Segundo estudo, médicos ainda confundem transtorno bipolar com depressão

Estudos americanos mostram que os portadores de transtorno bipolar levam até 14 anos para ter o diagnóstico correto

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Transtorno bipolar é caracterizado por alterações de humor que se manifestam como episódios depressivos que se alternam com estado de euforia

Estudos americanos mostram que os portadores de transtorno bipolar levam até 14 anos, desde a primeira consulta ao psiquiatra, para ter o diagnóstico correto. É o que alerta a professora de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, Maria das Graças de Oliveira. A especialista conta que muitas vezes esse transtorno é confundido com depressão porque, na maioria dos casos, o psiquiatra é procurado na fase depressiva da doença, quando os sintomas não são muito diferentes dos de quadros depressivos a que qualquer pessoa está sujeita.

O transtorno bipolar é caracterizado por alterações de humor que se manifestam como episódios depressivos que se alternam com estado de euforia, também denominados de mania, podendo se manifestar em diversos graus de intensidade. Ângela Scippa, presidente da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), alerta que entre 30% e 60% dos diagnósticos de depressão escondem um caso de transtorno bipolar.

Maria das Graças explica que na fase de euforia o paciente sente-se muito bem. “Quando estão em hipomania [quadro mais leve de euforia], a pessoa não procura ajuda porque sente-se bem, eufórica, com agilidade mental, sentimento de confiança, ego mais inflado, sente-se mais poderosa, um estado que geralmente não a leva a procurar ajuda de um psiquiatra”, explica a especialista. Se o médico não perguntar insistentemente pelo sintoma da hipomania, eles não vão contar, portanto, muitos pacientes acabam recebendo diagnóstico de depressão, quando na verdade é transtorno bipolar.

“Esses pacientes têm biografias que são verdadeiras montanhas-russas. São pessoas que passam por vários casamentos, que têm dificuldade em crescer profissionalmente, histórico de demissões ou de falências. Cada episódio de depressão ou de exaltação de humor pode ter consequências muito ruins para a vida do paciente”, destacou Graça.

Fernando*, professor de educação física, 27 anos, hoje sabe que tem transtorno bipolar. Mas, aos 13 anos, foi diagnosticado com depressão. “Na minha infância, antes dos 10 anos de idade, comecei a apresentar sinais de irritabilidade, agressividade, comecei a ser levado a psicólogos, psiquiatras. Só aos 16 fui diagnosticado com transtorno bipolar”, conta.

Depois de 11 anos de tratamento, Fernando disse que passou a perceber quando está entrando em crise e toma as providências para se controlar e “não machucar” e ofender outras pessoas. “No meu tempo de colégio eu cheguei a agredir tão fortemente um colega que ele desmaiou e foi parar no hospital, eu virava o verdadeiro Hulk [personagem de filme] nas crises de depressão”, contou. No caso dele, a agressividade é um sintoma de sua crise depressiva.

Na fase de euforia, Fernando conta que fica brincalhão e cheio de si. “Eu me sinto literalmente o Super-Homem, você acha que pode tudo, que é inatingível, chegam cinco pessoas querendo bater em você e acha que pode enfrentá-las. Falta achar que sabe voar” relatou.

Ângela também conta que há casos mais leves em que as pessoas convivem com a doença por toda a vida, sem ter um diagnóstico. “Alguns descobrem a doença aos 80 anos, para ter ideia. Isso ocorre em pessoas que têm a doença de forma leve e que, por isso, nunca notaram a necessidade de um tratamento. Mas, hoje, com a ajuda da mídia, as pessoas estão mais atentas e com mais informações em relação ao transtorno bipolar, o que diminui casos de descoberta tardia” explica.

Fonte:http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/35886/geral/segundo-estudo-medicos-ainda-confundem-transtorno-bipolar-com-depressao

Foto: Tyler Olson/Foto Stock

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COMBATER O TABU PARA EVITAR O SUICÍDIO

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“Investir em estudos sobre o suicídio nos permitirá melhor compreendê-lo e preveni-lo. Lutar contra esse estigma salvará muitas vidas.”

 

Humberto Corrêa

O suicídio é um tabu social, mas é também um problema de saúde pública –em escala global.

Um milhão de pessoas se suicidam a cada ano em todo o mundo, o que representa uma morte a cada 1 minuto e 9 segundos. No Brasil, calcula-se que sejam pelo menos 9.000 óbitos por ano, 25 por dia –um número certamente subestimado.

No nosso país, tivemos um aumento de 30% da mortalidade por suicídio entre jovens, principalmente homens, nas últimas duas décadas. São milhares de brasileiros que perdemos todos os anos. Mas muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas.

Todos nós conhecemos alguém próximo que morreu por suicídio, ou fez uma tentativa grave. A despeito disso, não falamos no assunto, ou o fazemos à boca pequena.

É um assunto proibido. Não temos grande cobertura por parte da mídia, que, na maioria dos casos, acredita, erroneamente, que abordar o assunto incentivaria suicídios.

Não existem campanhas de saúde pública para tratar o tema. Nosso país, ao contrário de outros, ainda não tirou do papel sua estratégia nacional de prevenção ao suicídio.

Quando um assunto é tabu, não o discutimos abertamente, não estudamos, não pesquisamos. Jogamos para debaixo do tapete.

De onde surgiu esse estigma, esse tabu? O suicídio existe desde que existe o ser humano. Temos relatos de suicídios nas mais antigas e variadas culturas. Na nossa cultura, ocidental cristã, o suicídio se transformou pouco a pouco em uma questão problemática.

Santo Agostinho, ao ser nomeado bispo de Hippo, foi confrontado com a igreja donástica, um movimento depois considerado herético que venerava como santas as pessoas que se jogavam de alturas para atingir o céu.

Para enfrentá-los, santo Agostinho, no “Cidade de Deus”, vai dar nova abordagem ao sexto mandamento –”não matarás”– com uma especificação: “Nem a outro nem a si próprio”. Essa visão ganha força, e o suicídio se transforma não apenas em pecado, mas no pior dos pecados, a grande sina.

Por exemplo, o suicida não teria direito às honras fúnebres, não poderia ser enterrado em cemitério cristão. Quem tentasse suicídio seria excomungado. Essa visão impregnou corações e mentes.

Nos vários Estados nacionais que vão surgindo na Europa, os códigos penais previam punição ao suicida – por exemplo, pelo confisco dos bens, ou esquartejando o corpo do suicida. Quem tentasse suicídio poderia ser preso e, paradoxalmente, até condenado à morte.

Hoje, a maioria dos Estados não criminaliza mais o suicídio, embora alguns poucos, infelizmente, ainda o façam.

Sabemos hoje que praticamente 100% dos suicidas têm um transtorno psiquiátrico que muitas vezes não fora, entretanto, diagnosticado ou corretamente tratado. O sofrimento causado pela doença psiquiátrica e outros fatores podem levar a pessoa a pensar em se matar.

Identificar rapidamente pessoas com transtornos psiquiátricos, principalmente depressão, pessoas que falam em se matar, e sugerir a elas um tratamento adequado, o mais rapidamente possível, é algo que todos podemos fazer. Pressionar o poder público para estabelecer campanhas e estratégias de prevenção, com segmento de todas as pessoas que fizerem tentativas graves de suicídio, todos nós devemos fazer. Investir em mais estudos e pesquisas sobre o tema nos permitirá melhor compreendê-lo e prevenir o ato.

Discutir o assunto à luz do dia é nossa obrigação. Lutar contra esse estigma, contra esse tabu, salvará muitas vidas.

Daí a importância de se instituir, a partir deste ano, a data 10 de setembro como dia mundial de prevenção ao suicídio, o que foi feito muito acertadamente pela Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio (Iasp) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Sobre o autor: Humberto Corrêa, 45, é presidente da Comissão de Estudos e Prevenção ao Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria e representante no Brasil da Associação Internacional de Prevenção do Suicídio

Fonte: Folha de SP  – 10|09|2013

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/128310-combater-o-tabu-para-evitar-o-suicidio.shtml

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A CLÍNICA DOS TRANSTORNOS DO HUMOR

SIMPÓSIO GRUDA 30 ANOS – PROGRAMA TRANSTORNOS AFETIVOS  INSTITUTO DE PSIQUIATRIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS

TEMÁTICA: “A CLÍNICA DOS TRANSTORNO DO HUMOR”

QUANDO: 20 e 21 de setembro
ONDE: Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas | Anfiteatro Prof Dr Paulo Vaz Arruda

Atenção: Associado da ABRATA tem desconto de 50% para se inscrever na palestra “ENCONTRO EDUCACIONAL GRUDA|ABRATA”, no dia 21 de setembro, às 18h.        Valor associado: R$25,00

Faça a sua inscrição antecipada: gruda30anos@gmail.com

                                              Veja a programação completa do simpósio!

GRUDA 30 ANOS

 

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Mitos prejudicam tratamento do transtorno bipolar

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Gabriela Cupani
Folha de São Paulo

Crenças sobre o transtorno bipolar causam baixa adesão dos pacientes ao tratamento.

Há quem creia que a doença é só um problema emocional, e que remédios fazem mais mal do que bem. São mitos endossados por quase metade dos doentes e familiares, diz pesquisa do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas da USP.

Foram avaliados frequentadores de encontros no instituto: 40% têm crenças errôneas sobre a natureza da doença, o papel da família e os efeitos da medicação.

A doença se caracteriza por crises de euforia e depressão. Em geral, surge na adolescência ou início da vida adulta e tem forte componente genético.

Foi uma surpresa encontrar essas crenças em pessoas que frequentam encontros psicoeducacionais“, diz Ricardo Moreno, diretor do GRUDA | Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do IPq.

ALIANÇA TERAPÊUTICA

Moreno afirma que o controle do transtorno depende de aliança terapêutica com o paciente e parentes. “Qualquer interferência, seja da crença do paciente ou da família, pode levar à interrupção do tratamento.”

“É bem comum que o paciente abandone o tratamento por não acreditar na doença”, reforça a psiquiatra Thaís Zélia dos Santos, da Santa Casa de São Paulo.

O tratamento inclui remédios para estabilizar o humor. “O medicamento é essencial e para a vida toda. Os pacientes me perguntam se vão virar escravos. Eu digo: quem tem depressão ou mania não tem liberdade, tem um sofrimento que não controla e um comportamento que traz consequências.”

Sem tratamento, bipolares podem levar vida normal por períodos, já que a doença é cíclica. Só que vão acumulando danos nas relações.

A doença não tem cura. “Precisamos combater a ignorância, o preconceito e o estigma. Preconceito e estigma começam no próprio indivíduo e na família. Eles precisam mudar a atitude, e não esperar que o mundo se transforme“, diz Moreno.

Fonte:  FOLHA DE S. PAULO | Outubro 2010

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Transtorno bipolar atinge 4% dos adultos; saiba mais sobre a doença

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“Há uma associação histórica entre transtorno bipolar e criatividade, em pintores (como Van Gogh), escultores e outros artistas.” Ressalta a a psiquiatra Helena Maria Calil, professora livre docente do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp),

No Brasil, número de pessoas afetadas pode chegar a 6 milhões.
Maioria dos casos surge na adolescência, mas detecção leva até 13 anos.

Cerca de 4% da população adulta mundial sofre de transtorno bipolar e, segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), essa prevalência vale também para o Brasil, o que representa 6 milhões de pessoas no país.

A doença, caracterizada por alterações de humor, com fases de depressão e euforia (mania), tem se tornado cada vez mais discutida – os primeiros casos do distúrbio foram descritos com outros nomes 460 anos a.C., pelo grego Hipócrates, considerado o “pai da medicina” –, mas o diagnóstico ainda é difícil e leva, em média, entre 8 e 13 anos para ser feito.

“As mudanças de humor podem ser bruscas, mas a duração de cada episódio, não. A depressão é geralmente igual ou superior a 15 dias (podendo chegar a 2 anos), a mania dura pelo menos uma semana e a hipomania (euforia leve) demora ao menos quatro dias. E tudo isso é intercalado com fases de normalidade”, explica a presidente da ABTB, Ângela Scippa.

Além disso, o quadro – que em 60% dos casos se manifesta na adolescência, mas só é descoberto na idade adulta – inclui outros sintomas, como alterações de energia (agitação, pensamento e fala rápidos), sono (insônia ou necessidade de dormir pouco), apetite (bulimia), comportamento (dificuldade de concentração e memória, agressividade, compras compulsivas e hábitos de risco, como sexo sem proteção) e pensamento (delírios e alucinações). Já se a pessoa estiver deprimida, tende a sentir mais fadiga, lentidão, falta de energia e esperança, apresentar ideias negativas e culpa excessiva, e perder o prazer na vida.

Como, em geral, essas pessoas têm rotinas desregradas e a doença é detectada tardiamente, muitas vezes também há problemas cardiovasculares envolvidos, como colesterol e triglicérides, diabetes tipo 2, abuso de álcool e drogas (de 40% a 60% dos casos) e até suicídios (de 5% e 15% do total), aponta a presidente da ABTB.

Em 30% a 70% dos casos de bipolaridade, ainda há algum outro distúrbio psiquiátrico relacionado, como fobias, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de personalidade e transtorno do deficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

“O problema não ocorre por falta de serotonina (hormônio do bem-estar), mas por uma desregulação dos mecanismos de neurotransmissores (substâncias que fazem a comunicação entre os neurônios) em diversas áreas do sistema nervoso central”, afirma Ângela.

Segundo ela, a bipolaridade é a segunda causa de incapacidade para o trabalho entre as doenças mentais, atrás apenas da depressão – em terceiro, vem a esquizofrenia.

“No transtorno bipolar, o humor da pessoa está inadequado para aquele momento, para aquela condição”, complementa o psiquiatra Teng Chei Tung, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Transtorno bipolar x criatividade
Muitos artistas já vieram a público falar que são bipolares. É o caso dos atores de Hollywood: Catherine Zeta-Jones, Ben Stiller, Jim Carrey e Jean-Claude Van Damme, além da cantora americana Britney Spears.

“No Brasil, temos a cantora Rita Lee, a atriz Kássia Kiss, o ator Maurício Mattar, entre outros”, enumera o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva.

A doença já foi ligada a uma maior habilidade criativa e a um comportamento contestador, mas, de acordo com Silva, a capacidade de criação se perde nos picos de mania e depressão.

Para a psiquiatra Helena Maria Calil, professora livre docente do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), há uma associação histórica entre transtorno bipolar e criatividade, em pintores (como Van Gogh), escultores e outros artistas.

“Os artistas ajudam a diminuir o preconceito, pois, quando alguém muito conhecido admite que tem o problema, outras pessoas que sofrem da doença e não buscam tratamento acabam se identificando”, destaca Helena.

Genética, hormônios e infância
Segundo os psiquiatras, há componentes genéticos e ambientais envolvidos na manifestação do transtorno bipolar. E a hereditariedade da doença pode chegar a 70% em parentes de primeiro grau (quando a mãe, o pai ou irmãos têm o distúrbio).

As variações hormonais do ciclo menstrual e do pós-parto também podem interferir para desencadear crises nas mulheres, de acordo com os médicos. Mas não há diferenças de prevalência entre os sexos – o que existe é um maior diagnóstico entre o sexo feminino, possivelmente porque as mulheres cuidam mais da saúde que os homens. A detecção também é geralmente feita nos estados depressivos, pois os pacientes eufóricos tendem a achar que estão bem, felizes e não precisam de ajuda.

Além disso, fatores ambientais experimentados na infância, como maus tratos, negligência por parte dos pais, abuso sexual e até uma vida desorganizada, sem horários certos para comer ou dormir, podem favorecer a bipolaridade ou novas crises, segundo os psiquiatras.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico do transtorno bipolar é clínico, com base no histórico do paciente, pois ainda não há exames de imagem ou laboratório para detectar a doença. E o tratamento deve ser contínuo, ou seja, para a vida toda. Normalmente são usados estabilizadores de humor, à base de lítio, anticonvulsivantes e/ou antipsicóticos.

“Não há como controlar a bipolaridade sem medicamentos, e eles devem ser usados sempre, não só nas crises”, diz Silva.

Além disso, fazer acompanhamento terapêutico com um psicólogo pode aumentar as chances de melhora. Essa necessidade, porém, é avaliada caso a caso.

Os médicos recomendam, ainda, abstinência de cafeína, nicotina e álcool, e redução do açúcar da dieta. Remédios emagrecedores e outros estimulantes do sistema nervoso central devem ser abolidos.

“A adesão ao tratamento precisa ser muito bem trabalhada, com o paciente e a família. Eles devem ser esclarecidos e orientados, pois muitas vezes precisam mudar todo um estilo de vida”, diz Silva.

Com os cuidados necessários, as pessoas com transtorno bipolar podem levar uma vida normal e bastante produtiva, ressaltam os médicos.

Fonte: Luna D’AlamaDo G1, em São Paulo - 05/08/2013

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/08/transtorno-bipolar-atinge-4-dos-adultos-saiba-mais-sobre-doenca.html

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NOVAS PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE TRANSTORNO DO HUMOR

Continuamos a divulgação das perguntas mais frequentes acerca do Transtorno do Humor: bipolaridade e depressão. São questionamentos que surgiram durante os eventos e atividades da ABRATA.

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7. Quais são os tratamentos não medicamentosos? -Reforçando que o tratamento de base é o medicamentoso, existem abordagens complementares e necessárias: psicoterapia individual, grupo, casal, família e ludoterapia, de acordo com a necessidade de cada caso. Vale ressaltar a importância dos grupos de apoio e das palestras psicoeducacionais.

8. Qual é o papel dos grupos de apoio e das palestras psicoeducacionais na sensibilização e na aderência ao tratamento? - Quanto mais informação os familiares e os pacientes tiverem sobre o TBH, melhor será a adesão ao tratamento e maior será o apoio da família. Para tanto, a ABRATA oferece:

  • grupos de apoio mútuo, constituídos de pessoas que apresentam problemas em comum, ligados ao transtorno afetivo, cuja finalidade é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e prestar ajuda, apoio e conforto;
  • encontros psicoeducacionais: palestras que têm como objetivo informar e esclarecer os presentes sobre a doença;
  • interatividade entre familiares e portadores: grupo vivencial mensal com portadores e familiares de portadores. Nesses grupos são trabalhadas as relações interpessoais, no contexto familiar, que estejam sendo permeadas pelos “gatilhos” disparadores de sintomas, contrastando-se com os vínculos na ausência destes (gatilhos), para gerar relacionamentos mais saudáveis.

9. Quando a eletroconvulsoterapia (ECT) é indicada no tratamento do TBH? A ECT é um dos tratamentos antidepressivos e antimaníacos mais eficazes, indicado nos extremos da mania e da depressão, para prevenir exaustão ou suicídio, pelo rápido tempo de ação. Inclui empregar pequenas correntes de energia durante rápida aplicação de anestesia geral, para obter uma convulsão de alguns segundos de duração. Jamais deve ser considerado tratamento de última escolha, prolongando inutilmente o sofrimento pela falta de melhora com os medicamentos. É o mais seguro em gestantes e idosos e pode salvar a vida do paciente.

10. Qual é o papel da escola frente a uma criança/adolescente com TBH? - A escola informada sobre TBH pode diferenciar claramente quando o comportamento de um aluno está sendo motivado por uma alteração de humor ou quando se trata de um comportamento disciplinar inadequado. Em geral, essas crianças precisam se afastar por algum tempo da escola, em decorrência do tratamento, e apresentam efeitos adversos da medicação em sala de aula (sonolência, apatia, distração etc). Assim, a escola pode, em conjunto com a família, o médico e o terapeuta, desenvolver uma adaptação curricular que impeça a reprovação e adotar medidas conjuntas que evitem o estigma da doença.

11. Há risco de suicídio em pacientes bipolares? O TBH se caracteriza por um espectro com diversos matizes onde a doença se diferencia por graus de sintomas podendo em alguns casos o paciente apresentar uma depressão tão intensa que o leve a ideações e tentativas podendo chegar à concretização do ato suicida.

A rede de relacionamentos interpessoais ampliada deve levar em consideração todas as manifestações do paciente como passíveis de acontecer, incentivando o portador a procurar seu médico.

12. Quais as consequências advindas da falta de adesão ao tratamento? Os pacientes que não aderem ao tratamento de forma eficaz tendem a ter um maior número de episódios depressivos e maníacos/hipomaníacos e mais intensos. Podem necessitar de reinternações frequentes, causando desgaste no relacionamento interpessoal e familiar.

13. Como diferenciar sentimentos de alegria e/ou de tristeza intensos das alterações do humor devidas ao TBH? O TBH, sendo uma doença psiquiátrica, apresenta uma série de sinais e sintomas que se repetem ciclicamente ao longo do tempo e que são desproporcionais aos estímulos ambientais. A pessoa deprimida percebe que seus sentimentos se diferem de uma tristeza anteriormente sentida. Na depressão grave, ela se isola, perde o interesse por tudo. Alguns procuram ocupar-se ao máximo para distrair-se e afastar o malestar sentido. Podem ficar mal-humorados, sempre insatisfeitos com tudo. Lutam contra a depressão sem saber que sofrem dessa doença. Essa luta lhes rouba a pouca energia que lhes sobra. Com isso, ficam piores, mais irritados e impacientes.

14. As pessoas com TBH podem levar uma vida normal? - Sim, desde que sigam o tratamento corretamente e que recebam apoio de sua rede de relacionamento interpessoal ampliada, como familiares, amigos e grupos de apoio.

15. As mulheres grávidas podem receber tratamento medicamentoso durante a gravidez? - Sim, desde que com o consentimento da família e o acompanhamento conjunto do obstetra e do psiquiatra.

16. Quais problemas podem comprometer o tratamento? - A gravidade das consequências depende da combinação de uma série de fatores: idade de início (quanto mais cedo, mais compromete os estudos e a formação profissional), gravidade dos sintomas, quantidade de episódios, tratamento adequado, aceitação do tratamento e apoio familiar. Pode também influenciar o tratamento a associação com  transtorno bipolar do humor, alcoolismo ou abuso de drogas (comorbidades), a presença de outras doenças (alteração da tireoide, problemas renais etc.) e as características de personalidade (fragilidade, imaturidade e dependência).

17. Quais são os riscos associados ao TBH de início precoce? - O TB-IA acarreta graves problemas no funcionamento global das crianças e de seus familiares. As crianças cursam com dificuldades acadêmicas e nas relações interpessoais e apresentam maior risco para abuso de substâncias, além de problemas legais, maior frequência de comportamento suicida e também maior número de hospitalizações. Em consequência, pode-se afirmar que cerca de 60% das crianças e dos adolescentes com TB são mal diagnosticados.

18. Quais as orientações básicas que os pais devem dar aos filhos adolescentes com TBH? - O relacionamento familiar com adolescentes apresenta dificuldades inerentes à própria adolescência (não aceitar regras, querer alterar rotinas principalmente nos fins de semana, uso excessivo de substâncias psicoativas, atividades impulsivas e impensadas geradoras de perigo, desilusões amorosas, vestibular etc.). Acrescentando-se a isso os sintomas de TBH, ocorre um aumento das dificuldades intra e interfamiliares. O encaminhamento possível é a manutenção de um canal aberto para o diálogo e a negociação, lembrando sempre a importância da manutenção de rotinas quanto ao sono, alimentação,horas de estudo e lazer. Os pais devem ajudar o adolescente a identificar os gatilhos disparadores das alterações de humor e os sintomas iniciais das crises.

Fonte: Folhetos ABRATA – Autora: Dra. Sonia Palma – Psiquiatra infantil, doutoranda do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP – SP, Voluntária e Presidente do Conselho Científico da ABRATA

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PERGUNTAS MAIS FREQUENTES ACERCA DO TRANSTORNO DO HUMOR

A proposta da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), ao divulgar estas questões contendo perguntas e respostas mais frequentes sobre o transtorno bipolar do humor (TBH), é fornecer informações básicas aos portadores, familiares e cuidadores de modo geral. São perguntas que surgiram durante as nossas atividades e eventos. Boa leitura!

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Parte I

 1. O que é transtorno bipolar do humor?

É uma doença que se caracteriza pela alternância de humor: ora ocorrem episódios de euforia (mania), ora de depressão, com períodos intercalados de normalidade. Com o passar dos anos, os episódios repetem-se com intervalos menores, havendo variações e existindo até casos em que a pessoa tem apenas um episódio de mania ou depressão durante a vida.

A pessoa com transtorno bipolar do humor pode apresentar grandes oscilações no seu estado de humor, atrapalhando muito o andamento de sua vida no trabalho, nas relações afetivas e familiares. É um transtorno frequente acometendo de 0,5% a 1% da população em geral. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o TBH é a sexta maior causa de incapacitação no mundo.

2. Quais são as características do transtorno bipolar do humor?

Os episódios depressivos se caracterizam por humor deprimido, melancolia, com duração de pelo menos duas semanas. Os pacientes apresentam angústia, ansiedade, desânimo e falta de energia, pessimismo, ideias de culpa, baixa autoestima, inutilidade e fracasso. Em geral, queixam-se de alteração do sono e do apetite. Podem apresentar ideias de morte e até suicídio.

Os estados de euforia/mania/hipomania se caracterizam por exaltação do humor e aumento de energia, pensamento acelerado, ideias de grandeza, impulsividade, aumento da disposição física, diminuição da necessidade de sono e falta de crítica. Os casos mais graves podem apresentar delírios e alucinações.

Os episódios mistos se caracterizam pela presença concomitante de sintomas depressivos e de exaltação de humor.

3. É uma doença hereditária?

A hereditariedade é um importante fator de vulnerabilidade para o desenvolvimento do TBH. Cerca de 50% dos portadores apresentam pelo menos um familiar com esse transtorno. No entanto, a doença pode não se manifestar imediatamente de uma geração para a seguinte, pulando uma geração, e não necessariamente surgir em todos os membros da família.

4. É possível identificar sinais precoces de TBH em crianças e adolescentes?

Numerosos trabalhos recentemente publicados têm mudado a afirmativa de que o transtorno bipolar com início na infância e adolescência seria extremamente raro ou mesmo uma condição clínica inexistente. Isso se explica pela dificuldade em identificar os sintomas nessa faixa etária e por sua superposição com outros quadros mais bem estudados na população pediátrica. Crianças e jovens apresentam quadro clínico diferente dos adultos, muitas vezes surgindo como a primeira manifestação do transtorno um episódio de depressão em crianças sem nenhum transtorno prévio.

Podemos suspeitar de um TBH quando a criança ou o adolescente apresentar: humor elevado ou expansivo; grandiosidade; humor irritado ou explosivo; aumento da energia e nível de atividade; pensamento abundante e acelerado; comportamento desinibido; tagarelice; hipersexualidade; brincadeiras e risos inapropriados; envolvimento em situações arriscadas.

5. Qual é o papel da família no diagnóstico e na adesão ao tratamento?

Sendo o relacionamento interpessoal um dos possíveis gatilhos desencadeadores de sintomas, a família e as pessoas mais próximas dos portadores são peças fundamentais na aderência, no aumento de prognósticos positivos ao tratamento e na diminuição do preconceito.

Os familiares, assim como os cuidadores, podem favorecer muito que o portador seja visto como um ser humano, para além da sua doença.

6. Quais são os tratamentos medicamentosos?

Existem vários tipos de substâncias usadas no tratamento do transtorno bipolar, dependendo do estado em que o paciente se encontra: estabilizadores do humor, antidepressivos, antipsicóticos e tranquilizantes.

Para tratar uma crise de depressão pode ser necessário o uso de antidepressivos, se os estabilizadores do humor não forem suficientemente eficazes; numa (hipo)mania, apenas estabilizadores do humor podem resolver ou se adiciona antipsicóticos e tranquilizantes. Esses são os tratamentos de fase aguda.

Quando a pessoa já teve pelo menos três crises ou uma muito séria e tem o diagnóstico de transtorno bipolar do humor, é aconselhável não adiar o tratamento de manutenção, para evitar ou reduzir a gravidade de novos períodos de doença. Os estabilizadores do humor podem bastar para controlar uma (hipo)mania ou estado misto, mas são os remédios ideais para o tratamento de manutenção ou preventivo de novos episódios do transtorno bipolar.

Fonte: Folhetos ABRATA – Autora: Dra. Sonia Palma – Psiquiatra infantil, doutoranda do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP – SP, Voluntária e Presidente do Conselho Científico da ABRATA.

 

 

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Apaixonada por um bipolar

A história de cinema de uma leitora bem real

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Há duas semanas escrevi sobre a banalização dos transtornos mentais e a sensação de impotência das famílias que convivem com doenças psiquiátricas. Não é de hoje que esse assunto me toca e me inspira. A saúde mental, no Brasil, é uma das áreas mais desassistidas. Uma de nossas maiores fragilidades. Tivemos a oportunidade de discutir a respeito nesta reportagem, nesta coluna, nesta outra e em vários textos recentes.

O último foi motivado pelo sucesso do filme O lado bom da vida, que concorre ao Oscar em oito categorias. Tem poucas chances, segundo os entendidos de cinema. Mas a comédia romântica tem seu valor.

Para uma leitora de Brasília, que conhece o transtorno bipolar bem de perto, o valor é inestimável. Jovem, bonita, funcionária pública, ela se apaixonou por um rapaz que sofre de transtorno bipolar e vive numa cidadezinha do Rio Grande do Sul.

A pedido dela, preservo a identidade do casal, mas não poderia deixar de dividir com você o relato de amor escrito por essa mulher. Hoje esta coluna é dela. É dela, para ela e para todos os que precisam de cuidado e compreensão. Pelos meus cálculos, algo como 100% da espécie humana.

A arte sempre imita a vida, não é mesmo?

Logo no início de O lado bom da vida, reconheci a cena em que o paciente recebe alta de um hospital psiquiátrico. Não poderia ser mais autêntica. Foi exatamente assim com um jovem gaúcho, diagnosticado com transtorno afetivo bipolar do humor, a cada saída de uma de suas várias internações em unidades psiquiátricas do Rio Grande do Sul. 

Os pais de um bipolar sofrem com a ideia de sua internação. Até se conscientizarem de que, no meio de uma crise, isso é o melhor que se tem a fazer. Muitas vezes os pais solicitam a alta antes do término do tratamento, o que pode provocar novas e mais fortes crises. 

Na saída, quase sempre outro paciente pede uma carona. O diálogo que se instala pode ser tão cômico quanto o do filme. Se ao mesmo tempo não fosse tão triste…

E.A.B, 25 anos é tão bonitão quanto o ator Bradley Cooper, que faz o paciente bipolar. A carreira de modelo e o sonho de ser ator em São Paulo foram interrompidos há quatro anos. 

A crise foi desencadeada pelo stress das dificuldades que a carreira impõe para um jovem simpático, inteligente, generoso, romântico e gentil do interior do Rio Grande do Sul. Além disso, houve a traição da namorada, com quem morava na época. 

Durante a exibição do filme, enquanto as pessoas gargalhavam com Pat, o personagem de Bradley Cooper, eu não conseguia conter minhas lágrimas. 

Conheci E.A.B numa rede social. Sou a “Tiffany” (a personagem da atriz Jenniffer Lawrence) da vida real. Reservada, misteriosa, sensível, complicada, um tanto instável emocionalmente. Sem rumo na vida, por problemas afetivos. Com histórico de uso de medicamentos igualmente controlados. 

Acabei conquistando a atenção de E.A.B. 

Assim nos referíamos um ao outro: “Duas almas perdidas que se cruzaram por algum motivo.”. Como no filme, tudo começou como um romance desencontrado, com idas e vindas de uma cidade para outra. Cenas de brigas, términos e voltas. E ainda a certeza de que nenhum seria capaz de viver sem o outro.

Ele tem um histórico de perdas pessoais desde a infância. O pai morreu de repente, de parada cardíaca. A irmã, aos 14 anos. Lidar com isso é muito difícil até para quem não tem uma condição psicológica sensível como ele.

Atualmente, depois de várias internações, E.A.B trancou a faculdade de Administração e vive com sua mãe, uma mulher admiravelmente forte. Mora numa cidade muito pequena no interior do Rio Grande do Sul. É estigmatizado, não consegue uma oportunidade de trabalho.

O bullying engessou a vida dele. Quando era criança, publicaram fotos dele. Diziam que era o menino feio que queria ser modelo. Talvez esse tenha sido o estopim. Essa é a conclusão tirada por ele mesmo. Em minha opinião e na de sua mãe coruja, não existe homem com sorriso mais bonito.

Diante do destaque internacional dado ao filme “O lado bom da vida” e aproveitando que alguns jovens acham que ser bipolar é “da hora”, é importante que nos seja dada a oportunidade de ampliar o conhecimento público sobre esse transtorno incapacitante que não recebe a devida atenção da legislação brasileira.

O preconceito e a ignorância prejudicam a recuperação do paciente. Quem toma regularmente a medicação (lítio e outros estabilizadores de humor) e recebe o devido acompanhamento psicoterapêutico, pode voltar a ter uma vida normal, trabalhar e produzir. Além de amar como qualquer outra pessoa.

Sobre a autora: CRISTIANE SEGATTO – Repórter especial, faz parte da equipe da Revista ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o e-mail de contato é cristianes@edglobo

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/cristiane-segatto/noticia/2013/02/apaixonada-por-um-bipolar.html

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ENCONTRO PSICOEDUCACIONAL – SÁBADO – 3 DE AGOSTO

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Medicamentos Excepcionais (Uso contínuo e alto custo)

Informações da Secretaria de Saúde | Governo de SP

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Os medicamentos de dispensação excepcional são, geralmente, de uso contínuo e de alto custo. São usados no tratamento de doenças crônicas e raras, e dispensados em farmácias específicas para este fim. Por representarem custo elevado, sua dispensação obedece a regras e critérios específicos.

O Programa de Medicamentos Excepcionais foi criado em 1993 e posteriormente, através de novas Portarias, o Ministério da Saúde ampliou de forma significativa o número de medicamentos excepcionais distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a dispensação dos Medicamentos Excepcionais são utilizados alguns critérios, como diagnóstico, esquemas terapêuticos, monitorização/acompanhamento e demais parâmetros, contidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, estabelecidos pela Secretaria de Assistência à Saúde (SAS), do Ministério da Saúde. Os protocolos também relacionam os medicamentos que são fornecidos pelo programa.

As regras referentes aos medicamentos excepcionais são definidas pelo Ministério da Saúde, sendo que o principal documento exigido para o Programa é o Laudo para Solicitação/Autorização de Medicamentos de Dispensação Excepcional (LME). Desta forma, para a dispensação destes medicamentos é necessário:

  • Que o medicamento faça parte do Programa de Medicamentos Excepcionais;
  • Que seja respeitado o Protocolo Clínico definido pelo Ministério da Saúde;
  • O Laudo para Solicitação/Autorização de Medicamentos de Dispensação Excepcional (LME) devidamente preenchido pelo médico solicitante;
  • A receita médica, com identificação do paciente em duas vias, legível e com nome do princípio ativo e dosagem prescrita;
  • O Cartão Nacional de Saúde;
  • Relatório médico;
  • Termo de consentimento;
  • Exames médicos.

Trinta Unidades de Saúde estaduais, na cidade de São Paulo, são responsáveis pela dispensação dos medicamentos excepcionais, sendo que maiores informações podem ser obtidas junto às áreas de assistência farmacêutica dos Departamentos Regionais de Saúde (DRS), conforme relação de telefones abaixo:

No município de São Paulo:

  • Farmácia de Alto Custo Maria Zélia – fone: (11) 3583-1900
  • Farmácia de Alto Custo Várzea do Carmo – fone: (11) 3385-7004
  • Centro de Saúde Estadual da Vila Mariana – fone: (11) 5084-5169 (somente para pacientes do Hospital São Paulo)
  • Hospital das Clínicas – fone: (11) 3069-6617 (somente para pacientes do Hospital)
  • Hospital do Servidor Público Estadual – fone (11) 5088-8642 (somente para pacientes do Hospital).

Departamentos Regionais de Saúde | DRS

  • DRS I (Grande São Paulo) – fone: (11) 3017-2000
  • DRS II (Araçatuba) – fone: (18) 3623-7010
  • DRS III (Araraquara) – fone: (16) 3322-4655
  • DRS IV (Baixada Santista) – f: (13) 3227-5969 r.12
  • DRS V (Barretos) – fone: (17) 3322-9100
  • DRS VI (Bauru) – fone: (14) 3235-0174
  • DRS VII (Campinas) – fone: (19) 3739-7050
  • DRS VIII (Franca) – fone: (16) 3713-4399
  • DRS IX (Marília) – fone: (14) 3402-8831
  • DRS X (Piracicaba) – fone (19) 3437-7430
  • DRS XI (Pres. Prudente) – f: (18) 3226-6784 r.230
  • DRS XII (Registro) – fone: (13) 3828-2940
  • DRS XIII (Ribeirão Preto) – fone: (16) 3602-2614 (Hosp. das Clínicas de Rib. Preto)
  • DRS XIV (São J. da Boa Vista) – f: (19) 3634-2841
  • DRS XV (São José do Rio Preto) – fone: (17) 3232-0388 Ramal 243 ou (17) 3201-5179 (Hosp. de Base)
  • DRS XVI (Sorocaba) f: (15) 3332-9177 (Conj. Hosp.)

Atenção: Necessita de mais informações! Converse com o seu médico.

Fonte: http://www.saude.sp.gov.br/content/geral_acoes_politica_estadual_medicamentos_lista_medicamentos_excepcionais.mmp

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