ENCONTRO PSICOEDUCACIONAL – SÁBADO – 3 DE AGOSTO

Psico_3Ago13_DrOdeiltonSoares

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

Medicamentos Excepcionais (Uso contínuo e alto custo)

Informações da Secretaria de Saúde | Governo de SP

Q1ZzRlNIBJqLUKFVKnayeg_pills

Os medicamentos de dispensação excepcional são, geralmente, de uso contínuo e de alto custo. São usados no tratamento de doenças crônicas e raras, e dispensados em farmácias específicas para este fim. Por representarem custo elevado, sua dispensação obedece a regras e critérios específicos.

O Programa de Medicamentos Excepcionais foi criado em 1993 e posteriormente, através de novas Portarias, o Ministério da Saúde ampliou de forma significativa o número de medicamentos excepcionais distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a dispensação dos Medicamentos Excepcionais são utilizados alguns critérios, como diagnóstico, esquemas terapêuticos, monitorização/acompanhamento e demais parâmetros, contidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, estabelecidos pela Secretaria de Assistência à Saúde (SAS), do Ministério da Saúde. Os protocolos também relacionam os medicamentos que são fornecidos pelo programa.

As regras referentes aos medicamentos excepcionais são definidas pelo Ministério da Saúde, sendo que o principal documento exigido para o Programa é o Laudo para Solicitação/Autorização de Medicamentos de Dispensação Excepcional (LME). Desta forma, para a dispensação destes medicamentos é necessário:

  • Que o medicamento faça parte do Programa de Medicamentos Excepcionais;
  • Que seja respeitado o Protocolo Clínico definido pelo Ministério da Saúde;
  • O Laudo para Solicitação/Autorização de Medicamentos de Dispensação Excepcional (LME) devidamente preenchido pelo médico solicitante;
  • A receita médica, com identificação do paciente em duas vias, legível e com nome do princípio ativo e dosagem prescrita;
  • O Cartão Nacional de Saúde;
  • Relatório médico;
  • Termo de consentimento;
  • Exames médicos.

Trinta Unidades de Saúde estaduais, na cidade de São Paulo, são responsáveis pela dispensação dos medicamentos excepcionais, sendo que maiores informações podem ser obtidas junto às áreas de assistência farmacêutica dos Departamentos Regionais de Saúde (DRS), conforme relação de telefones abaixo:

No município de São Paulo:

  • Farmácia de Alto Custo Maria Zélia – fone: (11) 3583-1900
  • Farmácia de Alto Custo Várzea do Carmo – fone: (11) 3385-7004
  • Centro de Saúde Estadual da Vila Mariana – fone: (11) 5084-5169 (somente para pacientes do Hospital São Paulo)
  • Hospital das Clínicas – fone: (11) 3069-6617 (somente para pacientes do Hospital)
  • Hospital do Servidor Público Estadual – fone (11) 5088-8642 (somente para pacientes do Hospital).

Departamentos Regionais de Saúde | DRS

  • DRS I (Grande São Paulo) – fone: (11) 3017-2000
  • DRS II (Araçatuba) – fone: (18) 3623-7010
  • DRS III (Araraquara) – fone: (16) 3322-4655
  • DRS IV (Baixada Santista) – f: (13) 3227-5969 r.12
  • DRS V (Barretos) – fone: (17) 3322-9100
  • DRS VI (Bauru) – fone: (14) 3235-0174
  • DRS VII (Campinas) – fone: (19) 3739-7050
  • DRS VIII (Franca) – fone: (16) 3713-4399
  • DRS IX (Marília) – fone: (14) 3402-8831
  • DRS X (Piracicaba) – fone (19) 3437-7430
  • DRS XI (Pres. Prudente) – f: (18) 3226-6784 r.230
  • DRS XII (Registro) – fone: (13) 3828-2940
  • DRS XIII (Ribeirão Preto) – fone: (16) 3602-2614 (Hosp. das Clínicas de Rib. Preto)
  • DRS XIV (São J. da Boa Vista) – f: (19) 3634-2841
  • DRS XV (São José do Rio Preto) – fone: (17) 3232-0388 Ramal 243 ou (17) 3201-5179 (Hosp. de Base)
  • DRS XVI (Sorocaba) f: (15) 3332-9177 (Conj. Hosp.)

Atenção: Necessita de mais informações! Converse com o seu médico.

Fonte: http://www.saude.sp.gov.br/content/geral_acoes_politica_estadual_medicamentos_lista_medicamentos_excepcionais.mmp

Publicado em ABRATA, Medicamento alto custo | Tags , , , | 18 Comentários

AÇÃO CIVIL PÚBLICA DA ABRATA

AÇÃO CIVIL DA ABRATA SOLICITA GRATUITAMENTE MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO AO GOVERNO

Em mais uma de suas iniciativas de apoio aos portadores de transtorno de humor,  a ABRATA ingressou com uma Ação Civil Pública com pedido de Antecipação de Tutela em face do Estado de São Paulo, para que este forneça aos portadores de transtorno bipolar a medicação necessária  para seu adequado tratamento (RISPIRIDONA, OLANZAPINA, ARIPIPRAZOL, ZIPRASIDONA, QUETIAPINA E CLOZAPINA), visando garantir, por conseguinte, uma melhora de seu quadro de saúde e de qualidade de vida.

SOBRE O TRANSTORNO BIPOLAR

Segundo os critérios diagnósticos utilizados atualmente em Psiquiatria, CID-10 e DSM-V, o transtorno bipolar apresenta alterações do humor que se manifestam como episódios de mania ou hipomania, caracterizados por hiperatividade física e mental e humor eufórico ou irritado; episódios de depressão, caracterizados por humor depressivo, diminuição da capacidade de sentir prazer, diminuição da energia e da atividade e lentificação dos processos mentais; e episódios mistos, nos quais o indivíduo apresenta sintomas tanto depressivos como maníacos.

Os médicos do Estado de São Paulo têm solicitado, com frequência, a inclusão da drogas antipsicóticas RISPIRIDONA, OLANZAPINA, ARIPIPRAZOL, ZIPRASIDONA, QUETIAPINA E CLOZAPINA (medicamentos com indicação científica comprovada para o transtorno bipolar) para atendimento do público específico portador da doença. No entanto, nenhum desses remédios encontra-se disponível para distribuição gratuita aos portadores de transtornos de humor.

A inclusão desses medicamentos antipsicóticos no tratamento de transtornos bipolares é importante para a realização de um trabalho terapêutico mais eficiente, visto que referido estado altera a função cognitiva do paciente, alterando, desta forma, a evolução de seu quadro clínico e, por conseguinte, a qualidade de vida desses pacientes.

Deve-se destacar que os medicamentos para tratamento do transtorno bipolar são de alto valor unitário ou que, em face da cronicidade do tratamento, tornam-se excessivamente caros para serem suportados pelos usuários.

SAÚDE – UM DIREITO DE TODOS

O art. 196 da Constituição Federal, por sua vez, estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado, sendo certo, ainda, que as ações e serviços de saúde devem oferecer um atendimento integral (inciso II do mesmo dispositivo).

Vale ressaltar, portanto, que o direito dos usuários e pacientes do SUS de receberem medicamentos que lhes forem regularmente prescritos é inafastável, posto que deriva de preceito constitucional.

Dessa forma, é inadmissível que o Estado de São Paulo continue a se esquivar da sua obrigação constitucional de assegurar saúde integral aos portadores do Transtorno Bipolar do nosso Estado. Portanto, para cumprimento de parte de sua obrigação constitucional, cabe ao Estado de São Paulo fornecer os medicamentos RISPERIDONA, OLANZAPINA, ARIPIPRAZOL, ZIPRASIDONA, QUETIAPINA E CLOZAPINA, em todas as dosagens e apresentações, para todos os pacientes do SUS que deles necessitarem, especialmente os associados da ABRATA, mediante a apresentação da respectiva prescrição médica, em quantidade e qualidade que lhes garanta atendimento integral e permanente.

Vale salientar que a ABRATA necessitou se utilizar de uma ação civil pública para defesa do direito à saúde dos portadores do transtorno bipolar, tendo em vista que o Estado de São Paulo afirmou em outras oportunidades que só disponibiliza os medicamentos em questão nos casos em que o Judiciário determine tal distribuição.

DO PEDIDO

Assim, o objetivo da ação é condenar o Estado de São Paulo ao fornecimento obrigatório dos medicamentos RISPERIDONA, OLANZAPINA, ARIPIPRAZOL, ZIPRASIDONA, QUETIAPINA E CLOZAPINA, em todas as dosagens e apresentações para pacientes do Sistema Único de Saúde portadores da Doença de Transtorno Bipolar, presentes e futuros, de todo o Estado de São Paulo, prosseguindo-se o fornecimento enquanto perdurarem as prescrições médicas respectivas.

Deve-se destacar que referido pedido foi feito com a solicitação de antecipação de tutela, ou seja, para que a condenação do Estado de São Paulo passe a produzir efeitos antes do julgamento final da ação, no caso, no prazo máximo de 15 (quinze) dias da concessão de liminar pelo juízo competente.

Com essa iniciativa a ABRATA busca a intervenção do judiciário para inibir e prevenir demais danos à saúde e à qualidade de vida dos indivíduos portadores de transtorno bipolar que não possuem acesso gratuito aos medicamentos de que tanto precisam, fazendo valer os direitos destes, previstos constitucionalmente.

Texto: Scarlet Sartori / MTB 196/MS

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

Diagnóstico psiquiátrico exige conversas

diagnose-bipolar

O ponto mais importante para um diagnóstico psiquiátrico correto é muita conversa -às vezes, não só com o paciente, mas também com sua família. Além de um acompanhamento acurado da evolução do caso.

Um histórico pormenorizado é essencial para distinguir uma doença de outra. E, mesmo assim, muitas vezes o diagnóstico só se confirma depois de algum tempo de uso do medicamento, por exemplo –uma boa resposta indica que o tratamento adotado está correto.

A Associação Brasileira de Psiquiatria, sempre, em campanha intensa para desmistificar a especialidade e seus procedimentos –fazer com que a ida aos consultórios de psiquiatras tenha a mesma conotação de uma consulta ao cardiologista, por exemplo.

Há pacientes que ainda consideram um bicho-de-sete-cabeças ter de ir ao psiquiatra, ou que não compreendem por que motivo, às vezes, é tão demorado receber o “veredicto” desse médico.

“Existe um preconceito contra a doença psiquiátrica. Há um contingente enorme de pessoas com distúrbios afetivos, fóbicos, que apresentam um conjunto de queixas sem explicação e que poderiam ser assistidas por esse profissional”, afirma o médico Marco Antônio Brasil.

A Organização Mundial da Saúde calcula que 450 milhões de pessoas no mundo sofram de transtornos mentais ou de comportamento. Os dados mostram ainda que a falta de tratamento vai além do preconceito.

Apesar de os distúrbios responderem por 12% da carga mundial de doenças, ainda recebem menos de 1% dos gastos totais em saúde. Mais de 40% dos países carecem de políticas de saúde mental e mais de 30% não têm programas nessa esfera.

Quando é hora?

Os estudos atuais mostram que doenças como a depressão não são resultado só da falta de um neurotransmissor –substância responsável pela comunicação entre as células cerebrais. Em uma analogia com uma máquina que falha, é todo um circuito que não funciona direito, e não só a “falta de combustível” é a razão do problema.

O psiquiatra Beny Lafer diz que o leigo tem condições de saber a hora de procurar um psiquiatra.

“Se existe incapacitação afetiva, familiar, a pessoa não consegue ir ao trabalho ou à escola, está se isolando, é bom procurar o psiquiatra”, diz. Para ele, esse é o mais importante parâmetro para distinguir um sofrimento subjetivo, um conflito não-resolvido –que podem ser alvo só do atendimento psicológico– do que pode ser uma doença psiquiátrica.

Somente o psiquiatra pode prescrever medicamentos. Mas eles nem sempre são necessários. Lafer afirma já ter recebido pessoas que necessitavam, por exemplo, apenas de uma psicoterapia familiar.

Apesar de muitas vezes haver demora para chegar a conclusão sobre um caso, segundo a OMS, atualmente é possível diagnosticar transtornos mentais de uma forma tão confiável e precisa como a maioria dos transtornos físicos. A concordância entre dois especialistas apresenta médias de 0,7 a 0,9, na mesma faixa das do diabetes e hipertensão.

Por que, então, às vezes um mesmo paciente recebe dois diagnósticos diferentes, como transtorno bipolar –caracterizado pela alternância de fases de mania com depressão– e distúrbio de déficit de atenção? Lafer explica que há sintomas comuns a diferentes tipos de transtorno. Por exemplo, nos episódios de mania do transtorno bipolar, é comum o paciente ter a impulsividade do déficit de atenção.

Na psiquiatria, é comum, ainda, haver comorbidade –presença simultânea de duas doenças. “Aí é preciso saber o que é mais importante tratar”, diz Lafer. Por isso colher adequadamente a história do paciente é essencial. Não existe testes padronizados ou exames que substituam esse procedimento. Os exames de imagem são utilizados somente para o entendimento do funcionamento do cérebro para efeito de pesquisa. Ou para investigar determinados pacientes, como quando há dúvida se o distúrbio não pode ser decorrente de uma alteração estrutural, como um tumor cerebral.

Fonte: Folha de São Paulo, setembro.

Publicado em Sem categoria | Tags , , , , | 2 Comentários

10 dicas para os cuidadores de quem sofre de Transtorno Bipolar

12338273

Transtorno Bipolar (TB) foi identificado recentemente pela medicina, há cerca de 20 anos.

A doença, antes conhecida como psicose maníaco-depressiva, caracteriza-se pela alteração de humor de uma pessoa, que oscila entre episódios de forte depressão e de euforia, também chamada de mania.

A Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB) estima que 1,8 milhões de brasileiros sejam portadores de TB, que se apresentam de diferentes formas. As causas ainda são desconhecidas, mas sabe-se que a doença é genética e pode aparecer em crianças e adolescentes.

A recomendação dos especialistas, nesses casos, é manter-se informado a respeito da doença com médicos e leituras. Compartilhar o problema com outros membros da família também pode ser uma saída.

Confira abaixo outras 10 dicas que separamos para você saber lidar com o TB:

  1. Apoie o paciente em momentos difíceis. Mantenha os medicamentos na dose certa e no horário prescrito;
  2. Seja firme e tenha paciência. Isso porque o relacionamento com o paciente em euforia pode ser desgastante;
  3. Detecte com o paciente os primeiros sinais de uma recaída; se ele considerar como intromissão, afirme que seu papel é auxiliá-lo;
  4. Fale com o médico em caso de suspeita de ideias de suicídio e desesperança;
  5. Estabeleça regras de proteção durante fases de normalidade do humor, como retenção de cheques e cartões de crédito em fase de mania;
  6. Auxilie a manter boa higiene de sono e programe atividades antecipadamente.
  7. Não exija demais do paciente e não o superproteja; auxilie-o a fazer algumas atividades, quando necessário;
  8. Evite demonstrar sinais de preconceito que favoreçam ao abandono do tratamento;
  9. Aproveite períodos de equilíbrio para diferenciar depressão e euforia de sentimentos normais de tristeza e alegria;
  10. Participe de terapias familiares em grupo, conjugal e orientações psicoeducacionais
Publicado em Sem categoria, Transtornos do Humor - Conceitos | 307 Comentários

RECESSO MES DE JULHO

recesso

ABRATA em recesso no mês de julho!

DATA: Do dia 15 de julho – Segunda-feira  ao dia 28 de julho – domingo.

Os atendimentos da Rede Online ABRATA continuarão funcionando durante todo o período do recesso.

Publicado em Sem categoria | 2 Comentários

Medicamentos de Alto Custo

1

A prestação deste serviço pertence à Secretaria Estadual da Saúde que fornece medicamentos de alto custo (dispensação excepcional) que são geralmente de uso contínuo, usados nos casos de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), transtorno mental, doenças crônico-degenerativas, como câncer, esclerose, lúpus, artrite, Parkinson, Alzheimer, doenças de Chron, hepatite B e C, endometriose, retocolite, talassemia, diabetes, insípidus, asma, mioma, colesterol, osteoporose. Para doença mental o paciente deverá portar receita específica.

Onde são encontrados?

Os medicamentos são encontrados nas farmácias de Alto Custo da Secretaria Estadual da Saúde de S. Paulo (Portaria nº 2577/GM de 27de outubro de 2006) nos endereços abaixo:

GRANDE SÃO PAULO

  1. Vila Mariana – Atendimento aos pacientes da UNIFESP – Rua Domingos de Moraes, 1947 – CEP 04009-003 – SP – (11) 5081-7304
  2. Franco da Rocha – Atendimentos Franco da Rocha + Municípios entorno Av. dos Coqueiros, s/nº Centro CEP 7800-000 Cj Hospitalar Juquery – (11) 4449-5111 Ramal 526
  3. Guarulhos – Atendimentos Guarulhos –   Av. Emílio Ribas, 1.126 Gopouva - CEP 07020-010 – Av. Emílio Ribas, 1.126 – 11) 2408-588 (11) 2408-5883
  4. HC – USP – Atendimento aos pacientes do HCFMUSP – Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar – no prédio dos Ambulatórios do HCFMUSP – (11) 3069-7172
  5. Hospital Regional Sul – Atendimento aos pacientes de Saúde Mental do Hospital Regional Sul – Av. Adolfo Pinheiro, 122 – Santo Amaro CEP 04744-000 – no 04744-000 – no ambulatório do Hospital Regional Sul – (11) 5521-0593
  6. Hospital do Servidor Público Estadual – HSPE – Atendimento aos pacientes do HSPE – R. Pedro de Toledo, 1800 – Térreo CEP 04039-034 – SP – (11) 5088-8450 (11) 5088-8665 (11) 5088-8474 – (11) 5088-8424
  7. Mogi das Cruzes – Atendimentos Mogi das Cruzes + Município entorno – Av. Francisco Rodrigues Filho, 143 – Mogilar CEP 08773-380 – (11) 4790-1122
  8. Osasco – Atendimento Osasco + Municípios entorno – Temporariamente na sede da DRS I R. Cons. Crispiniano, 20 – 1º andar – Centro SP – atendimento indireto aos pacientes, via municípios – (11) 3017-2056
  9. Maria Zélia – Atendimento DRS I Capital – R. Jequitinhonha, 360 Belenzinho – Setor 7 CEP 03021-040 – SP no AME Maria Zélia – (11) 3583-1900 – (11) 3583-1838
  10. Várzea do Carmo – Atendimento DRS I Capital – R. Leopoldo Miguez, 327 – Cambuci – Portão 6 CEP 01518-020 SP no AMA Várzea do Carmo – (11) 3555-0155
  11. Santo André – Atendimento DRS I Santo André + Municípios entorno – R. Doutor Henrique Calderazzo, 321 CEP 09190-610 Santo André no Hospital Estadual Mário Covas – (11) 4994-5433 Ramal 181 – (11) 4994-5433 Ramal 151 -(11) 4473-1925

COMO PROCEDER PARA ADQUIRIR OS MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO?

1- Apresente o cartão do SUS – Para conseguir basta levar a uma UBS, o documento de identidade e um comprovante de residência. O cartão será feito na hora.

2- Apresente uma cópia do documento de identidade – para todos efeitos, leve também o exemplar original junto com a cópia simples.

3- Apresente o laudo médico preenchido. O laudo médico para solicitação, avaliação e autorização de medicamentos do componente especializado da Assistência Farmacêutica (medicação de alto custo) geralmente é preenchido pelo próprio médico. Caso ele não forneça, peça o formulário em uma unidade de saúde e volte ao consultório para ele preencher o laudo, detalhar os aspectos da doença do paciente e do tratamento, de modo a deixar clara a necessidade do uso de medicamento. Nesse relatório, o médico deve mencionar o código da doença na Classificação Internacional de Doenças e indicar seu número de cadastro no Conselho Regional de Medicina, assinar e carimbar o seu nome completo. Leve uma cópia junto ao original.

4- O laudo médico não exclui a necessidade da apresentação da receita médica, que deve ser anexada aos demais documentos, nela o médico deve mencionar o nome do remédio com seu princípio ativo e o nome genérico, a quantidade necessária a ser usada por dia, semana ou mês e a indicação de comprimidos, frascos ou refis. A receita é válida por 30 dias, leve uma cópia simples também.

5- Apresente uma cópia do comprovante de residência. É mais seguro levar a unidade de saúde o exemplar original junto a uma cópia simples.

6- Vá a uma das unidades responsáveis pelos remédios de alto custo. Informe-se na unidade de saúde onde você passou por consulta, pode ser do SUS ou médico particular.

7- Peça cópia do protocolo do pedido. Ao fazer o pedido, peça uma cópia do protocolo, isso fará diferença se você não receber o medicamento.

Fonte: http://www.aafc.org.br/node/1085

Publicado em Sem categoria | 28 Comentários

TRANSTORNO BIPOLAR, DOENÇA MENTAL GRAVE, OCORRE MAIS NO ADULTO JOVEM

CONHECIDO DESDE A GRÉCIA ANTIGA, O TRANSTORNO BIPOLAR SE CARACTERIZA POR INSTABILIDADE DO HUMOR EM DOIS POLOS, ORA AGITAÇÃO E EUFORIA, ORA TRISTEZA E DEPRESSÃO. É MAIS COMUM DOS 20 AOS 25 ANOS E DOS 30 AOS 35.

images (89)

O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica crônica que se caracteriza por instabilidade de humor em dois polos extremos, ou seja, ora o portador está agitado e eufórico, se achando o maior do mundo, ora triste e depressivo. Ele pode se manifestar em qualquer pessoa a partir da adolescência, mas é mais comum dos 20 aos 25 anos e dos 30 aos 35 anos. É raro em crianças e idosos.

A doença ocorre em pessoas de todas as condições sociais. Não se sabe o que a causa. Pensasse que possa ser genética. Mas se sabe que apresenta traços familiares, ou seja, pessoas com histórico do transtorno na família estão mais suscetíveis.

Existem dois tipos da doença, o 1 e o 2, além de variações pouco definidas. O tipo 1 manifesta-se em cerca de 1% da população, enquanto o tipo 2 ocorre em 3% a 8%. Diz-se que uma pessoa é portadora do tipo 1 quando tem um período de euforia mais longo com sintomas mais fortes e períodos claros de depressão; de outro lado, diz-se que alguém é portador do tipo 2 quando seu período de depressão é mais longo com sintomas intensos e seu período de euforia mais curto com sintomas leves. Portadores às vezes vivem períodos de normalidade, ou de aparente normalidade, mas, aos poucos, vão se tornando mais próximas as alternâncias de euforia e depressão.

Sintomas da fase eufórica ou maníaca são: agitação e irritação; agressividade e hostilidade; pensamento e fala rápidos; eficiência demais; falar e/ou fazer as coisas sem medir as consequências; facilidade para se distrair; desejo ou envolvimento de fato em vários projetos ao mesmo tempo; insônia ou pouca necessidade de sono; comportamentos impulsivos e de risco, como praticar sexo sem preservativo e até enfrentar a polícia.

Alguns sintomas da fase depressiva são: desânimo; falta de eficiência; tristeza profunda; sensação de vazio; falta de interesse pela alimentação; perda de interesse por atividades ou assuntos de que gostava; sensação de cansaço; e pensamentos suicidas e de morte. Cerca de 15% dos portadores que não se tratam tentam o suicídio, índice que cai para menos de 2% entre os que fazem tratamento.

As consequências da doença são terríveis. Os portadores, na fase da euforia, compram de tudo e acabam endividados ou criando dívidas para a família. Perdem bens. Enfrentam as pessoas e até policiais. Ficam malvistos e têm dificuldade para viver em sociedade, encontrar e/ou manter trabalho e parceiros amorosos. Na fase de depressão, enfrentam muitos dos mesmos problemas. E ficam mais suscetíveis a doenças e/ou ao agravamento das que têm. Acabam sozinhos e o quadro se agrava. É aí que muitos tentam o suicídio.

Pessoas com sintomas devem ser levadas a um psiquiatra. O diagnóstico é clínico. É fundamental a participação de familiares e/ou de amigos, porque os doentes, em especial na fase de euforia, não se reconhecem como tal. O psiquiatra precisa ser cuidadoso, claro, porque o transtorno pode ser confundido com depressão clínica unipolar. O tratamento é feito com remédios, que objetivam, de início, retirar o paciente da crise e, depois, equilibrar o quadro, evitando tanto a euforia como a depressão. O tratamento, em boa parte dos casos, dá melhor qualidade de vida aos portadores.

Autor: Dr Teng Chei Tung

Sobre o autor: Médico Psiquiatra, membro do Conselho Científico da ABRATA

#Artigo publicado pela Revista Caras, Edição 09 de maio de 2013.

Publicado em Sem categoria | 10 Comentários

ENCONTRO PSICOEDUCACIONAL – 22 DE JUNHO – SÁBADO

O CONSUMO DE DROGA E ÁLCOOL NOS TRANSTORNOS DO HUMOR

Palestrante: Dr Luis Justo, Psiquiatra

Inscrição obrigatória:  Tel: (11) 3256-4831 / de segunda a sexta-feira das 13h30 às 17h

SEDE DA ABRATARua Borges Lagoa, 74, cj. 2 – V. Clementino -Próximo à Estação Sta Cruz do metrô.

Gratuito para associados –

Não associados: R$ 20,00 (solicitar certificado na inscrição)

images (69)

Publicado em Sem categoria | Publicar um comentário

TRANSTORNO BIPOLAR: UM PROBLEMA QUE AFETA OS RELACIONAMENTOS

Parceiros ansiosos e irritáveis, com foco no imediato e que sofrem com seus atos impulsivos. Um ciclo que passa pela depressão de maneira prolongada, pela culpa projetada em terceiros e finalmente na reincidência do mesmo tipo de comportamento. Esse tipo de rotina pode ser indício do transtorno bipolar, mas na grande maioria das vezes é difícil de ser diagnosticado.

Ao contrário da ideia geral de que os indivíduos bipolares convivem apenas com picos de irritabilidade e depressão, o transtorno pode muitas vezes passar despercebido e ser considerado característica da personalidade. O que poucas pessoas sabem é que o transtorno bipolar pode ter ciclos curtos – até mesmo diários – e que os sintomas não necessariamente são distintos: hipomanias, irritabilidade, ansiedade e depressão podem conviver conjuntamente, o que dificulta até mesmo o trabalho dos profissionais de saúde mental para identificar o problema.

É bom ter em mente que o transtorno bipolar pode ser dividido em dois tipos: o tipo I, que é o mais raro, e onde os ciclos são bastante nítidos e em determinado momento os cônjuges, amigos ou familiares acabam indicando o tratamento para o indivíduo”, explica Doris Hupfeld Moreno, médica psiquiatra, especialista do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora ligada ao Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda) no mesmo instituto.

Já o que chamamos de tipo II é mais leve nos períodos mais ativos e acelerados – ou euforias – que caracterizam as hipomanias. À diferença da depressão, não são percebidas como problemáticas – pelo contrário, a pessoa acha que está muito bem –, e nem sempre são facilmente identificado por pessoas próximas. Frequentemente são tidas como ‘da pessoa’, ou seja, fazendo parte da personalidade dela e, portanto, normal”, completa. Vale ter em mente que as depressões nos tipos I ou II são igualmente leves, moderadas ou graves e são o tipo de episódio que mais predomina durante a vida.

De acordo com a pesquisadora, nos indivíduos com transtorno bipolar os sintomas de ambos os polos podem ser superpostos, – aceleração com ativação e depressão combinadas, por exemplo, podem gerar um sentimento de desespero, angústia e desassossego – e mesmo os estados de hipomania podem se traduzir em impulsividade aumentada para compras, libido, ou ficar obstinado com alguém ou alguma coisa, pensando demais naquilo, sem sair da cabeça, com atitudes compulsivas. Isso tudo muitas vezes é visto pelas outras pessoas, incluindo cônjuges, como “pequenas manias”, e por definição, não trazem consequências significativas. Se houver grande impacto na vida, trata-se de mania e não mais de hipomania.

“Mas se entendermos que essas pessoas, na verdade, estão vivendo com uma percepção alterada da realidade, é possível que percebamos onde está o perigo disso tudo. Os indivíduos bipolares acabam convivendo com esse atropelo de pensamentos. Estão sempre acelerados – seja focando as coisas de uma forma muito positiva ou muito negativa – e são impulsivos nas suas atitudes. Pensamentos grandiosos fazem parte do quadro clínico e acabam muitas vezes achando que sempre têm razão, são mais inteligentes, são melhores, etc, e se imaginam superiores em alguns ou muitos aspectos, aponta Doris Hupfeld.

Nesse ponto, diz a especialista, é difícil até mesmo convencer esses indivíduos a procurarem ajuda, pois eles também justificam suas atitudes de forma bastante lógica. E como as alterações entre os humores podem ser rápidas – acordar com sentimentos depressivos e ter dificuldades para dormir por não conseguir desligar dos pensamentos ou sempre encontrar nova atividade, por exemplo – tanto os amigos como os parceiros não conseguem definir exatamente o que acontece.

Fato é, que geralmente ocorre uma irritabilidade, uma impaciência, uma pressa – o chamado “pavio-curto” – que costuma não ser identificado pelo paciente e que gera um desgaste contínuo. O parceiro não sabe como encontrará o paciente, se querendo se isolar, cansado e desanimado, se de bem com a vida ou dificultando tudo e encrencando com detalhes, ou ainda estourando. O pior é que o bipolar sempre responsabiliza outros ou condições da vida pelos que lhe acontece.

Esse otimismo exagerado, esse efeito de ter ideias novas o tempo todo – e de ter resolvido algum problema de forma melhor que os outros – também são acompanhados pelo hábito de achar que a culpa por uma determinada falha nos seus planos foi devido a erros de terceiros: alguém errou, o mercado não estava preparado para a qualidade de determinado serviço, a crise econômica aconteceu. Nunca é culpa dele”, afirma a psiquiatra e pesquisadora.

Desgaste - Mas esse tipo de oscilação causada pelo transtorno leva a um desgaste. Em especial ao desgaste da relação com o cônjuge. Se em algum momento esse comportamento é visto como algo da personalidade da pessoa, aos poucos os ciclos se tornam claros. Mas pode acontecer o contrário – inicialmente os ciclos serem espaçados e bem definidos e com o passar dos anos se tornarem mais constantes e contínuos.

As obstinações, antes vistas como sinônimo de determinação, tornam-se claramente desproporcionais. O sentimento de perseguição e de desconfiança – que muitas vezes acompanham o transtorno – costumam se refletir na família do parceiro ou parceira. Círculos de amizade podem ficar comprometidos e o isolamento social, em determinados períodos, pode trazer grande sofrimento. “Esse comportamento é comum a todos os bipolares: a sensibilidade exagerada aos acontecimentos, ao estresse, ao que se diz e à opinião alheia e, consequentemente, ao isolamento.”

É nesse ponto que as “pequenas manias” se mostram incapacitantes. “A hipomania pode, claro, se refletir em outros tipos de comportamento que parecem saudáveis, como obstinação por exercícios físicos ou então, como dissemos, compras. Mas existem outros tipos de comportamentos que trazem grande sofrimento. Da mesma forma que os humores se alteram, a libido também pode ficar aumentada. Isso pode levar a traições ou comportamento sexual de risco, por exemplo”, exemplifica Doris Hupfeld.

Outro comportamento que leva a grandes sofrimentos para a relação é o abuso de álcool e drogas. “Essas pessoas com transtorno bipolar acabam usando o álcool e as drogas como um meio de ‘se soltarem’, encontrar a descontração no meio de uma alteração negativa do humor. Mas o polo inverso é a euforia ou mesmo comportamentos violentos, irritabilidade”, pontua a especialista.

Tratamento - O início do tratamento desses indivíduos se dá, usualmente, quando os sintomas da depressão são preponderantes. Durante o período de hipomania, o trabalho de convencimento é mais complicado.

Um cônjuge, para tentar convencer o parceiro a iniciar o tratamento, tem de passar por um processo longo e muitas vezes fazer um trabalho de aproximação de profissional e paciente. E mantê-los em tratamento também é complicado, pois ao menor sinal de melhora, eles podem abandonar o tratamento”, afirma Doris.

A especialista lembra também que quando se fala de tratamento, duas questões são especialmente complicadas. Primeiro, quando a visita ao psicólogo ou psiquiatra se inicia no período depressivo, muitas vezes o quadro de transtorno bipolar não é identificado. Isso pode levar a tratamentos medicamentosos baseados em antidepressivos. Esse tipo de confusão acaba levando a quadros de euforia ou grave irritabilidade. Por isso é preciso muita atenção.

Uma segunda questão levantada pela especialista e pesquisadora é sobre a interrupção do tratamento para o transtorno bipolar de forma muito brusca, por abandono do paciente ou por condições como a gravidez.

“Observamos também que muitos pacientes que passam por esse período de mania ou hipomania muitas vezes demonstram uma perda da sensibilidade e de sentimentos, uma superficialidade e frieza nas relações antes amorosas e de carinho. Há um distanciamento interior, por mais que os sentimentos exagerados e patológicos estejam à flor da pele. Precisa ficar claro que os sintomas levam a uma perda de liberdade intensos, pois eles são determinados pela doença, não mais pela sua vontade”, explica Doris Hupfeld.

A surpresa fica por conta do contraste desse tipo de comportamento com a ideia geral de que o tratamento medicamentoso é que poderia “mudar a personalidade”. “A medicação não muda a personalidade de ninguém. Ela ajuda as pessoas a deixarem de pensar de modo distorcido, por meio de uma lógica alterada pelo transtorno. É comum os pacientes reavaliarem seus comportamentos após algum tempo do início das consultas à medida que os medicamentos fazem efeito, e passarem a agir de forma mais centrada”, explica a psiquiatra.

O perigo, então, estaria em interromper um processo que ajuda no equilíbrio do indivíduo, pois isso poderia contribuir para que o transtorno tome outros contornos e que o tratamento, que já é um processo difícil de ser iniciado, se torne ainda mais distante do paciente e que possa trazer mais sofrimento para o cônjuge e para sua família.

Fonte: http://mulherbipolar.blogspot.com.br/2011/01/transtorno-bipolar-um-problema-que.html

 

Publicado em Sem categoria | 52 Comentários