtorno bipolar-I, 18 apresentaram depressão unipolar e 18 serviram como grupo de controle, sem qualquer forma de transtorno de humor ou depressão.

Usando um novo método de imagem chamado “Arterial Spin Labeling”, os pesquisadores foram capazes de medir o fluxo de sangue dos participantes, a fim de monitorar as regiões do cérebro relacionadas à depressão.

Este novo método de imagem revelou uma precisão de 81% na determinação de quais mulheres sofriam de transtorno bipolar e quais mulheres tiveram depressão unipolar.

Outro novo método também foi utilizado, chamado de ” Pattern Recognition Analysis”, que permite aos investigadores para monitorizar as diferenças específicas do cérebro, para cada indivíduo.

“No início, o diagnóstico mais preciso pode fazer uma enorme diferença para os pacientes e suas famílias, e pode até salvar vidas. Esta é uma descoberta muito promissora, que destaca a utilidade da neuroimagem para ajudar a identificar marcadores biológicos associados a diferentes condições de saúde mental”, afirma o líder da pesquisa Jorge Almeida.

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/35784/ciencia-e-tecnologia/exames-cerebrais-detectam-transtorno-bipolar-com-81-de-precisao

Publicado em 26/08/2013

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INTERATIVIDADE

Venha participar!

Encontro com a participação conjunta entre familiares e portadores visando o conhecimento e a identificação dos disparadores de sintomas do transtorno bipolar.

19 de agosto – Segunda – feira – das 19h30min às 21h30min
Gratuito para associados / R$ 20,00 para não associados 

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Transtorno bipolar virou diagnóstico ‘desejável’ na Grã-Bretanha

Celebridades falando sobre suas condições e associação do problema com criatividade estariam entre as razões, afirmam psiquiatras.

Uma dupla de psiquiatras britânicos alertou para um novo fenômeno: o fato de que muitas pessoas estão se autodiagnosticando com transtorno bipolar ou pedindo para que médicos façam esse diagnóstico.

É essencial ajudar as pessoas que desejam esse diagnóstico a entender que ter ‘variações de humor’ e comportamentos caóticos ou instáveis não significa necessariamente que estejam sofrendo de transtorno bipolar”  Diana Chan, psiquiatra

Segundo os psiquiatras Diana Chan e Lester Sireling, do hospital St. Ann, em Londres, o fenômeno se deve ao aumento da conscientização pública em relação à condição e ao fato de que várias celebridades no país estão falando abertamente sobre serem bipolares.

Isso, segundo eles, tem feito com que o transtorno seja mais aceitável e tenha menos estigma.

Os psiquiatras disseram ainda que os pacientes podem ainda estar buscando um status social mais alto, já que a condição costuma ser associada a pessoas criativas como o ator britânico Stephen Fry, que vem discutindo abertamente seu diagnóstico.

Desde que o ator veio a público para falar sobre sua condição, psiquiatras britânicos vem recebendo mais pacientes que dizem ser bipolares, segundo Chan.

Desafios
“Uma pessoa que veio a nós tendo se diagnosticado como bipolar havia sido tratada antes com depressão”, disse. “Ela também estava usando álcool e drogas ilícitas para controlar suas ‘variações de humor’ e havia relatado comportamento vergonhoso e instável”, disse a psiquiatra.

A paciente acabou sendo diagnosticada com o transtorno bipolar.

Segundo a psiquiatra, ser bipolar virou um diagnóstico visto como desejável, o que deve aumentar ainda mais o número de pessoas chegando ao consultório com este autodiagnóstico.

Isso traz uma série de desafios aos médicos.

“É importante que os psiquiatras façam esse diagnóstico quando válido”, disse Chan. “Mas, por outro lado é igualmente essencial ajudar as pessoas que desejam esse diagnóstico a entender que ter ‘variações de humor’ e comportamentos caóticos ou instáveis não significa necessariamente que estejam sofrendo de transtorno bipolar.”

O transtorno bipolar é uma condição mental que se manifesta com episódios de instabilidade de humor, alternando entre o “alto” (comportamento maníaco) e o “baixo” (depressão).

A condição pode atrapalhar os relacionamentos, trabalho e interações sociais dos pacientes.

Fonte: TV Globo - http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/06/transtorno-bipolar-virou-diagnostico-desejavel-na-gra-bretanha-alertam-psiquiatras.html

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Unesc é única universidade brasileira a integrar prêmio internacional para jovens pesquisadores de Transtorno Bipolar

Uma aluna da Unesc está entre os quatro jovens pesquisadores reconhecidos pela Sociedade Internacional de Transtorno Bipolar com o prêmio Samuel Gershon Awards for Junior Investigators. A doutoranda do PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde) da Universidade Samira Valvassori vai receber o prêmio, que reconhece profissionais que pesquisam sobre o transtorno bipolar. A Unesc é a única instituição brasileira presente na conquista.

“Para Unesc, para o Laboratório de Neurociências e para mim é de extrema importância ter o nosso trabalho sendo reconhecido mundialmente, principalmente por pesquisadores que trabalham especificamente na área. Isso só enfatiza nosso esforço e seriedade”, comenta Samira.

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A premiação será entregue no dia 14 de junho, durante a abertura da 10ª Conferência Internacional sobre Transtorno Bipolar, que será realizado em Miami (EUA).

Pesquisa reconhecida

A escolha dos quatro premiados se dá através de um estudo desenvolvido pelo pesquisador, além da análise do seu currículo pela Sociedade Internacional de Transtorno Bipolar. O trabalho de Samira reconhecido foi “Efeitos dos estabilizadores do humor sobre uma via de sinalização de morte celular em um modelo animal de mania induzido por ouabaína”.

“Neste trabalho nós avaliamos os efeitos de estabilizadores de humor, ou seja, fármacos utilizados no tratamento do transtorno bipolar. Com ele nós contribuímos para o entendimento sobre a fisiopatologia (funcionamento) do transtorno bipolar e sobre como funciona os estabilizadores do humor”, explica a doutoranda.

A pesquisa de Samira está sendo feita na Universidade de Toronto (Canadá), onde ela faz doutorado sanduíche, com a orientação dos professores doutores Trevor Younge e Ana Cristina Andreazza. Na Unesc ela é orientada pelo professor doutor João Quevedo.

Destaque internacional

Além da Unesc os quatro pesquisadores premiados também representam outras instituições, como a Universidade de Groningen (Holanda); o Instituto Nacional de Saúde Mental e Neurociências (Índia); a Universidade Local de Paris, a Fundação Fundamental, o Centro de Pesquisa Neurospin e o Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (França), e a Universidade de Toronto (Canadá).

Incentivo desde a graduação

“Eu trabalho com pesquisa na Unesc desde a minha graduação, como aluna de iniciação científica. Depois fui aluna de mestrado e agora de doutorado. Eu acredito que esse prêmio fecha com ‘chave de ouro’ a minha formação e toda a minha dedicação durante esses quase 10 anos”, afirma Samira, que tem 27 anos e é graduada em Ciências Biológicas.

A doutoranda destaca que a conquista de um prêmio internacional é um reconhecimento ao seu trabalho. “Significa que estou no caminho certo e, apesar das dificuldades, de tanto estudo e esforço, sempre existe o reconhecimento, que no final das contas é a maior recompensa”, descreve.

Fonte: Secom – 25 de abril de 2013

ABP promove campanha pública sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado do transtorno bipolar que  afeta de 3 a 8% da população brasileira.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) promove campanha pública sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado do Transtorno Bipolar, uma doença que afeta de 3% a 8% da população, segundo diferentes estudos.  A campanha faz parte de um programa de educação continuada da ABP contra o estigma e preconceito em relação a pacientes com transtornos mentais.  A campanha inclui a distribuição de material educativo sobre a doença para pacientes e familiares e programa de educação médica continuada. A campanha tem o apoio da ABTB –  Associação Brasileira de Transtorno Bipolar, da ABRATA – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos e  da Abbott.

Transtorno bipolar é uma doença que há alternância de fases de hiperexcitabilidade e agitação com fases de profunda tristeza e depressão. É crônica que, como o diabetes e hipertensão arterial, pode também ser tratada e controlada.  Manifesta-se inicialmente na adolescência (60% dos casos antes dos 20 anos de idade), mas pode ocorrer em qualquer idade. É um dos três distúrbios mentais mais comuns (as outras são esquizofrenia e depressão) e é a sexta principal causa de falta ao trabalho.

Dos cerca de 25% que tentam o suicídio, 4%  se suicidam de fato. Entre os pacientes tratados, o índice de tentativas cai para cerca de 10%.

“Temos que identificar e tratar pessoas com transtorno bipolar, para que tenham uma vida normal e produtiva. Isto significa não apenas tratar o paciente adequadamente, mas também combater o estigma e preconceito contra as pessoas portadoras de transtornos que afetam a mente, e reintegrá-los à sociedade”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Os principais sinais e sintomas do transtorno bipolar são:

  • Sentimento de êxtase, júbilo
  • Irritação e agitação
  • Pensamento e fala rápida
  • Distrair-se facilmente
  • Desejo de envolver-se em vários projetos ao mesmo tempo
  • Insônia ou pouca necessidade de sono
  • Comportamento impulsivo e de risco, como sexo por impulso e sem proteção
  • Julgamento prejudicado
  • Agressividade e hostilidade

A maioria dos pacientes também alterna episódios de agitação e euforia com períodos (por vários dias ou mesmo semanas) de profunda tristeza, desânimo, sensação de vazio, perda de interesse em atividades, ou assuntos, que normalmente provocariam prazer; sensação prolongada de cansaço, mudanças nos hábitos alimentares e de padrão de sono, e pensamentos suicidas e de morte.

A ABP conta também com o apoio das sociedades regionais de psiquiatria e irá distribuir material educativo em hospitais e centros médicos, tanto para profissionais de saúde, quanto para pacientes e seus familiares.

A Associação Brasileira de Psiquiatria é uma organização sem fins lucrativos, que representa os psiquiatras brasileiros.  A cada ano, a ABP organiza o Congresso Brasileiro de Psiquiatria – o maior evento brasileiro e da América Latina (e o terceiro maior do mundo) da especialidade.

Para mais informações, acesse www.abp.org.br

 

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Mais da metade dos bipolares não recebe tratamento

Mapeamento mundial sobre transtorno bipolar mostra que menos da metade dos doentes recebe tratamento.

A pesquisa avaliou mais de 60 mil pessoas em 11 países como Brasil, EUA e China, das quais 2,4% apresentavam o transtorno. O resultado foi publicado no “Archives of General Psychiatry”.

Os pesquisadores escolheram amostras aleatórias em suas regiões e fizeram entrevistas com base em critérios da Organização Mundial da Saúde para o diagnóstico.

O transtorno bipolar é caracterizado por oscilações de humor entre euforia (ou mania) e depressão. Pode causar irritabilidade, agressividade e ideias suicidas.

BRASIL - Apesar da gravidade dos sintomas, só 42,7% das pessoas diagnosticadas no mapeamento estavam sendo tratadas por um especialista. No grupo de países que incluía o Brasil, esse índice era ainda menor: 33,9%.

“A pessoa não tem acesso ao sistema de saúde, ou acha que os sintomas são resultado do uso de drogas”, diz a psiquiatra Laura Helena de Andrade, coordenadora de epidemiologia do Instituto de Psiquiatria da USP e responsável pela coleta de dados na Grande São Paulo.

Segundo ela, é comum um bipolar receber diagnóstico de depressão, porque a manifestação de euforia pode ser mais leve. “E é muito mais comum a pessoa só ir buscar tratar a depressão, porque ela incomoda mais. Mas, se o médico ministrar antidepressivos, pode desencadear episódios de mania, com aumento da irritabilidade”, diz.

Segundo o estudo, esse transtorno é mais incapacitante do que cada um dos tipos de câncer, e mais até que Alzheimer. Bipolares sofrem por mais anos com os prejuízos do transtorno, em comparação aos outros doentes.

O dado foi extraído de um relatório da OMS segundo o qual a bipolaridade representa 0,9% das doenças incapacitantes, logo à frente do Alzheimer, com 0,8%.

“A pessoa já começa a ter problemas na adolescência ou no começo da vida adulta e, ao longo do tempo, vai perdendo habilidades como capacidade de raciocínio, memória e concentração”, diz o psiquiatra Ricardo Moreno, que coordena o programa de transtornos afetivos do Instituto de Psiquiatria.

O psiquiatra Eduardo Tischer, da Unifesp, acrescenta: “A doença é crônica, e leva meses para que o paciente consiga se restabelecer. Enquanto isso, ele sofre prejuízos no trabalho e suas relações familiares pioram”.

O não tratamento só piora os sintomas. “A pessoa tem mais chances de recorrer a drogas, álcool e de cometer suicídio”, afirma Tischer.

Fonte: Jornal FOLHA de SP –  23/03/2011 Autor da reportagem: Guilherme Genestreti/SP

Nova técnica promete abreviar o tratamento da depressão

A técnica, que faz uma estimulação magnética transcraniana profunda, está sendo testada no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Não há corte, nem dor. Há expectativa é que o equipamento reduza o tempo de tratamento e o uso de medicamentos

Segundo o médico Marco Antonio Marcolin, no Brasil, a estimulação magnética profunda só é feita no Hospital das Clínicas de São Paulo. “Esse tratamento pode substituir medicações em pacientes que não têm resposta aos remédios ou apresentam efeitos colaterais”, explica o médico.

Essa pesquisa ainda aceita pacientes dispostos a participar. Eles precisam ter de 18 a 65 anos. Para se inscrever, mande um email para pesquisadepressaobipolar@gmail.com

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/videos/t/edicoes/v/nova-tecnica-promete-abreviar-o-tratamento-da-depressao/2438921/

Programa identifica tendências a transtorno de humor

Pesquisadoras brasileiras criaram um método capaz de identificar adolescentes com risco de desenvolver transtornos de humor. O trabalho, divulgado na revista PLoS One, utiliza imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética funcional para prever a probabilidade de que um jovem desenvolva doenças psiquiátricas com até 75% de acerto.

Com o prognóstico seria possível pensar formas de atenuar, remediar ou, até mesmo, evitar o aparecimento do transtorno, aponta Letícia de Oliveira, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela realizou a pesquisa durante seu pós-doutorado no King’s College, em Londres. Hoje, realiza o mesmo tipo de pesquisa no País, inclusive com outros tipos de doenças neurológicas e psiquiátricas. “É realmente um trabalho pioneiro” aponta Janaína Mourão Miranda, do University College London (UCL). Janaína trabalhou com Letícia no King’s College. Hoje, está montando uma equipe para pesquisar o tema com dinheiro da Fundação Wellcome Trust.

Trabalhos anteriores já tinham utilizado neuroimagens para diagnosticar doenças. Mas, até agora, nenhum tinha comprovado a conveniência da técnica para realizar prognósticos. As imagens utilizadas no estudo foram colhidas há cerca de quatro anos, nos Estados Unidos, e enviadas à Inglaterra para o estudo. À época, eram todos adolescentes saudáveis, que tiveram suas imagens cerebrais coletadas enquanto visualizavam faces com conteúdo emocional – como medo, felicidade ou apatia.

Os pesquisadores tiveram acesso à evolução clínica dos voluntários que participaram da pesquisa. “Por isso, percebemos que, quanto maior era o grau de certeza da resposta do programa que analisava as imagens, maior era a chance dessas pessoas terem desenvolvido, na vida real, transtornos psiquiátricos”, aponta Janaína.

Fonte: As informações são do jornal O Estado de S.Paulo. Publicado em 14.05.2012 Agência Estado  http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/saude/noticia/2012/05/14/programa-identifica-tendencias-a-transtorno-de-humor-342471.php

Cientistas testam estímulo elétrico para tratar a depressão.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo são responsáveis pela pesquisa. Os primeiros resultados já trazem uma nova esperança para quem sofre da doença.

Assista a matéria transmitida pela TV Record, no dia 13 de fevereiro de 2013. Neste vídeo a vice-presidente da ABRATA,  Sra Bernardete Araújo,  dá um depoimento.

http://rederecord.r7.com/video/cientistas-testam-estimulo-eletrico-para-tratar-a-depressao-511b7dda92bbaaa48a7c2497/

SP testa estimulação com corrente elétrica para depressão

Mariana Versolato
Folha de São Paulo – 07/02/2013

Pesquisadores da USP testam uma alternativa indolor, de baixo custo e com poucos efeitos colaterais para o tratamento da depressão.

Trata-se da estimulação com corrente elétrica contínua. E, ao que indica um estudo publicado pelo grupo no “Jama Psychiatry”, revista da Associação Médica Americana, a técnica é eficaz.

Na pesquisa, 120 pessoas com depressão foram divididas em grupos para avaliar a eficácia da técnica, do antidepressivo sertralina (um inibidor da recaptação da serotonina) e da combinação dos dois tratamentos.

Drogas e estimulação tiveram resultados similares e, juntas, um resultado ainda melhor. Entre os que usaram as terapias combinadas, 63% tiveram alguma melhora.

Desses, 46% tiveram remissão, ou seja, a ausência completa de sintomas.
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Segundo André Brunoni, psiquiatra do Hospital Universitário da USP e principal autor da pesquisa, esse é o primeiro estudo a comparar o tratamento com antidepressivos e a combiná-los.

A explicação para o sucesso dessa soma ainda precisa ser confirmada por exames de imagem, mas os pesquisadores imaginam que a estimulação e o remédio atuem em diferentes regiões do cérebro ligadas à depressão.

A técnica, ainda experimental, tem poucos efeitos colaterais (no estudo, foram observados vermelhidão na área da cabeça onde os eletrodos foram posicionados e sete episódios de mania) e custo relativamente baixo.

O aparelho é simples de ser fabricado, pode ser portátil e custa de R$ 500 a R$ 1.000, segundo Brunoni.

Um aparelho de estimulação magnética transcraniana (técnica de neuromodulação não invasiva mais estudada e que recebeu o aval para depressão no Brasil em 2012) chega a custar de US$ 30 mil a US$ 50 mil (R$ 59 mil a R$ 119 mil).

CONVINCENTE

A estimulação por corrente contínua não é novidade –pesquisas em humanos para depressão e esquizofrenia são feitas desde a década de 1960. Os estudos foram retomados a partir de 1990, mas a quantidade é pequena.

“Até esse estudo da USP, os resultados desse tipo de estimulação não eram muito convincentes. Talvez isso se modifique agora”, afirma Marcelo Berlim, professor assistente do departamento de psiquiatria da Universidade McGill, em Montréal, Canadá, e diretor da clínica de neuromodulação da instituição.

“É um avanço importante, mas não significa que vamos usar amanhã na prática clínica. Precisamos de mais estudos”, diz Brunoni.
Berlim afirma que um dos entraves para que sejam feitas pesquisas maiores para a aprovação da técnica é a falta de investimento de grandes fabricantes do aparelho.

“Como ele é simples e barato, não há interesse por parte da indústria em desenvolver pesquisas de milhões de dólares”, afirma o psiquiatra.

ELETROCHOQUE

Bobinas e eletrodos na cabeça não são exclusividade da estimulação elétrica por corrente contínua. Duas técnicas similares, que têm em comum a ausência de medicação, são usadas e aprovadas para depressão no país.

A eletroconvulsoterapia, conhecida como eletrochoque, é a mais invasiva. O paciente recebe anestesia geral, e os eletrodos induzem uma corrente elétrica no cérebro que provoca a convulsão, alterando os níveis de neurotransmissores e neuromoduladores, como a serotonina.

Ela é indicada para depressão profunda e em situações em que o paciente não responde aos medicamentos.

Seus efeitos cognitivos, porém, são indesejáveis e incluem perda de memória. Os defensores da técnica dizem que o problema é temporário.

Já a estimulação magnética é indolor e não requer anestesia, assim como a que usa corrente contínua.

Uma bobina, que é apoiada na cabeça do paciente, gera um campo magnético que afeta os neurônios, ativando-os ou inibindo-os. As ondas penetram cerca de 2 cm.

Em maio de 2012, o CFM (Conselho Federal de Medicina) aprovou a técnica para tratamento de depressões uni e bipolar (que pode causar oscilações de humor) e de alucinações auditivas em esquizofrenia e para planejamento de neurocirurgia.

O IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP), centro pioneiro em pesquisas com estimulação magnética no país, estuda a aplicação para depressão desde 1999.

“A estimulação por corrente contínua está hoje onde a estimulação magnética estava há 15 anos”, afirma o psiquiatra André Brunoni.

O Hospital das Clínicas atenderá às pessoas com depressão pela Internet.

O Hospital das Clínicas testará, pela primeira vez, o tratamento de pacientes deprimidos por meio de videoconferência pela Internet.
Os cem pacientes selecionados serão divididos.  Metade receberá o atendimento convencional e os demais serão atendidos virtualmente e receberão remédio que serão entregues pelo motoboy.  O tratamento terá duração de um ano.  Interessados poderão se inscrever pelo e-mail  agendamento.ipq@gmail.com

PROJETO BIPOLAR

Dra. Tiffany Moukbel Chaim

O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é um dos mais prevalentes e potencialmente graves transtornos psiquiátricos. O diagnóstico precoce e tratamento adequado são de grande importância para evitar possíveis prejuízo decorrentes da doença, tanto sociais como profissionais e pessoais.

No entanto, o correto diagnóstico da doença muitas vezes pode ser prejudicado devido a informações imprecisas dos familiares e do próprio paciente (muitas vezes o próprio paciente não se reconhece doente). Ainda, outro fator que pode dificultar o diagnóstico é a ocorrência simultânea de outros transtornos psiquiátricos, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O TDAH é um transtorno que tem seu início da infância e 50% deles se mantêm no adulto. Pode ser caracterizado por uma história contínua de inquietação excessiva, esquecimento, distração, impulsividade e/ou falta de atenção.

Alguns sintomas de TDAH se apresentam de forma bastante semelhante com os do TAB, tais como: falar demais, se distrair facilmente, dificuldade em manter a atenção em determinada coisa, inquietação.

Assim, o diagnóstico impreciso pode ser devido não identificação ou identificação incorreta dos sintomas de TDAH e/ou TAB.

Tratar um paciente erroneamente como TDAH e/ou TAB pode causar piora importante de sintomas como irritabilidade, agitação e ansiedade ou pode simplesmente não melhorar os sintomas.

Tendo em vista estas questões, estamos realizando uma pesquisa no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas com o propósito de investigarmos possíveis exames que ajudem no correto diagnóstico destes transtornos. Assim, estamos recrutando pacientes de ambos os sexos, entre 18 e 35 anos, com suspeita de terem transtorno bipolar ou transtorno bipolar e TDAH. Os interessados devem residir em São Paulo e não podem ter tratamento psiquiátrico prévio nem história de uso de drogas. Os sujeitos que forem incluídos na pesquisa, realizarão exames de sangue e de ressonância nuclear magnética e terão acesso a tratamento e acompanhamento clínico.

Interessados favor entrar em contato no telefone: 2661-8132, ou por e-mail no endereço: projetobipolar@gmail.com

49 Respostas a Depoimentos

  1. Gabriela Marchiorato diz:

    ABRATA, como faço para deixar meu depoimento na página de vcs?

  2. Renata diz:

    Meu nome é Renata, tenho 35 e fui diagnosticada com Transtorno Afetivo Bipolar aos 18 anos. Até 23 anos fiz apenas psicoterapia. Mas tudo realmente mudou, nessa época ,com o falecimento precoce de meu pai, o estresse de ser recém casada e ainda fazer faculdade em outra cidade e o pouco apoio que recebia daquele que na época era meu marido. Em 6 meses de casada entrei numa depressão grave, tentei suicídio e fui internada imediatamente. E apartir daí começa meu tratamento psiquiátrico medicamentoso. Foram algumas trocas de medicação, de tratamentos e de médicos também, além da psicoterapia. Tudo para enfim montar uma rede de apoio que realmente me ajudasse. Pois já são 18 anos de crises depressivas, tentativas de suicídio, crises psicóticas, alucinações, crises de mania, prejuízos financeiro, amorosos, social. Sem contar todas as situações de risco. O prejuízo que todo esse processo causou e continua causando em minha vida é lastimável. Lutei para terminar a faculdade por 10 anos e ainda não consegui. Tentei outros cursos tive problemas, muitas dificuldades. Trabalhar sempre é um prazer, mas dura muito pouco , pois logo vem o medo, o pânico, o estresse e me derrubam.
    Estou realmente ficando preocupada com meu futuro próximo, com minha sobrevivência. Tenho pouca familiaridade com Direito e gostaria de saber como devo proceder com o TAB em relação a um pedido de auxílio ou aposentadoria para o INSS. A quem recorrer? Quais passos seguir? Me deem uma luz. Obrigada.

    • Equipe Abrata diz:

      Querida Renata

      Desculpe-nos pela demora em lhe responder. Por algum motivo, a sua mensagem ficou perdida.
      Em nossas reuniões de grupos de apoio, tanto com os familiares ou com as pessoas que tem o transtorno bipolar, escutamos questionamentos muito parecidos com os seus. A resposta não é tão simples coo gostaríamos que fosse. O transtorno bipolar tende a ser de natureza episódica. É uma doença tratável, mas ainda não pode ser curada. O objetivo do tratamento deve ser para controlar a doença, diminuir a gravidade de episódios depressivos e maníacos e recidivas para manter a qualidade de vida e bem estar da pessoa.
      O tratamento depende do objetivo a ser alcançado.
      Na fase aguda ele é dirigido para o controle do presente episódio.
      Na fase de manutenção tratamento visa prevenir ou atenuar futuros episódios.
      O tratamento é composto de medicamentos, orientação e psicoterapia.

      Ressaltamos que de nada adianta o médico prescrever o remédio correto se pessoa não tomá-lo. A busca pelo conhecimento sobre a doença educação pela pessoa e da família, suas conseqüências e seu tratamento é crucial para aceitar a doença, perder o preconceito e alcançar mais estabilidade em relação aos sintomas.

      Quanto as questões legais será importante vc consultar um advogado para esclarecer sobre o auxilio doença e aposentadoria. Recebemos relatos sobre a dificuldade em conseguir estes benefícios com o diagnóstico de transtorno bipolar, ou mesmo um dos benefícios, tendo em vista essa doença não ser considerada incapacitante. Porém, também recebemos informações que algumas pessoas conseguiram, recentemente, o benefício após recorrer com processo judicial. Caso não possa constituir um advogado, avalie a possibilidade de procurar a defensoria pública em sua cidade para orientações.
      Abraços
      Equipe ABRATA

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