Preparando-se para uma crise

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E se eu estou me sentindo suicida?  Lembre-se:

Pensamentos suicidas são temporários. O suicídio é permanente. Não se entregue a pensamentos suicidas, você pode superá-los.

Seus sentimentos de desesperança não são a verdade. Quando você se sente assim? Saiba, é a sua doença falando – sua mente está mentindo para você. Lembre-se que os pensamentos suicidas não são realidade.

Se você está pensando em suicídio, é importante reconhecer esses pensamentos pelo que eles são: expressões de uma doença médica tratável. Eles não são verdadeiros e não são culpa sua. Não deixe o medo, vergonha ou constrangimento se interporem no caminho da sua comunicação com o seu médico, terapeuta, família ou amigos, fale com a alguém imediatamente.

Diga a um membro de confiança da família, amigo ou outra pessoa de apoio, alguém que você possa falar com sinceridade e confiança. Tente não ficar sozinho quando você se sentir dessa maneira. Isso pode significar sentar-se calmamente com um membro da família ou amigo, ir a um grupo de apoio, ou ir a um hospital.

Obtenha ajuda. Informe ao seu profissional de saúde – seu médico. O pensamento suicida pode ser tratado. Quando os pensamentos suicidas ocorrem, são o sinal de que, mais do que nunca, você precisa de ajuda de um profissional.

Saiba que você pode passar por isso. Prometa a si mesmo que você vai esperar por mais um dia, hora, minuto, ou o que você pode controlar.

Se você está se sentindo fora de controle, é importante procurar ajuda imediatamente, mesmo se você não está tendo pensamentos suicidas.

Como posso estar preparado para uma crise?

Muitas vezes, as crises acontecem sem aviso, e a melhor coisa que você pode fazer para se preparar é fazer um plano de crise para si mesmo, com um amigo ou membro da família. Este plano deve ser compartilhado com todos que você desejar. Descreva, brevemente, o tipo de ajuda que você gostaria de receber se tiver depressão grave ou com sintomas maníacos.

Informações para Incluir:

  • Nome od(s) médico(s) nome (s) e informações de contato.
  • Informações de contato do grupo de apoio e outros amigos de confiança / familiares

Mais informações para incluir e problemas de saúde e medicamentos:

  • Alergias e/ou intolerância de qualquer medicação;
  • Seguro saúde, informações e instalações de tratamento preferidos pro você;
  • Situações que podem desencadear um episódio, como eventos de vida, viagens, doença física ou estresse no trabalho.
  • Os sinais de alerta, como falar muito rápido, falta de sono, agitação do movimento, consumo excessivo de álcool ou uso de drogas
  • O que as pessoas podem dizer que são calmante e reconfortante
  • O que as pessoas devem fazer durante uma crise, como tirar as chaves do carro e trancar objetos perigosos, como armas e medicamentos.
  • Razões de que a vida vale a pena e que a recuperação é importante

Como a família, amigos devem falar com uma pessoa em crise?

Mantenha a calma. Fale devagar e use palavras em tons tranquilizadores.

Perceba que você pode ter problemas para se comunicar com seu familiar ou amigo. Faça perguntas simples. Repeti-las, se necessário, utilizando-se as mesmas palavras de cada vez.

Não tome ações familiar ou palavras ofensivas pessoalmente.

Diga: “Eu estou aqui. Eu me importo. Quero ajudar. Como posso ajudá-lo?”

Não diga: “Pare com isso”, ou “Pare de agir como um louco.”

Atenção:

Não administre a crise sozinho!

Chame a família, amigos, vizinhos, pessoas de confiança, ou pessoas de um grupo de apoio local para ajudá-lo.

Fonte: http://www.dbsalliance.org/site/PageServerpagename=urgent_preparing_for_crisis

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ENCONTRAR O TRATAMENTO


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Qual é a recuperação? 

“Recuperação da saúde mental é uma jornada de tratamento e transformação permitindo que a pessoa com um problema de saúde mental possa viver uma vida significativa em sua  comunidade, enquanto se esforça para alcançar o seu pleno potencial.” -SAMSHA (do Abuso de Substâncias e Saúde Mental Health Services Administration / Centro de Serviços de Saúde Mental.(http://www.samhsa.gov/)

PASSOS DE RECUPERAÇÃO

Depressão e transtorno bipolar são transtornos do humor – afetam o humor da pessoa, os pensamentos, corpo, energia e emoções. Ambas as doenças, especialmente transtorno bipolar, tendem a seguir um curso cíclico, ou seja, apresenta altos e baixos.

Durante o tratamento do transtorno do Humor também podem ocorrer altos e baixos. Por mais que a gente possa querer o bem estar, muitas vezes a mudança não acontece do dia prá noite. É normal que a pessoa deseje se sentir melhor o mais rápido ou, ao contrário, se preocupar que nunca vai se sentir bem, novamente. No entanto, saiba você portador, pode se sentir melhor, e que, finalmente, você é que está no comando da sua recuperação.

Há muitas coisas que você pode fazer para ajudar a si mesmo!

O alívio dos sintomas é apenas o primeiro passo no tratamento da depressão ou da bipolaridade. O bem estar e a recuperação, que as vezes tanto preocupam – significam o retorno a uma vida. A recuperação ocorre quando a sua doença deixa de ficar no caminho de sua vida. Isso acontece quando você decide qual é o significado da recuperação para você.

A pessoa com transtorno do humor tem o direito de se recuperar de acordo com as suas necessidades e objetivos. Fale com o seu médico sobre o seu tratamento e o do que você precisa para alcançar a sua recuperação. O médico pode lhe informar sobre o tratamento (s) e / ou medicação (s) que melhor funcionam para o seu tratamento. Ao longo do caminho o portador tem todo direito de fazer perguntas sobre os tratamentos que está recebendo.

Também é importante fazer o acompanhamento com um psicoterapeuta. Assim como contar com o apoio dos membros da família, amigos ou colegas próximos para lhe ajudar em sua recuperação. Saiba que as metas definidas para a sua vida, a sua saúde, elas poderão mudar ao longo do tempo.

Às vezes, a depressão e o transtorno bipolar pode levá-lo a sentir que parece difícil definir as metas para si mesmo. Poderá sentir-se como quase impossível pensar sobre as suas expectativas de vida, o que você espera ou o que lhe preocupa. Mas o estabelecimento de metas é uma parte importante para o seu bem estar, não importando onde você está no seu caminho para a recuperação.

Agir no que você pode, quando você puder!

Estabelecimento de metas - Identificar os objetivos de vida é o coração do processo de recuperação/tratamento. Quando vislumbramos um futuro para nós mesmos, começamos a sentir mais motivados para fazer tudo o que pudermos para alcançar esse futuro. As metas podem ser grandes ou pequenas, dependendo de onde você está em sua jornada de recuperação.

Pergunte a si mesmo - O que me motiva? O que me interessa? O que eu faria mais se pudesse? O que eu quero? O que me interessa, ou o que antes eu me preocupava? Onde eu quero que a minha vida vá? O que me traz alegria? Quais são os meus sonhos e esperanças?

As perguntas podem ajudá-lo a definir os pequenos objetivos e assim trabalhar até aos objetivos maiores. Você poderá iniciar definindo um objetivo pequeno para si mesmo, no início de cada dia. Como se movimentar para a frente em direção a recuperação; olhar para as diferentes áreas de sua vida e pensar sobre suas metas de curto e longo prazo.

Lembre-se, em primeiro lugar, de pensar seus objetivos em pequenos passos. A meta, como “mudança para uma nova cidade” pode ser difícil de visualizar e planejar tudo de uma vez. Pergunte a si mesmo o que você precisa fazer primeiro para a recuperação. O que você pode fazer agora que irá ajudá-lo, eventualmente, a atingir essa meta? Não só vai ajudá-lo a chegar mais perto do seu objetivo, mas também irá ajudar no sentimento positivo de realização.

Fonte: http://www.dbsalliance.org/site/PageServerpagename=wellness_recovery_steps

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05 DEZ

“O trabalho voluntário é uma fonte de força comunitária, superação, solidariedade e coesão social. Ele pode trazer uma mudança social positiva, promovendo o respeito à diversidade, à igualdade e à participação de todos. Está entre os ativos mais importantes da sociedade.”  Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon (5 de dezembro de 2009)

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Psiquiatra alerta para importância da família no tratamento de bipolares

Transtorno bipolar foi tema do XXXI Congresso Brasileiro de Psiquiatria.

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É impossível tratar pacientes bipolares sem o apoio da família”. Essa foi uma das convicções que Doris Moreno, doutora em psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP), trouxe para apresentação no XXXI Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que aconteceu em Curitiba, em outubro deste ano. Para Moreno, além do auxílio no decorrer do tratamento, a proximidade da família também é importante para auxílio no diagnóstico do transtorno bipolar.

A doença atinge cerca de 4% da população adulta no Brasil, o que representa 6 milhões de pessoas, de acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB).  O transtorno é geneticamente determinado e caracterizado por alterações de humor, comportamento, raciocínio e sentimentos, que se alternam entre três fases, chamadas de episódios – mania, hipomania, e depressão. Segundo Moreno, os estudo atuais da área ainda apontam para episódios mistos entre estes três cenários, e há ainda os períodos de normalidade, quando o paciente está controlado.

Apesar de ser costumeiramente descoberto na idade adulta, os sintomas do transtorno bipolar começam a ser manifestar ainda na infância e na adolescência, atingindo o pico entre os 15 e os 19 anos. “Os sintomas vão em ascendência dos cinco anos, e, até os 20, a doença já está desenvolvida. Muitas vezes os sinais inicias são falta de atenção e irritabilidade”, explica a doutora. Ela alerta os psiquiatras de que é preciso muito cuidado com o diagnóstico, já que muitas destas características se confundem com outros problemas, como o déficit de atenção e a hiperatividade, além das características comuns do comportamento dos jovens.

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Neste sentido, a família tem papel fundamental para identificar comportamentos que se manifestam nas crianças e adolescentes, explica a psiquiatra. “Em geral, é percebido pelos sintomas de depressão. A pessoa fica mais apática, com menos energia, dorme mais, mais cansaço, menos graça na vida, as coisas já não interessam tanto, a concentração começa a falhar”. É possível também perceber sinais de transtorno bipolar através de comportamentos típicos de mania. “A pessoa fica mais desinibida socialmente, mais expansiva, com aumento de energia mental e física e de impulso. Na mania sempre tem impulsividade, e os sintomas geram consequências como grandes dívidas, transar sem preservativos achando que não vai acontecer nada, brigas, grandiosidade delirante”, detalha a psiquiatra.

Já na hipomania, os sintomas são parecidos com os da mania, mas, por se apresentarem em um grau menor, são mais difíceis de serem identificados. “O período de hipomania, em geral, passa despercebido, passa por uma fase boa, mais produtiva. Mas o que acontece nessas situações é que a pessoa aumenta a libido, faz tatuagens a mais, coloca piercings e a impulsividade aumenta. A pessoa começa a se encher e achar monótono o que está fazendo, começa a pensar em um monte de outras ideias que seriam mais legais. Então, essas pessoas não conseguem ir para frente”, diz Moreno.

Ela diz que é comum que estas manifestações de sinais de bipolaridade não sejam associadas uma com a outra, porém, a percepção deste sinais e o relato de todos eles para o médico psiquiatra é fundamental para o diagnóstico, explica Moreno.

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 “O psiquiatra é quem irá avaliar se precisar dar remédio, ou não. É o psiquiatra que encaminha para a terapia, tudo isso a partir do diagnóstico, que é o ponto inicial, o que dá o norte para a conduta.”  Doris Moreno, psiquiatra

Mesmo após o início do tratamento, a presença da família continua sendo de fundamental importância, de acordo com Moreno. “É a família que traz para o médico, a família é importante para a adesão ao tratamento. Não só na fase aguda, mas também para fazer com que o paciente tome a medicação ao longo do tempo, porque sem isso não adianta”, analisa. Por isso, a psiquiatra ressalta que os familiares também precisam entender sobre o transtorno e suas consequências. “Como a doença é crônica, de vida toda, o que acontece é que quando a pessoa está em depressão todo mundo apoia, as pessoas entendem, e, em geral, o paciente não está agressivo. Mas quando ele entra em mania ou hipomania, que são as fases de mais agitação, em que o paciente acha que é o dono da razão, a família não entende, é muito difícil para lidar. A família é quem sofre o impacto do sintomas, e se eles não souberem que isso não é por sem-vergonhice, por mau-caratismo, chega uma hora que isso cansa”, avalia a psiquiatra.

Outro ponto destacado por Moreno na relação entre o psiquiatra e a família do paciente é a construção de um quadro realístico do comportamento do paciente fora do consultório. “Eles distorcem a realidade. Um paciente pode dizer o contrário do que está acontecendo em casa, e se você não tiver essa informação precisa vai achar que a família é um monstro. O tratamento implica em avaliar em 360 graus, e por isso as famílias devem ser ensinadas e amparadas. Nós estamos diante de uma doença complexa, um camaleão”, concluiu a psiquiatra.

Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/10/psiquiatra-alerta-para-importancia-da-familia-no-tratamento-de-bipolares.html

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ABRATA – 14 anos de ação voluntária em prol da pessoa com Transtorno do Humor

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Em 29 de novembro de 1999 nasceu o sonho de criar-se uma associação, sem fins lucrativos, voltada à necessidade de atender pessoas portadoras de transtornos do humor: a depressão e a bipolaridade.

Hoje, ao completar 14 anos de existência e de atividades continuadas de ação totalmente voluntária, muito nos orgulhamos dos resultados alcançados em prol da pessoa com transtorno do humor.

Os objetivos da nossa causa continuam cada dia mais fortalecidos e reforçam a crença da força do voluntariado. São eles:

  • Educar os portadores, familiares, profissionais de saúde mental e a sociedade como um todo, sobre a natureza e tratamento dos transtornos do humor, buscando sempre reduzir o estigma e a discriminação da doença perante a coletividade.
  • Promover o amparo, proteção e estímulo aos pacientes e seus familiares.
  • Conscientizar os pacientes, familiares e a sociedade dos direitos dos portadores de transtornos afetivos.
  • Promover e realizar pesquisas na área.
  • Manter intercâmbio com associações nacionais e estrangeiras que tenham o mesmo objetivo social.
  • Angariar fundos para realização dos propósitos da Associação.
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Tristeza é um sentimento normal ante as adversidades da vida

Psiquiatra explica a diferença entre a variação de humor e doenças graves.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a depressão é a principal causa de invalidez no mundo. São quase 121 milhões de pessoas que sofrem do problema no mundo, mas apenas um quarto tem acesso ao tratamento adequado. O psiquiatra Fernando Fernandes, pesquisador do grupo de doenças afetivas do Hospital das Clínicas de São Paulo, mostra alguns sintomas da doença e explica como diferenciá-la da tristeza comum.

  1.  Quais são os sintomas da depressão?

Dr. Fernando Fernandes: O sintoma da depressão é o humor deprimido, relatado como tristeza. Outro sintoma que é pouco conhecido das pessoas e também pode ser considerado central é a anedonia, condição na qual a pessoa é incapaz de sentir prazer, muitas vezes sem estar propriamente triste. Outros sintomas típicos são baixa energia, apatia, diminuição da iniciativa, baixa no desempenho intelectual, com dificuldade de manter atenção e concentração e capacidade de encadeamento lógico das ideias. Também podem ocorrer sintomas físicos como insônia ou excesso de sono, falta ou excesso de apetite, dores, entre outros.

2. Como diferenciá-la de um estado de tristeza comum?

Dr. Fernandes: A tristeza é um sentimento normal diante de adversidades ou reveses da vida. Contudo, apenas tristeza não faz o diagnóstico de episódio depressivo. A depressão é uma síndrome, ou seja, é um conjunto de sintomas emocionais, físicos e cognitivos persistentes. A tristeza normal é ocasional e está ligada a um fator específico, não incapacita a pessoa, que pode continuar suas atividades e pode encontrar prazer e estímulo. A depressão, no entanto, é uma doença médica extremamente incapacitante.

3.  Como é o tratamento?

Dr. Fernandes: O tratamento é essencialmente medicamentoso. As medicações antidepressivas têm sua eficácia em abreviar os sintomas e prevenir recaídas extensamente comprovadas. Em paralelo ou após a fase aguda da depressão, a psicoterapia é muito útil, ajudando o paciente a lidar melhor com os fatores estressantes do dia-a-dia e prevenindo recaídas. Tratamentos alternativos podem ser usados em paralelo, mas nunca substituindo o tratamento com antidepressivos.

Dr Fernando Fernandes - Médico psiquiatra e Pesquisador do Programa de Transtornos do Humor/GRUDA - Instituto de Psiquiatria – HC-USP

Fonte: http://www.progruda.com/ipq/entrevistas

 

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Transtornos Mentais – Mitos e Verdades

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  1. Transtorno mental é sinônimo de loucura. MITO: quem tem um transtorno mental tem uma doença psiquiátrica. A pessoa não é louca, nem fraca, mas está doente e precisa de tratamento. “É necessário entender que o transtorno mental é uma doença como outra qualquer como diabetes, por exemplo. É necessário buscar tratamento para que os sintomas sejam controlados e, assim, a pessoa possa levar uma vida normal”, explica a psicóloga Ana Cristina Fraia, coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime Leia mais Arte UOL/AFP
  2. Ter um transtorno mental é sinal de fraqueza. MITO: ter um transtorno mental nem é sinal de fraqueza, nem de falha de caráter, mas, sim, um conjunto de fatores internos e externos. “Ter um transtorno mental é uma somatória de predisposição genética, alterações clínicas e ambientais ao longo da infância, eventos estressores atuais ou prévios e alterações químicas cerebrais”, explica Marco Antônio Abud Torquato Junior, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Ipq/HCFMUSP) e do Hospital Universitário da USP Leia mais Arte UOL/Thinkstock
  3. Pessoas com transtorno bipolar não conseguem ter uma vida normal. MITO: atualmente, existem tratamentos – que envolvem medicação e acompanhamento psiquiátrico – que permitem que a pessoa leve a vida normalmente. “Os transtornos do Espectro Bipolar são doenças; porém, quando adequadamente investigadas, diagnosticadas e tratadas, o paciente pode levar vida normal, em todos os sentidos”, afirma Pedro Katz, psiquiatra do Hospital Samaritano de São Paulo.
  4. Depressão é genética. PARCIALMENTE VERDADE: depressão, assim como a maioria dos quadros psiquiátricos, possui sim um componente genético. Estudos apontam que parentes de primeiro grau de indivíduos com transtorno depressivo apresentam duas a três vezes mais chances de terem um quadro depressivo do que a população geral. “Mas apesar de haver esse componente genético, existem outros fatores que contribuem para o desenvolvimento ou não do quadro de depressão como eventos da primeira infância, estrutura familiar, algumas doenças clínicas e presença de estressores ambientais, entre outros”, ressalta Marco Antônio Abud Torquato Junior, psiquiatra do Ipq/HCFMUSP e do Hospital Universitário da USP
  5. Transtornos como depressão e ansiedade podem impedir uma pessoa de trabalhar. VERDADE: qualquer transtorno que interfere no humor e no comportamento, como os quadros depressivos, distímicos (mau humor crônico) e diversos tipos de quadros ansiosos, podem interferir de forma intensa no desempenho e resultado do trabalho. “Pacientes com quadros de ansiedade generalizada ou depressivos podem apresentar intensa dificuldade de concentração e raciocínio, ocasionando sérios prejuízos, quando não incapacidade total ou parcial, para o trabalho quando em períodos de descontrole da doença”, afirma Pedro Katz, psiquiatra do Hospital Samaritano de São Paulo. Estudos recentes mostraram que a depressão já é a segunda causa mais comum de invalidez em todo o mundo, ficando atrás apenas das dores nas costa
  6. Se eu tenho que ir a um psiquiatra, meu caso deve ser muito grave. MITO: “A psiquiatria é a especialidade médica que diagnostica e trata casos de sofrimento emocional intenso e alterações comportamentais – às vezes muito sutis – que prejudicam a vida social, profissional, sentimental e familiar do indivíduo”, aponta Marco Antônio Abud Torquato Junior, psiquiatra do Ipq/HCFMUSP e do Hospital Universitário da USP. Ou seja, o caso não precisa ser grave para se procurar um psiquiatra – aliás, deve-se buscar ajuda profissional justamente para o quadro não se agravar.
  7. Depressão e tristeza são a mesma coisa. MITO: tristeza e depressão não são a mesma coisa. Tristeza é um sentimento que todos nós sentimos em situações difíceis como a perda de alguém querido. “Já o transtorno depressivo é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas que, além do sentimento de tristeza, engloba sintomas cognitivos (alterações de memória e concentração), alterações de funções vitais como sono e apetite, diminuição da capacidade de sentir prazer e da motivação para se envolver em diversas atividades e pode, em alguns casos, levar o indivíduo a apresentar pensamentos relacionados à própria morte”, explica Marco Antônio Abud Torquato Junior, psiquiatra do Ipq/HCFMUSP Leia mais UOL Arte/Shutterstock
  8. Abusar de álcool e drogas pode causar transtornos mentais. VERDADE: álcool e drogas possuem substâncias que alteram o funcionamento do sistema nervoso central. Dependendo da quantidade, da frequência e também do histórico da pessoa, esse consumo pode se tornar crônico e desencadear a dependência química assim como transtornos mentais como depressão, transtorno bipolar de humor e até esquizofrenia. “Hoje em dia existe um alto índice indicativo da relação do uso da maconha com sintomas psicóticos e esquizofrenia. O alcoolista geralmente tem uma depressão de base ou a depressão é desenvolvida pelo álcool. Usuários de drogas como maconha e cocaína costumam apresentar transtorno bipolar de humor e, muitas vezes, sintomas psicóticos como delírios persecutórios e alucinações visuais e auditivas”, aponta a psicóloga Ana Cristina Fraia, coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime
  9. Os medicamentos psiquiátricos viciam. MITO: medicamentos psiquiátricos evoluíram muito ao longo dos anos. Atualmente, existem medicamentos muito eficientes, que não viciam e não deixam a pessoa “dopada” – e mais ainda: podem fazer uma grande diferença na qualidade de vida. “A maioria das medicações psiquiátricas, principalmente as mais recentes, causa poucos efeitos colaterais e, normalmente, os tratamentos se dão por períodos determinados com o objetivo sempre de manter o indivíduo bem a longo prazo sem utilizar medicações ou com uso de doses muito baixas”, afirma Marco Antônio Abud Torquato Junior, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e do Hospital Universitário da USP
  10. Mau humor e ansiedade podem ser sintomas de transtornos mentais. VERDADE: porém, é preciso atentar que os transtornos mentais são síndromes, ou seja, um conjunto de vários sintomas. “Assim, não basta uma pessoa apresentar momentos de ansiedade, irritação e mau humor para ser diagnosticada com um transtorno mental – que são sentimentos comuns ao longo da vida. Esses sentimentos têm que ser frequentes e, para realizar a avaliação se existe ou não um transtorno mental, vale a pena consultar um especialista”, explica Marco Antônio Abud Torquato Junior, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/11/11/transtornos-mentais-afetam-cerca-de-700-mi-no-mundo-veja-mitos-e-verdades.htm#fotoNav=1

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Artista plástico Gustavo Rosa – criador da logomarca da ABRATA, morre aos 66 anos em São Paulo

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É com grande pesar que a ABRATA comunica o falecimento do artista plástico Gustavo Rosa nesta terça-feira (12), em São Paulo.

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O velório de Gustavo Rosa aconteceu na Assembléia Legislativa de São Paulo, nesta quarta-feira (13), às 12h.

Nascido em São Paulo em 20 de dezembro de 1946, o pintor, desenhista e gravador apresentou seu trabalho em vários países. Em 2009, ele participou de uma exposição coletiva no Museu do Louvre, em Paris.

Em 2012, Gustavo Rosa falou em entrevista ao programa “Altas horas” da Rede Globo: “Eu era muito tímido e me expressava no desenho. Chamavam constantemente a minha mãe no colégio. ‘O menino só fica desenhando, fazendo caricaturas dos professores’. Eu não tinha facilidade verbal, foi sempre o desenho. E depois mais tarde encontrei as tintas, o pincel. Não parei mais, nunca fiz outra coisa“.

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TRT reconhece depressão como doença profissional

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O TRT da 3.ª região (MG), ao julgar um recurso interposto contra sentença que condenou a empresa a pagar indenização ao trabalho decorrente de moléstia profissional, assim como, os valores correspondentes a estabilidade de 1 ano, entendeu que a depressão pode ser considerada moléstia profissional.

Definiu a sentença de primeira instância que com base em laudo perito judicial, ficou comprovado que o local de trabalho e as condições a que a trabalhadora era submetida, inclusive com horas extras rotineiras, lhe causaram estafa, e desencadeando uma depressão decorrente de sobrecarga profissional, falta de convívio com entes familiares.

Segundo o Desembargador que analisou a questão, Sércio da Silva Peçanha, explicou que o artigo 20 da Lei 8.213/91 define as doenças consideradas acidente do trabalho pela Previdência Social. Mas a lista é exemplificativa. O parágrafo 2º do dispositivo abre a possibilidade de que outras doenças sejam assim consideradas. São casos excepcionais, em que a doença resulta das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente. Segundo o magistrado, a previsão legal se sobrepõe à relação de doenças ocupacionais previstas no Decreto 3.048/99, que também não é taxativa, mas exemplificativa.

Tal decisão é extremamente importante, tendo reflexos inclusive na seara tributária, especialmente no imposto de renda, visto que, a indenização por danos morais e supletiva a estabilidade são isentas do IR.

Além disto, este trabalhador quando vier a aposentar-se poderá requerer a isenção do Imposto de renda Pessoa Física, sobre seus proventos de aposentadoria, por ser portador de moléstia profissional reconhecida em juízo.

Fonte: http://linoadvogados.blogspot.com.br/2013/10/trt-reconhece-depressao-como-doenca.html?goback=%2Egde_2908487_member_5797497440038838272#%21

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Transtorno bipolar vai muito além da mudança de humor

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Embora o nome tenha se tornado popular, ele é preocupante e exige tratamento para resto da vida

Quem nunca ouviu a frase: “só pode ser bipolar, muda de humor a toda hora”? Embora essa frase seja comum, não é verdadeira. A popularização do termo “bipolar” cresceu de forma incorreta pela sociedade. Ter variações de humor durante o dia é normal e está longe de ser um transtorno.

Segundo a Dra. Renata Bataglin, psiquiatra do Hospital São Luiz, o TAB (Transtorno Afetivo Bipolar) é um tipo de transtorno de humor caracterizado por fases de extrema modificação no humor da pessoa. “É uma doença episódica dividida em duas fases: a Mania ou Hipomania (mais branda)– nessa fase a pessoa fica eufórica, com muita energia, sem vontade de dormir, com pensamentos acelerados e há um aumento de movimentos corporais. É uma exaltação extrema. Normalmente é nessa fase que as pessoas que sofrem desse transtorno acabam se expondo demais, compram e se endividam de forma muito rápida e acabam fazendo coisas pelo impulso da euforia extrema. Os parentes costumam buscar apoio de um psiquiatra quando o paciente apresenta esse quadro. Já na fase depressiva é mais comum os pacientes procurarem a ajuda de um especialista”, esclarece.

O Transtorno Afetivo Bipolar se caracteriza por ser uma doença crônica, progressiva e deteriorante. “As taxas de suicídio são muito altas para quem apresenta essa doença, principalmente na fase de depressão. Além disso, a taxa de divórcio para quem apresentava esse quadro é, também, mais alta do que na população em geral”, explica a médica.

Embora pareça simples de ser diagnosticado pelos sintomas e reações intensas do paciente, o transtorno bipolar necessita de uma investigação minuciosa: estudar o histórico familiar, observar o comportamento do paciente, fazer um histórico médico e outras observações são alguns meios de obter o diagnóstico da doença. Mas a Dra. Renata Bataglin ressalta: “é preciso um acompanhamento psiquiátrico regular, mesmo na fase em que o paciente não está em crise, uma vez que o uso da medicação não serve só para tratar as crises, mas sim para evitá-las”, explica a médica.

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A família é muito importante em todo o processo do tratamento da doença. “O apoio familiar, somado ao tratamento medicamentoso e psicoterápico são fundamentais para evitar as crises da doença”, finaliza a Dra. Renata Bataglin.

Fonte: http://www.bolsademulher.com/saude-mulher/transtorno-bipolar-vai-muito-alem-da-mudanca-de-humor/

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