NOVAS PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE TRANSTORNO DO HUMOR

Continuamos a divulgação das perguntas mais frequentes acerca do Transtorno do Humor: bipolaridade e depressão. São questionamentos que surgiram durante os eventos e atividades da ABRATA.

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7. Quais são os tratamentos não medicamentosos? -Reforçando que o tratamento de base é o medicamentoso, existem abordagens complementares e necessárias: psicoterapia individual, grupo, casal, família e ludoterapia, de acordo com a necessidade de cada caso. Vale ressaltar a importância dos grupos de apoio e das palestras psicoeducacionais.

8. Qual é o papel dos grupos de apoio e das palestras psicoeducacionais na sensibilização e na aderência ao tratamento? - Quanto mais informação os familiares e os pacientes tiverem sobre o TBH, melhor será a adesão ao tratamento e maior será o apoio da família. Para tanto, a ABRATA oferece:

  • grupos de apoio mútuo, constituídos de pessoas que apresentam problemas em comum, ligados ao transtorno afetivo, cuja finalidade é trocar experiências, compartilhar vivências, buscar soluções e prestar ajuda, apoio e conforto;
  • encontros psicoeducacionais: palestras que têm como objetivo informar e esclarecer os presentes sobre a doença;
  • interatividade entre familiares e portadores: grupo vivencial mensal com portadores e familiares de portadores. Nesses grupos são trabalhadas as relações interpessoais, no contexto familiar, que estejam sendo permeadas pelos “gatilhos” disparadores de sintomas, contrastando-se com os vínculos na ausência destes (gatilhos), para gerar relacionamentos mais saudáveis.

9. Quando a eletroconvulsoterapia (ECT) é indicada no tratamento do TBH? A ECT é um dos tratamentos antidepressivos e antimaníacos mais eficazes, indicado nos extremos da mania e da depressão, para prevenir exaustão ou suicídio, pelo rápido tempo de ação. Inclui empregar pequenas correntes de energia durante rápida aplicação de anestesia geral, para obter uma convulsão de alguns segundos de duração. Jamais deve ser considerado tratamento de última escolha, prolongando inutilmente o sofrimento pela falta de melhora com os medicamentos. É o mais seguro em gestantes e idosos e pode salvar a vida do paciente.

10. Qual é o papel da escola frente a uma criança/adolescente com TBH? - A escola informada sobre TBH pode diferenciar claramente quando o comportamento de um aluno está sendo motivado por uma alteração de humor ou quando se trata de um comportamento disciplinar inadequado. Em geral, essas crianças precisam se afastar por algum tempo da escola, em decorrência do tratamento, e apresentam efeitos adversos da medicação em sala de aula (sonolência, apatia, distração etc). Assim, a escola pode, em conjunto com a família, o médico e o terapeuta, desenvolver uma adaptação curricular que impeça a reprovação e adotar medidas conjuntas que evitem o estigma da doença.

11. Há risco de suicídio em pacientes bipolares? O TBH se caracteriza por um espectro com diversos matizes onde a doença se diferencia por graus de sintomas podendo em alguns casos o paciente apresentar uma depressão tão intensa que o leve a ideações e tentativas podendo chegar à concretização do ato suicida.

A rede de relacionamentos interpessoais ampliada deve levar em consideração todas as manifestações do paciente como passíveis de acontecer, incentivando o portador a procurar seu médico.

12. Quais as consequências advindas da falta de adesão ao tratamento? Os pacientes que não aderem ao tratamento de forma eficaz tendem a ter um maior número de episódios depressivos e maníacos/hipomaníacos e mais intensos. Podem necessitar de reinternações frequentes, causando desgaste no relacionamento interpessoal e familiar.

13. Como diferenciar sentimentos de alegria e/ou de tristeza intensos das alterações do humor devidas ao TBH? O TBH, sendo uma doença psiquiátrica, apresenta uma série de sinais e sintomas que se repetem ciclicamente ao longo do tempo e que são desproporcionais aos estímulos ambientais. A pessoa deprimida percebe que seus sentimentos se diferem de uma tristeza anteriormente sentida. Na depressão grave, ela se isola, perde o interesse por tudo. Alguns procuram ocupar-se ao máximo para distrair-se e afastar o malestar sentido. Podem ficar mal-humorados, sempre insatisfeitos com tudo. Lutam contra a depressão sem saber que sofrem dessa doença. Essa luta lhes rouba a pouca energia que lhes sobra. Com isso, ficam piores, mais irritados e impacientes.

14. As pessoas com TBH podem levar uma vida normal? - Sim, desde que sigam o tratamento corretamente e que recebam apoio de sua rede de relacionamento interpessoal ampliada, como familiares, amigos e grupos de apoio.

15. As mulheres grávidas podem receber tratamento medicamentoso durante a gravidez? - Sim, desde que com o consentimento da família e o acompanhamento conjunto do obstetra e do psiquiatra.

16. Quais problemas podem comprometer o tratamento? - A gravidade das consequências depende da combinação de uma série de fatores: idade de início (quanto mais cedo, mais compromete os estudos e a formação profissional), gravidade dos sintomas, quantidade de episódios, tratamento adequado, aceitação do tratamento e apoio familiar. Pode também influenciar o tratamento a associação com  transtorno bipolar do humor, alcoolismo ou abuso de drogas (comorbidades), a presença de outras doenças (alteração da tireoide, problemas renais etc.) e as características de personalidade (fragilidade, imaturidade e dependência).

17. Quais são os riscos associados ao TBH de início precoce? - O TB-IA acarreta graves problemas no funcionamento global das crianças e de seus familiares. As crianças cursam com dificuldades acadêmicas e nas relações interpessoais e apresentam maior risco para abuso de substâncias, além de problemas legais, maior frequência de comportamento suicida e também maior número de hospitalizações. Em consequência, pode-se afirmar que cerca de 60% das crianças e dos adolescentes com TB são mal diagnosticados.

18. Quais as orientações básicas que os pais devem dar aos filhos adolescentes com TBH? - O relacionamento familiar com adolescentes apresenta dificuldades inerentes à própria adolescência (não aceitar regras, querer alterar rotinas principalmente nos fins de semana, uso excessivo de substâncias psicoativas, atividades impulsivas e impensadas geradoras de perigo, desilusões amorosas, vestibular etc.). Acrescentando-se a isso os sintomas de TBH, ocorre um aumento das dificuldades intra e interfamiliares. O encaminhamento possível é a manutenção de um canal aberto para o diálogo e a negociação, lembrando sempre a importância da manutenção de rotinas quanto ao sono, alimentação,horas de estudo e lazer. Os pais devem ajudar o adolescente a identificar os gatilhos disparadores das alterações de humor e os sintomas iniciais das crises.

Fonte: Folhetos ABRATA – Autora: Dra. Sonia Palma – Psiquiatra infantil, doutoranda do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP – SP, Voluntária e Presidente do Conselho Científico da ABRATA

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PERGUNTAS MAIS FREQUENTES ACERCA DO TRANSTORNO DO HUMOR

A proposta da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), ao divulgar estas questões contendo perguntas e respostas mais frequentes sobre o transtorno bipolar do humor (TBH), é fornecer informações básicas aos portadores, familiares e cuidadores de modo geral. São perguntas que surgiram durante as nossas atividades e eventos. Boa leitura!

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Parte I

 1. O que é transtorno bipolar do humor?

É uma doença que se caracteriza pela alternância de humor: ora ocorrem episódios de euforia (mania), ora de depressão, com períodos intercalados de normalidade. Com o passar dos anos, os episódios repetem-se com intervalos menores, havendo variações e existindo até casos em que a pessoa tem apenas um episódio de mania ou depressão durante a vida.

A pessoa com transtorno bipolar do humor pode apresentar grandes oscilações no seu estado de humor, atrapalhando muito o andamento de sua vida no trabalho, nas relações afetivas e familiares. É um transtorno frequente acometendo de 0,5% a 1% da população em geral. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o TBH é a sexta maior causa de incapacitação no mundo.

2. Quais são as características do transtorno bipolar do humor?

Os episódios depressivos se caracterizam por humor deprimido, melancolia, com duração de pelo menos duas semanas. Os pacientes apresentam angústia, ansiedade, desânimo e falta de energia, pessimismo, ideias de culpa, baixa autoestima, inutilidade e fracasso. Em geral, queixam-se de alteração do sono e do apetite. Podem apresentar ideias de morte e até suicídio.

Os estados de euforia/mania/hipomania se caracterizam por exaltação do humor e aumento de energia, pensamento acelerado, ideias de grandeza, impulsividade, aumento da disposição física, diminuição da necessidade de sono e falta de crítica. Os casos mais graves podem apresentar delírios e alucinações.

Os episódios mistos se caracterizam pela presença concomitante de sintomas depressivos e de exaltação de humor.

3. É uma doença hereditária?

A hereditariedade é um importante fator de vulnerabilidade para o desenvolvimento do TBH. Cerca de 50% dos portadores apresentam pelo menos um familiar com esse transtorno. No entanto, a doença pode não se manifestar imediatamente de uma geração para a seguinte, pulando uma geração, e não necessariamente surgir em todos os membros da família.

4. É possível identificar sinais precoces de TBH em crianças e adolescentes?

Numerosos trabalhos recentemente publicados têm mudado a afirmativa de que o transtorno bipolar com início na infância e adolescência seria extremamente raro ou mesmo uma condição clínica inexistente. Isso se explica pela dificuldade em identificar os sintomas nessa faixa etária e por sua superposição com outros quadros mais bem estudados na população pediátrica. Crianças e jovens apresentam quadro clínico diferente dos adultos, muitas vezes surgindo como a primeira manifestação do transtorno um episódio de depressão em crianças sem nenhum transtorno prévio.

Podemos suspeitar de um TBH quando a criança ou o adolescente apresentar: humor elevado ou expansivo; grandiosidade; humor irritado ou explosivo; aumento da energia e nível de atividade; pensamento abundante e acelerado; comportamento desinibido; tagarelice; hipersexualidade; brincadeiras e risos inapropriados; envolvimento em situações arriscadas.

5. Qual é o papel da família no diagnóstico e na adesão ao tratamento?

Sendo o relacionamento interpessoal um dos possíveis gatilhos desencadeadores de sintomas, a família e as pessoas mais próximas dos portadores são peças fundamentais na aderência, no aumento de prognósticos positivos ao tratamento e na diminuição do preconceito.

Os familiares, assim como os cuidadores, podem favorecer muito que o portador seja visto como um ser humano, para além da sua doença.

6. Quais são os tratamentos medicamentosos?

Existem vários tipos de substâncias usadas no tratamento do transtorno bipolar, dependendo do estado em que o paciente se encontra: estabilizadores do humor, antidepressivos, antipsicóticos e tranquilizantes.

Para tratar uma crise de depressão pode ser necessário o uso de antidepressivos, se os estabilizadores do humor não forem suficientemente eficazes; numa (hipo)mania, apenas estabilizadores do humor podem resolver ou se adiciona antipsicóticos e tranquilizantes. Esses são os tratamentos de fase aguda.

Quando a pessoa já teve pelo menos três crises ou uma muito séria e tem o diagnóstico de transtorno bipolar do humor, é aconselhável não adiar o tratamento de manutenção, para evitar ou reduzir a gravidade de novos períodos de doença. Os estabilizadores do humor podem bastar para controlar uma (hipo)mania ou estado misto, mas são os remédios ideais para o tratamento de manutenção ou preventivo de novos episódios do transtorno bipolar.

Fonte: Folhetos ABRATA – Autora: Dra. Sonia Palma – Psiquiatra infantil, doutoranda do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP – SP, Voluntária e Presidente do Conselho Científico da ABRATA.

 

 

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Apaixonada por um bipolar

A história de cinema de uma leitora bem real

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Há duas semanas escrevi sobre a banalização dos transtornos mentais e a sensação de impotência das famílias que convivem com doenças psiquiátricas. Não é de hoje que esse assunto me toca e me inspira. A saúde mental, no Brasil, é uma das áreas mais desassistidas. Uma de nossas maiores fragilidades. Tivemos a oportunidade de discutir a respeito nesta reportagem, nesta coluna, nesta outra e em vários textos recentes.

O último foi motivado pelo sucesso do filme O lado bom da vida, que concorre ao Oscar em oito categorias. Tem poucas chances, segundo os entendidos de cinema. Mas a comédia romântica tem seu valor.

Para uma leitora de Brasília, que conhece o transtorno bipolar bem de perto, o valor é inestimável. Jovem, bonita, funcionária pública, ela se apaixonou por um rapaz que sofre de transtorno bipolar e vive numa cidadezinha do Rio Grande do Sul.

A pedido dela, preservo a identidade do casal, mas não poderia deixar de dividir com você o relato de amor escrito por essa mulher. Hoje esta coluna é dela. É dela, para ela e para todos os que precisam de cuidado e compreensão. Pelos meus cálculos, algo como 100% da espécie humana.

A arte sempre imita a vida, não é mesmo?

Logo no início de O lado bom da vida, reconheci a cena em que o paciente recebe alta de um hospital psiquiátrico. Não poderia ser mais autêntica. Foi exatamente assim com um jovem gaúcho, diagnosticado com transtorno afetivo bipolar do humor, a cada saída de uma de suas várias internações em unidades psiquiátricas do Rio Grande do Sul. 

Os pais de um bipolar sofrem com a ideia de sua internação. Até se conscientizarem de que, no meio de uma crise, isso é o melhor que se tem a fazer. Muitas vezes os pais solicitam a alta antes do término do tratamento, o que pode provocar novas e mais fortes crises. 

Na saída, quase sempre outro paciente pede uma carona. O diálogo que se instala pode ser tão cômico quanto o do filme. Se ao mesmo tempo não fosse tão triste…

E.A.B, 25 anos é tão bonitão quanto o ator Bradley Cooper, que faz o paciente bipolar. A carreira de modelo e o sonho de ser ator em São Paulo foram interrompidos há quatro anos. 

A crise foi desencadeada pelo stress das dificuldades que a carreira impõe para um jovem simpático, inteligente, generoso, romântico e gentil do interior do Rio Grande do Sul. Além disso, houve a traição da namorada, com quem morava na época. 

Durante a exibição do filme, enquanto as pessoas gargalhavam com Pat, o personagem de Bradley Cooper, eu não conseguia conter minhas lágrimas. 

Conheci E.A.B numa rede social. Sou a “Tiffany” (a personagem da atriz Jenniffer Lawrence) da vida real. Reservada, misteriosa, sensível, complicada, um tanto instável emocionalmente. Sem rumo na vida, por problemas afetivos. Com histórico de uso de medicamentos igualmente controlados. 

Acabei conquistando a atenção de E.A.B. 

Assim nos referíamos um ao outro: “Duas almas perdidas que se cruzaram por algum motivo.”. Como no filme, tudo começou como um romance desencontrado, com idas e vindas de uma cidade para outra. Cenas de brigas, términos e voltas. E ainda a certeza de que nenhum seria capaz de viver sem o outro.

Ele tem um histórico de perdas pessoais desde a infância. O pai morreu de repente, de parada cardíaca. A irmã, aos 14 anos. Lidar com isso é muito difícil até para quem não tem uma condição psicológica sensível como ele.

Atualmente, depois de várias internações, E.A.B trancou a faculdade de Administração e vive com sua mãe, uma mulher admiravelmente forte. Mora numa cidade muito pequena no interior do Rio Grande do Sul. É estigmatizado, não consegue uma oportunidade de trabalho.

O bullying engessou a vida dele. Quando era criança, publicaram fotos dele. Diziam que era o menino feio que queria ser modelo. Talvez esse tenha sido o estopim. Essa é a conclusão tirada por ele mesmo. Em minha opinião e na de sua mãe coruja, não existe homem com sorriso mais bonito.

Diante do destaque internacional dado ao filme “O lado bom da vida” e aproveitando que alguns jovens acham que ser bipolar é “da hora”, é importante que nos seja dada a oportunidade de ampliar o conhecimento público sobre esse transtorno incapacitante que não recebe a devida atenção da legislação brasileira.

O preconceito e a ignorância prejudicam a recuperação do paciente. Quem toma regularmente a medicação (lítio e outros estabilizadores de humor) e recebe o devido acompanhamento psicoterapêutico, pode voltar a ter uma vida normal, trabalhar e produzir. Além de amar como qualquer outra pessoa.

Sobre a autora: CRISTIANE SEGATTO – Repórter especial, faz parte da equipe da Revista ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o e-mail de contato é cristianes@edglobo

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/cristiane-segatto/noticia/2013/02/apaixonada-por-um-bipolar.html

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ENCONTRO PSICOEDUCACIONAL – SÁBADO – 3 DE AGOSTO

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Medicamentos Excepcionais (Uso contínuo e alto custo)

Informações da Secretaria de Saúde | Governo de SP

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Os medicamentos de dispensação excepcional são, geralmente, de uso contínuo e de alto custo. São usados no tratamento de doenças crônicas e raras, e dispensados em farmácias específicas para este fim. Por representarem custo elevado, sua dispensação obedece a regras e critérios específicos.

O Programa de Medicamentos Excepcionais foi criado em 1993 e posteriormente, através de novas Portarias, o Ministério da Saúde ampliou de forma significativa o número de medicamentos excepcionais distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a dispensação dos Medicamentos Excepcionais são utilizados alguns critérios, como diagnóstico, esquemas terapêuticos, monitorização/acompanhamento e demais parâmetros, contidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, estabelecidos pela Secretaria de Assistência à Saúde (SAS), do Ministério da Saúde. Os protocolos também relacionam os medicamentos que são fornecidos pelo programa.

As regras referentes aos medicamentos excepcionais são definidas pelo Ministério da Saúde, sendo que o principal documento exigido para o Programa é o Laudo para Solicitação/Autorização de Medicamentos de Dispensação Excepcional (LME). Desta forma, para a dispensação destes medicamentos é necessário:

  • Que o medicamento faça parte do Programa de Medicamentos Excepcionais;
  • Que seja respeitado o Protocolo Clínico definido pelo Ministério da Saúde;
  • O Laudo para Solicitação/Autorização de Medicamentos de Dispensação Excepcional (LME) devidamente preenchido pelo médico solicitante;
  • A receita médica, com identificação do paciente em duas vias, legível e com nome do princípio ativo e dosagem prescrita;
  • O Cartão Nacional de Saúde;
  • Relatório médico;
  • Termo de consentimento;
  • Exames médicos.

Trinta Unidades de Saúde estaduais, na cidade de São Paulo, são responsáveis pela dispensação dos medicamentos excepcionais, sendo que maiores informações podem ser obtidas junto às áreas de assistência farmacêutica dos Departamentos Regionais de Saúde (DRS), conforme relação de telefones abaixo:

No município de São Paulo:

  • Farmácia de Alto Custo Maria Zélia – fone: (11) 3583-1900
  • Farmácia de Alto Custo Várzea do Carmo – fone: (11) 3385-7004
  • Centro de Saúde Estadual da Vila Mariana – fone: (11) 5084-5169 (somente para pacientes do Hospital São Paulo)
  • Hospital das Clínicas – fone: (11) 3069-6617 (somente para pacientes do Hospital)
  • Hospital do Servidor Público Estadual – fone (11) 5088-8642 (somente para pacientes do Hospital).

Departamentos Regionais de Saúde | DRS

  • DRS I (Grande São Paulo) – fone: (11) 3017-2000
  • DRS II (Araçatuba) – fone: (18) 3623-7010
  • DRS III (Araraquara) – fone: (16) 3322-4655
  • DRS IV (Baixada Santista) – f: (13) 3227-5969 r.12
  • DRS V (Barretos) – fone: (17) 3322-9100
  • DRS VI (Bauru) – fone: (14) 3235-0174
  • DRS VII (Campinas) – fone: (19) 3739-7050
  • DRS VIII (Franca) – fone: (16) 3713-4399
  • DRS IX (Marília) – fone: (14) 3402-8831
  • DRS X (Piracicaba) – fone (19) 3437-7430
  • DRS XI (Pres. Prudente) – f: (18) 3226-6784 r.230
  • DRS XII (Registro) – fone: (13) 3828-2940
  • DRS XIII (Ribeirão Preto) – fone: (16) 3602-2614 (Hosp. das Clínicas de Rib. Preto)
  • DRS XIV (São J. da Boa Vista) – f: (19) 3634-2841
  • DRS XV (São José do Rio Preto) – fone: (17) 3232-0388 Ramal 243 ou (17) 3201-5179 (Hosp. de Base)
  • DRS XVI (Sorocaba) f: (15) 3332-9177 (Conj. Hosp.)

Atenção: Necessita de mais informações! Converse com o seu médico.

Fonte: http://www.saude.sp.gov.br/content/geral_acoes_politica_estadual_medicamentos_lista_medicamentos_excepcionais.mmp

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AÇÃO CIVIL PÚBLICA DA ABRATA

AÇÃO CIVIL DA ABRATA SOLICITA GRATUITAMENTE MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO AO GOVERNO

Em mais uma de suas iniciativas de apoio aos portadores de transtorno de humor,  a ABRATA ingressou com uma Ação Civil Pública com pedido de Antecipação de Tutela em face do Estado de São Paulo, para que este forneça aos portadores de transtorno bipolar a medicação necessária  para seu adequado tratamento (RISPIRIDONA, OLANZAPINA, ARIPIPRAZOL, ZIPRASIDONA, QUETIAPINA E CLOZAPINA), visando garantir, por conseguinte, uma melhora de seu quadro de saúde e de qualidade de vida.

SOBRE O TRANSTORNO BIPOLAR

Segundo os critérios diagnósticos utilizados atualmente em Psiquiatria, CID-10 e DSM-V, o transtorno bipolar apresenta alterações do humor que se manifestam como episódios de mania ou hipomania, caracterizados por hiperatividade física e mental e humor eufórico ou irritado; episódios de depressão, caracterizados por humor depressivo, diminuição da capacidade de sentir prazer, diminuição da energia e da atividade e lentificação dos processos mentais; e episódios mistos, nos quais o indivíduo apresenta sintomas tanto depressivos como maníacos.

Os médicos do Estado de São Paulo têm solicitado, com frequência, a inclusão da drogas antipsicóticas RISPIRIDONA, OLANZAPINA, ARIPIPRAZOL, ZIPRASIDONA, QUETIAPINA E CLOZAPINA (medicamentos com indicação científica comprovada para o transtorno bipolar) para atendimento do público específico portador da doença. No entanto, nenhum desses remédios encontra-se disponível para distribuição gratuita aos portadores de transtornos de humor.

A inclusão desses medicamentos antipsicóticos no tratamento de transtornos bipolares é importante para a realização de um trabalho terapêutico mais eficiente, visto que referido estado altera a função cognitiva do paciente, alterando, desta forma, a evolução de seu quadro clínico e, por conseguinte, a qualidade de vida desses pacientes.

Deve-se destacar que os medicamentos para tratamento do transtorno bipolar são de alto valor unitário ou que, em face da cronicidade do tratamento, tornam-se excessivamente caros para serem suportados pelos usuários.

SAÚDE – UM DIREITO DE TODOS

O art. 196 da Constituição Federal, por sua vez, estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado, sendo certo, ainda, que as ações e serviços de saúde devem oferecer um atendimento integral (inciso II do mesmo dispositivo).

Vale ressaltar, portanto, que o direito dos usuários e pacientes do SUS de receberem medicamentos que lhes forem regularmente prescritos é inafastável, posto que deriva de preceito constitucional.

Dessa forma, é inadmissível que o Estado de São Paulo continue a se esquivar da sua obrigação constitucional de assegurar saúde integral aos portadores do Transtorno Bipolar do nosso Estado. Portanto, para cumprimento de parte de sua obrigação constitucional, cabe ao Estado de São Paulo fornecer os medicamentos RISPERIDONA, OLANZAPINA, ARIPIPRAZOL, ZIPRASIDONA, QUETIAPINA E CLOZAPINA, em todas as dosagens e apresentações, para todos os pacientes do SUS que deles necessitarem, especialmente os associados da ABRATA, mediante a apresentação da respectiva prescrição médica, em quantidade e qualidade que lhes garanta atendimento integral e permanente.

Vale salientar que a ABRATA necessitou se utilizar de uma ação civil pública para defesa do direito à saúde dos portadores do transtorno bipolar, tendo em vista que o Estado de São Paulo afirmou em outras oportunidades que só disponibiliza os medicamentos em questão nos casos em que o Judiciário determine tal distribuição.

DO PEDIDO

Assim, o objetivo da ação é condenar o Estado de São Paulo ao fornecimento obrigatório dos medicamentos RISPERIDONA, OLANZAPINA, ARIPIPRAZOL, ZIPRASIDONA, QUETIAPINA E CLOZAPINA, em todas as dosagens e apresentações para pacientes do Sistema Único de Saúde portadores da Doença de Transtorno Bipolar, presentes e futuros, de todo o Estado de São Paulo, prosseguindo-se o fornecimento enquanto perdurarem as prescrições médicas respectivas.

Deve-se destacar que referido pedido foi feito com a solicitação de antecipação de tutela, ou seja, para que a condenação do Estado de São Paulo passe a produzir efeitos antes do julgamento final da ação, no caso, no prazo máximo de 15 (quinze) dias da concessão de liminar pelo juízo competente.

Com essa iniciativa a ABRATA busca a intervenção do judiciário para inibir e prevenir demais danos à saúde e à qualidade de vida dos indivíduos portadores de transtorno bipolar que não possuem acesso gratuito aos medicamentos de que tanto precisam, fazendo valer os direitos destes, previstos constitucionalmente.

Texto: Scarlet Sartori / MTB 196/MS

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Diagnóstico psiquiátrico exige conversas

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O ponto mais importante para um diagnóstico psiquiátrico correto é muita conversa -às vezes, não só com o paciente, mas também com sua família. Além de um acompanhamento acurado da evolução do caso.

Um histórico pormenorizado é essencial para distinguir uma doença de outra. E, mesmo assim, muitas vezes o diagnóstico só se confirma depois de algum tempo de uso do medicamento, por exemplo –uma boa resposta indica que o tratamento adotado está correto.

A Associação Brasileira de Psiquiatria, sempre, em campanha intensa para desmistificar a especialidade e seus procedimentos –fazer com que a ida aos consultórios de psiquiatras tenha a mesma conotação de uma consulta ao cardiologista, por exemplo.

Há pacientes que ainda consideram um bicho-de-sete-cabeças ter de ir ao psiquiatra, ou que não compreendem por que motivo, às vezes, é tão demorado receber o “veredicto” desse médico.

“Existe um preconceito contra a doença psiquiátrica. Há um contingente enorme de pessoas com distúrbios afetivos, fóbicos, que apresentam um conjunto de queixas sem explicação e que poderiam ser assistidas por esse profissional”, afirma o médico Marco Antônio Brasil.

A Organização Mundial da Saúde calcula que 450 milhões de pessoas no mundo sofram de transtornos mentais ou de comportamento. Os dados mostram ainda que a falta de tratamento vai além do preconceito.

Apesar de os distúrbios responderem por 12% da carga mundial de doenças, ainda recebem menos de 1% dos gastos totais em saúde. Mais de 40% dos países carecem de políticas de saúde mental e mais de 30% não têm programas nessa esfera.

Quando é hora?

Os estudos atuais mostram que doenças como a depressão não são resultado só da falta de um neurotransmissor –substância responsável pela comunicação entre as células cerebrais. Em uma analogia com uma máquina que falha, é todo um circuito que não funciona direito, e não só a “falta de combustível” é a razão do problema.

O psiquiatra Beny Lafer diz que o leigo tem condições de saber a hora de procurar um psiquiatra.

“Se existe incapacitação afetiva, familiar, a pessoa não consegue ir ao trabalho ou à escola, está se isolando, é bom procurar o psiquiatra”, diz. Para ele, esse é o mais importante parâmetro para distinguir um sofrimento subjetivo, um conflito não-resolvido –que podem ser alvo só do atendimento psicológico– do que pode ser uma doença psiquiátrica.

Somente o psiquiatra pode prescrever medicamentos. Mas eles nem sempre são necessários. Lafer afirma já ter recebido pessoas que necessitavam, por exemplo, apenas de uma psicoterapia familiar.

Apesar de muitas vezes haver demora para chegar a conclusão sobre um caso, segundo a OMS, atualmente é possível diagnosticar transtornos mentais de uma forma tão confiável e precisa como a maioria dos transtornos físicos. A concordância entre dois especialistas apresenta médias de 0,7 a 0,9, na mesma faixa das do diabetes e hipertensão.

Por que, então, às vezes um mesmo paciente recebe dois diagnósticos diferentes, como transtorno bipolar –caracterizado pela alternância de fases de mania com depressão– e distúrbio de déficit de atenção? Lafer explica que há sintomas comuns a diferentes tipos de transtorno. Por exemplo, nos episódios de mania do transtorno bipolar, é comum o paciente ter a impulsividade do déficit de atenção.

Na psiquiatria, é comum, ainda, haver comorbidade –presença simultânea de duas doenças. “Aí é preciso saber o que é mais importante tratar”, diz Lafer. Por isso colher adequadamente a história do paciente é essencial. Não existe testes padronizados ou exames que substituam esse procedimento. Os exames de imagem são utilizados somente para o entendimento do funcionamento do cérebro para efeito de pesquisa. Ou para investigar determinados pacientes, como quando há dúvida se o distúrbio não pode ser decorrente de uma alteração estrutural, como um tumor cerebral.

Fonte: Folha de São Paulo, setembro.

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10 dicas para os cuidadores de quem sofre de Transtorno Bipolar

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Transtorno Bipolar (TB) foi identificado recentemente pela medicina, há cerca de 20 anos.

A doença, antes conhecida como psicose maníaco-depressiva, caracteriza-se pela alteração de humor de uma pessoa, que oscila entre episódios de forte depressão e de euforia, também chamada de mania.

A Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB) estima que 1,8 milhões de brasileiros sejam portadores de TB, que se apresentam de diferentes formas. As causas ainda são desconhecidas, mas sabe-se que a doença é genética e pode aparecer em crianças e adolescentes.

A recomendação dos especialistas, nesses casos, é manter-se informado a respeito da doença com médicos e leituras. Compartilhar o problema com outros membros da família também pode ser uma saída.

Confira abaixo outras 10 dicas que separamos para você saber lidar com o TB:

  1. Apoie o paciente em momentos difíceis. Mantenha os medicamentos na dose certa e no horário prescrito;
  2. Seja firme e tenha paciência. Isso porque o relacionamento com o paciente em euforia pode ser desgastante;
  3. Detecte com o paciente os primeiros sinais de uma recaída; se ele considerar como intromissão, afirme que seu papel é auxiliá-lo;
  4. Fale com o médico em caso de suspeita de ideias de suicídio e desesperança;
  5. Estabeleça regras de proteção durante fases de normalidade do humor, como retenção de cheques e cartões de crédito em fase de mania;
  6. Auxilie a manter boa higiene de sono e programe atividades antecipadamente.
  7. Não exija demais do paciente e não o superproteja; auxilie-o a fazer algumas atividades, quando necessário;
  8. Evite demonstrar sinais de preconceito que favoreçam ao abandono do tratamento;
  9. Aproveite períodos de equilíbrio para diferenciar depressão e euforia de sentimentos normais de tristeza e alegria;
  10. Participe de terapias familiares em grupo, conjugal e orientações psicoeducacionais
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RECESSO MES DE JULHO

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ABRATA em recesso no mês de julho!

DATA: Do dia 15 de julho – Segunda-feira  ao dia 28 de julho – domingo.

Os atendimentos da Rede Online ABRATA continuarão funcionando durante todo o período do recesso.

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Medicamentos de Alto Custo

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A prestação deste serviço pertence à Secretaria Estadual da Saúde que fornece medicamentos de alto custo (dispensação excepcional) que são geralmente de uso contínuo, usados nos casos de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), transtorno mental, doenças crônico-degenerativas, como câncer, esclerose, lúpus, artrite, Parkinson, Alzheimer, doenças de Chron, hepatite B e C, endometriose, retocolite, talassemia, diabetes, insípidus, asma, mioma, colesterol, osteoporose. Para doença mental o paciente deverá portar receita específica.

Onde são encontrados?

Os medicamentos são encontrados nas farmácias de Alto Custo da Secretaria Estadual da Saúde de S. Paulo (Portaria nº 2577/GM de 27de outubro de 2006) nos endereços abaixo:

GRANDE SÃO PAULO

  1. Vila Mariana – Atendimento aos pacientes da UNIFESP – Rua Domingos de Moraes, 1947 – CEP 04009-003 – SP – (11) 5081-7304
  2. Franco da Rocha – Atendimentos Franco da Rocha + Municípios entorno Av. dos Coqueiros, s/nº Centro CEP 7800-000 Cj Hospitalar Juquery – (11) 4449-5111 Ramal 526
  3. Guarulhos – Atendimentos Guarulhos –   Av. Emílio Ribas, 1.126 Gopouva - CEP 07020-010 – Av. Emílio Ribas, 1.126 – 11) 2408-588 (11) 2408-5883
  4. HC – USP – Atendimento aos pacientes do HCFMUSP – Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar – no prédio dos Ambulatórios do HCFMUSP – (11) 3069-7172
  5. Hospital Regional Sul – Atendimento aos pacientes de Saúde Mental do Hospital Regional Sul – Av. Adolfo Pinheiro, 122 – Santo Amaro CEP 04744-000 – no 04744-000 – no ambulatório do Hospital Regional Sul – (11) 5521-0593
  6. Hospital do Servidor Público Estadual – HSPE – Atendimento aos pacientes do HSPE – R. Pedro de Toledo, 1800 – Térreo CEP 04039-034 – SP – (11) 5088-8450 (11) 5088-8665 (11) 5088-8474 – (11) 5088-8424
  7. Mogi das Cruzes – Atendimentos Mogi das Cruzes + Município entorno – Av. Francisco Rodrigues Filho, 143 – Mogilar CEP 08773-380 – (11) 4790-1122
  8. Osasco – Atendimento Osasco + Municípios entorno – Temporariamente na sede da DRS I R. Cons. Crispiniano, 20 – 1º andar – Centro SP – atendimento indireto aos pacientes, via municípios – (11) 3017-2056
  9. Maria Zélia – Atendimento DRS I Capital – R. Jequitinhonha, 360 Belenzinho – Setor 7 CEP 03021-040 – SP no AME Maria Zélia – (11) 3583-1900 – (11) 3583-1838
  10. Várzea do Carmo – Atendimento DRS I Capital – R. Leopoldo Miguez, 327 – Cambuci – Portão 6 CEP 01518-020 SP no AMA Várzea do Carmo – (11) 3555-0155
  11. Santo André – Atendimento DRS I Santo André + Municípios entorno – R. Doutor Henrique Calderazzo, 321 CEP 09190-610 Santo André no Hospital Estadual Mário Covas – (11) 4994-5433 Ramal 181 – (11) 4994-5433 Ramal 151 -(11) 4473-1925

COMO PROCEDER PARA ADQUIRIR OS MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO?

1- Apresente o cartão do SUS – Para conseguir basta levar a uma UBS, o documento de identidade e um comprovante de residência. O cartão será feito na hora.

2- Apresente uma cópia do documento de identidade – para todos efeitos, leve também o exemplar original junto com a cópia simples.

3- Apresente o laudo médico preenchido. O laudo médico para solicitação, avaliação e autorização de medicamentos do componente especializado da Assistência Farmacêutica (medicação de alto custo) geralmente é preenchido pelo próprio médico. Caso ele não forneça, peça o formulário em uma unidade de saúde e volte ao consultório para ele preencher o laudo, detalhar os aspectos da doença do paciente e do tratamento, de modo a deixar clara a necessidade do uso de medicamento. Nesse relatório, o médico deve mencionar o código da doença na Classificação Internacional de Doenças e indicar seu número de cadastro no Conselho Regional de Medicina, assinar e carimbar o seu nome completo. Leve uma cópia junto ao original.

4- O laudo médico não exclui a necessidade da apresentação da receita médica, que deve ser anexada aos demais documentos, nela o médico deve mencionar o nome do remédio com seu princípio ativo e o nome genérico, a quantidade necessária a ser usada por dia, semana ou mês e a indicação de comprimidos, frascos ou refis. A receita é válida por 30 dias, leve uma cópia simples também.

5- Apresente uma cópia do comprovante de residência. É mais seguro levar a unidade de saúde o exemplar original junto a uma cópia simples.

6- Vá a uma das unidades responsáveis pelos remédios de alto custo. Informe-se na unidade de saúde onde você passou por consulta, pode ser do SUS ou médico particular.

7- Peça cópia do protocolo do pedido. Ao fazer o pedido, peça uma cópia do protocolo, isso fará diferença se você não receber o medicamento.

Fonte: http://www.aafc.org.br/node/1085

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