TRANSTORNO BIPOLAR, DOENÇA MENTAL GRAVE, OCORRE MAIS NO ADULTO JOVEM

CONHECIDO DESDE A GRÉCIA ANTIGA, O TRANSTORNO BIPOLAR SE CARACTERIZA POR INSTABILIDADE DO HUMOR EM DOIS POLOS, ORA AGITAÇÃO E EUFORIA, ORA TRISTEZA E DEPRESSÃO. É MAIS COMUM DOS 20 AOS 25 ANOS E DOS 30 AOS 35.

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O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica crônica que se caracteriza por instabilidade de humor em dois polos extremos, ou seja, ora o portador está agitado e eufórico, se achando o maior do mundo, ora triste e depressivo. Ele pode se manifestar em qualquer pessoa a partir da adolescência, mas é mais comum dos 20 aos 25 anos e dos 30 aos 35 anos. É raro em crianças e idosos.

A doença ocorre em pessoas de todas as condições sociais. Não se sabe o que a causa. Pensasse que possa ser genética. Mas se sabe que apresenta traços familiares, ou seja, pessoas com histórico do transtorno na família estão mais suscetíveis.

Existem dois tipos da doença, o 1 e o 2, além de variações pouco definidas. O tipo 1 manifesta-se em cerca de 1% da população, enquanto o tipo 2 ocorre em 3% a 8%. Diz-se que uma pessoa é portadora do tipo 1 quando tem um período de euforia mais longo com sintomas mais fortes e períodos claros de depressão; de outro lado, diz-se que alguém é portador do tipo 2 quando seu período de depressão é mais longo com sintomas intensos e seu período de euforia mais curto com sintomas leves. Portadores às vezes vivem períodos de normalidade, ou de aparente normalidade, mas, aos poucos, vão se tornando mais próximas as alternâncias de euforia e depressão.

Sintomas da fase eufórica ou maníaca são: agitação e irritação; agressividade e hostilidade; pensamento e fala rápidos; eficiência demais; falar e/ou fazer as coisas sem medir as consequências; facilidade para se distrair; desejo ou envolvimento de fato em vários projetos ao mesmo tempo; insônia ou pouca necessidade de sono; comportamentos impulsivos e de risco, como praticar sexo sem preservativo e até enfrentar a polícia.

Alguns sintomas da fase depressiva são: desânimo; falta de eficiência; tristeza profunda; sensação de vazio; falta de interesse pela alimentação; perda de interesse por atividades ou assuntos de que gostava; sensação de cansaço; e pensamentos suicidas e de morte. Cerca de 15% dos portadores que não se tratam tentam o suicídio, índice que cai para menos de 2% entre os que fazem tratamento.

As consequências da doença são terríveis. Os portadores, na fase da euforia, compram de tudo e acabam endividados ou criando dívidas para a família. Perdem bens. Enfrentam as pessoas e até policiais. Ficam malvistos e têm dificuldade para viver em sociedade, encontrar e/ou manter trabalho e parceiros amorosos. Na fase de depressão, enfrentam muitos dos mesmos problemas. E ficam mais suscetíveis a doenças e/ou ao agravamento das que têm. Acabam sozinhos e o quadro se agrava. É aí que muitos tentam o suicídio.

Pessoas com sintomas devem ser levadas a um psiquiatra. O diagnóstico é clínico. É fundamental a participação de familiares e/ou de amigos, porque os doentes, em especial na fase de euforia, não se reconhecem como tal. O psiquiatra precisa ser cuidadoso, claro, porque o transtorno pode ser confundido com depressão clínica unipolar. O tratamento é feito com remédios, que objetivam, de início, retirar o paciente da crise e, depois, equilibrar o quadro, evitando tanto a euforia como a depressão. O tratamento, em boa parte dos casos, dá melhor qualidade de vida aos portadores.

Autor: Dr Teng Chei Tung

Sobre o autor: Médico Psiquiatra, membro do Conselho Científico da ABRATA

#Artigo publicado pela Revista Caras, Edição 09 de maio de 2013.

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ENCONTRO PSICOEDUCACIONAL – 22 DE JUNHO – SÁBADO

O CONSUMO DE DROGA E ÁLCOOL NOS TRANSTORNOS DO HUMOR

Palestrante: Dr Luis Justo, Psiquiatra

Inscrição obrigatória:  Tel: (11) 3256-4831 / de segunda a sexta-feira das 13h30 às 17h

SEDE DA ABRATARua Borges Lagoa, 74, cj. 2 – V. Clementino -Próximo à Estação Sta Cruz do metrô.

Gratuito para associados –

Não associados: R$ 20,00 (solicitar certificado na inscrição)

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TRANSTORNO BIPOLAR: UM PROBLEMA QUE AFETA OS RELACIONAMENTOS

Parceiros ansiosos e irritáveis, com foco no imediato e que sofrem com seus atos impulsivos. Um ciclo que passa pela depressão de maneira prolongada, pela culpa projetada em terceiros e finalmente na reincidência do mesmo tipo de comportamento. Esse tipo de rotina pode ser indício do transtorno bipolar, mas na grande maioria das vezes é difícil de ser diagnosticado.

Ao contrário da ideia geral de que os indivíduos bipolares convivem apenas com picos de irritabilidade e depressão, o transtorno pode muitas vezes passar despercebido e ser considerado característica da personalidade. O que poucas pessoas sabem é que o transtorno bipolar pode ter ciclos curtos – até mesmo diários – e que os sintomas não necessariamente são distintos: hipomanias, irritabilidade, ansiedade e depressão podem conviver conjuntamente, o que dificulta até mesmo o trabalho dos profissionais de saúde mental para identificar o problema.

É bom ter em mente que o transtorno bipolar pode ser dividido em dois tipos: o tipo I, que é o mais raro, e onde os ciclos são bastante nítidos e em determinado momento os cônjuges, amigos ou familiares acabam indicando o tratamento para o indivíduo”, explica Doris Hupfeld Moreno, médica psiquiatra, especialista do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora ligada ao Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda) no mesmo instituto.

Já o que chamamos de tipo II é mais leve nos períodos mais ativos e acelerados – ou euforias – que caracterizam as hipomanias. À diferença da depressão, não são percebidas como problemáticas – pelo contrário, a pessoa acha que está muito bem –, e nem sempre são facilmente identificado por pessoas próximas. Frequentemente são tidas como ‘da pessoa’, ou seja, fazendo parte da personalidade dela e, portanto, normal”, completa. Vale ter em mente que as depressões nos tipos I ou II são igualmente leves, moderadas ou graves e são o tipo de episódio que mais predomina durante a vida.

De acordo com a pesquisadora, nos indivíduos com transtorno bipolar os sintomas de ambos os polos podem ser superpostos, – aceleração com ativação e depressão combinadas, por exemplo, podem gerar um sentimento de desespero, angústia e desassossego – e mesmo os estados de hipomania podem se traduzir em impulsividade aumentada para compras, libido, ou ficar obstinado com alguém ou alguma coisa, pensando demais naquilo, sem sair da cabeça, com atitudes compulsivas. Isso tudo muitas vezes é visto pelas outras pessoas, incluindo cônjuges, como “pequenas manias”, e por definição, não trazem consequências significativas. Se houver grande impacto na vida, trata-se de mania e não mais de hipomania.

“Mas se entendermos que essas pessoas, na verdade, estão vivendo com uma percepção alterada da realidade, é possível que percebamos onde está o perigo disso tudo. Os indivíduos bipolares acabam convivendo com esse atropelo de pensamentos. Estão sempre acelerados – seja focando as coisas de uma forma muito positiva ou muito negativa – e são impulsivos nas suas atitudes. Pensamentos grandiosos fazem parte do quadro clínico e acabam muitas vezes achando que sempre têm razão, são mais inteligentes, são melhores, etc, e se imaginam superiores em alguns ou muitos aspectos, aponta Doris Hupfeld.

Nesse ponto, diz a especialista, é difícil até mesmo convencer esses indivíduos a procurarem ajuda, pois eles também justificam suas atitudes de forma bastante lógica. E como as alterações entre os humores podem ser rápidas – acordar com sentimentos depressivos e ter dificuldades para dormir por não conseguir desligar dos pensamentos ou sempre encontrar nova atividade, por exemplo – tanto os amigos como os parceiros não conseguem definir exatamente o que acontece.

Fato é, que geralmente ocorre uma irritabilidade, uma impaciência, uma pressa – o chamado “pavio-curto” – que costuma não ser identificado pelo paciente e que gera um desgaste contínuo. O parceiro não sabe como encontrará o paciente, se querendo se isolar, cansado e desanimado, se de bem com a vida ou dificultando tudo e encrencando com detalhes, ou ainda estourando. O pior é que o bipolar sempre responsabiliza outros ou condições da vida pelos que lhe acontece.

Esse otimismo exagerado, esse efeito de ter ideias novas o tempo todo – e de ter resolvido algum problema de forma melhor que os outros – também são acompanhados pelo hábito de achar que a culpa por uma determinada falha nos seus planos foi devido a erros de terceiros: alguém errou, o mercado não estava preparado para a qualidade de determinado serviço, a crise econômica aconteceu. Nunca é culpa dele”, afirma a psiquiatra e pesquisadora.

Desgaste - Mas esse tipo de oscilação causada pelo transtorno leva a um desgaste. Em especial ao desgaste da relação com o cônjuge. Se em algum momento esse comportamento é visto como algo da personalidade da pessoa, aos poucos os ciclos se tornam claros. Mas pode acontecer o contrário – inicialmente os ciclos serem espaçados e bem definidos e com o passar dos anos se tornarem mais constantes e contínuos.

As obstinações, antes vistas como sinônimo de determinação, tornam-se claramente desproporcionais. O sentimento de perseguição e de desconfiança – que muitas vezes acompanham o transtorno – costumam se refletir na família do parceiro ou parceira. Círculos de amizade podem ficar comprometidos e o isolamento social, em determinados períodos, pode trazer grande sofrimento. “Esse comportamento é comum a todos os bipolares: a sensibilidade exagerada aos acontecimentos, ao estresse, ao que se diz e à opinião alheia e, consequentemente, ao isolamento.”

É nesse ponto que as “pequenas manias” se mostram incapacitantes. “A hipomania pode, claro, se refletir em outros tipos de comportamento que parecem saudáveis, como obstinação por exercícios físicos ou então, como dissemos, compras. Mas existem outros tipos de comportamentos que trazem grande sofrimento. Da mesma forma que os humores se alteram, a libido também pode ficar aumentada. Isso pode levar a traições ou comportamento sexual de risco, por exemplo”, exemplifica Doris Hupfeld.

Outro comportamento que leva a grandes sofrimentos para a relação é o abuso de álcool e drogas. “Essas pessoas com transtorno bipolar acabam usando o álcool e as drogas como um meio de ‘se soltarem’, encontrar a descontração no meio de uma alteração negativa do humor. Mas o polo inverso é a euforia ou mesmo comportamentos violentos, irritabilidade”, pontua a especialista.

Tratamento - O início do tratamento desses indivíduos se dá, usualmente, quando os sintomas da depressão são preponderantes. Durante o período de hipomania, o trabalho de convencimento é mais complicado.

Um cônjuge, para tentar convencer o parceiro a iniciar o tratamento, tem de passar por um processo longo e muitas vezes fazer um trabalho de aproximação de profissional e paciente. E mantê-los em tratamento também é complicado, pois ao menor sinal de melhora, eles podem abandonar o tratamento”, afirma Doris.

A especialista lembra também que quando se fala de tratamento, duas questões são especialmente complicadas. Primeiro, quando a visita ao psicólogo ou psiquiatra se inicia no período depressivo, muitas vezes o quadro de transtorno bipolar não é identificado. Isso pode levar a tratamentos medicamentosos baseados em antidepressivos. Esse tipo de confusão acaba levando a quadros de euforia ou grave irritabilidade. Por isso é preciso muita atenção.

Uma segunda questão levantada pela especialista e pesquisadora é sobre a interrupção do tratamento para o transtorno bipolar de forma muito brusca, por abandono do paciente ou por condições como a gravidez.

“Observamos também que muitos pacientes que passam por esse período de mania ou hipomania muitas vezes demonstram uma perda da sensibilidade e de sentimentos, uma superficialidade e frieza nas relações antes amorosas e de carinho. Há um distanciamento interior, por mais que os sentimentos exagerados e patológicos estejam à flor da pele. Precisa ficar claro que os sintomas levam a uma perda de liberdade intensos, pois eles são determinados pela doença, não mais pela sua vontade”, explica Doris Hupfeld.

A surpresa fica por conta do contraste desse tipo de comportamento com a ideia geral de que o tratamento medicamentoso é que poderia “mudar a personalidade”. “A medicação não muda a personalidade de ninguém. Ela ajuda as pessoas a deixarem de pensar de modo distorcido, por meio de uma lógica alterada pelo transtorno. É comum os pacientes reavaliarem seus comportamentos após algum tempo do início das consultas à medida que os medicamentos fazem efeito, e passarem a agir de forma mais centrada”, explica a psiquiatra.

O perigo, então, estaria em interromper um processo que ajuda no equilíbrio do indivíduo, pois isso poderia contribuir para que o transtorno tome outros contornos e que o tratamento, que já é um processo difícil de ser iniciado, se torne ainda mais distante do paciente e que possa trazer mais sofrimento para o cônjuge e para sua família.

Fonte: http://mulherbipolar.blogspot.com.br/2011/01/transtorno-bipolar-um-problema-que.html

 

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PALESTRA PSICOEDUCACIONAL – 18 DE MAIO – Sábado – 14h às 17h

O TRANSTORNO DO HUMOR NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA 

  • Quando se iniciam o transtorno do humor? - Palestrante: Dra. Sonia Motta Palma –  Psiquiatra
  • Como lidar com seu filho bipolar? Palestrante:  Dra. Flávia Coelho – Neuropsicóloga
  • Projeto Estórias Diferentes  – Palestrante: Cristina Oliveira

VAGAS LIMITADAS – INDISPENSÁVEL INSCRIÇÃO PRÉVIA 
Valor : R$ 20,00. Gratuito para associado.
Telefone: (11) 3256 48 31 – de segunda à sexta 13h30 às 17h
Local: SÃO PAULO – sede da ABRATA – próximo ao Metrô Santa Cruz

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INTERATIVIDADE – 06 DE MAIO

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ABRATA ELEGE NOVA DIRETORIA – GESTÃO 2013/2015

ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA - GESTÃO 2013/2015

No dia 25 de abril, próximo passado, tomou posse a nova diretoria da ABRATA – Gestão 2013/2015 , após eleição, ocorrida durante a Assembleia Geral Ordinária.

Luis Russo, Presidente gestão 2011/2013 e Roberto Barth, novo Presidente, eleito para a gestão 2013/2015.

DIRETORIA EXECUTIVA

Diretor Presidente - Roberto Barth

Vice Presidente - Luis Pereira Justo

Diretora Institucional - Flávia Regina Rodrigues

Diretora Voluntariado - Ana Elisa Sampaio D. Baptista

Diretora Mídia Online - Neila M. Melo Campos

CONSELHO FISCAL

Diretoria Executiva e Conselho Fiscal

  • Andreia Cristina B. Marino
  • Helena Maria Calil
  • Yeda Ivete Freire
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PSICOEDUCACIONAL – CONCEITOS GERAIS DE DEPRESSÃO E TRANSTORNO BIPOLAR

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CURSO MANEJO CLINICO E PSICOSSOCIAL – THB

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Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar

Autor: Lesley Berk
Revisores: Márcio G. Soeiro – de -Souza, Ricardo A. Moreno e Vasco Videira Dias

Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar

Descrição: O transtorno bipolar consiste em episódios de humor em que o pensamento, as emoções e o comportamento de um indivíduo alteram-se visivelmente durante um período considerável, interferindo em seu cotidiano. Essa enfermidade pode comprometer não somente a vida da pessoa acometida, mas também a de sua família, seu cônjuge e seus amigos. Por isso, ter conhecimento de alguns sintomas ou episódios pode ajudar a identificar quando o paciente apresenta essa doença.

Se você é um adulto que tem um relacionamento próximo a um portador do transtorno bipolar, é importante saber mais sobre a doença, para que possa ajudar o seu ente querido. Você pode obter informações práticas e confiáveis aqui, no Guia para cuidadores de pessoas com transtorno bipolar. Esta obra proporciona informações e sugestões sobre como o transtorno pode ser gerido e tratado, e alguns recursos que poderão ajudar no cuidado diário do paciente.

Essas informações e sugestões são uma combinação dos últimos resultados de pesquisas realizadas, com as opiniões consensuais de painéis internacionais de cuidadores, de pessoas com transtorno bipolar, de clínicos e de pesquisadores, todos eles especialistas e com experiência nessa enfermidade.

Este guia não substitui as orientações médicas. Ao contrário, oferece acesso a informações adicionais para que você, o cuidador, ou a pessoa a quem está ajudando conheça mais sobre o transtorno bipolar.

Com as informações contidas no guia, você ficará mais preparado para compreender as considerações feitas pelo médico e, então, discuti-las com mais segurança.

FAÇA O DOWNLOAD NO SITE DA ABRATA!  http://www.abrata.org.br/new/folder.aspx

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A DOENÇA TEM TRATAMENTO!

Transtorno do Humor

Tratamento

Atualmente, o tratamento mais indicado para o transtorno bipolar é uma combinação de medicamentos e psicoterapia. Um tratamento apropriado com acompanhamento correto pode ajudar o portador do transtorno bipolar a ter uma vida produtiva, com qualidade e satisfação.

A base do tratamento do transtorno bipolar é o tratamento medicamentoso. Sem ele, a tendência do transtorno bipolar é a repetição de novos episódios de depressão e/ou de mania.

Algumas formas de psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental, a terapia interpessoal e de ritmo biológico, a terapia familiar, e a psicoeducação, quando associadas ao tratamento medicamentoso, ajudam a diminuir a frequência de novos episódios da doença e a frequência de hospitalizações. Outras formas de psicoterapia não foram sistematicamente estudadas, mas podem ajudar o paciente na aceitação da doença e da necessidade de tratamento continuado, bem como na busca de uma melhor qualidade de vida e bem estar pessoal.

      Adesão ao tratamento medicamentoso

A adesão ao tratamento medicamentoso é fundamental para conseguir a estabilidade. No entanto, muitas pessoas com transtorno bipolar têm dificuldade em aceitar que têm uma doença crônica e que precisam tomar medicamentos continuamente para tratá-la. Outras pessoas com transtorno bipolar abandonam o tratamento por causa dos efeitos colaterais dos medicamentos estabilizadores do humor, como ganho de peso e tremores finos das mãos. Na maioria das vezes, é importante saber que é possível diminuir ou interromper os efeitos colaterais com a redução da dose do medicamento ou a troca do medicamento por outro que seja mais bem tolerado.

Algumas formas de psicoterapia associadas ao tratamento medicamentoso ajudam a diminuir a frequência de novos episódios da doença e das hospitalizações.

Importância da adesão ao tratamento

  • Reduzir as chances de recorrência de crises
  • Controlar a evolução do transtorno
  • Reduzir a chance de suicídio
  • Reduzir a intensidade de eventuais episódios
  • Ter uma vida mais saudável

O apoio da família e dos amigos

Com o avanço das medicações no tratamento dos transtornos de humor, diminuiu o tempo de internação do(a) paciente e foi designado à família – e em alguns casos aos amigos mais próximos – o papel de “Cuidador”. A família e os amigos próximos, quando estão devidamente esclarecidos sobre a doença em si e suas manifestações por meio de sintomas, podem colaborar muito na continuidade, manutenção e desenvolvimento do tratamento.

Exemplos:

  1. Evitar atitudes de impaciência, hostilidade e negatividade;
  2. No relacionamento interpessoal, procurar não desqualificar nem rejeitar a mensagem do outro;
  3. Evitar a superposição de papéis familiares, a qual ocorre na comunicação emaranhada na qual todos falam ao mesmo tempo e ninguém ouve ninguém;
  4. Dar um voto de confiança ao(à) portador(a) que demonstra estar seguindo o tratamento, evitando assim a hipervigilância (nesses casos).

Fonte: Texto elaborado pelos membros do conselho científico da ABRATA

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