10 de setembro – Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

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No mês passado o mundo perdeu Robin Williams, um grande ser humano e ator (Uma Babá quase perfeita e Uma Noite no Museu entre outros filmes).

Robin Williams tirou sua vida depois de anos de luta contra depressão, mania, alcoolismo e abuso de substâncias.

Tragicamente os sentimentos de desesperança que podem acompanhar a depressão levou a melhor sobre ele. Sua morte é mais uma chamada para acordarmos, que reacendeu a discussão sobre a doença mental e a necessidade de criar um diálogo público mais forte para ajudar aqueles que sofrem de doença mental.

O que torna a sua morte tão difícil de compreender é não só a nossa admiração por ele como um gênio da comédia, mas também que aparentemente tinha tudo – sucesso e os recursos para lutar contra a doença.

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A verdade inconveniente, porém, é que as doenças mentais podem ser fatais. De acordo com Tom Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos: “Essas doenças atualmente matam tanto quanto os grandes assassinos. Temos de continuar a investir em pesquisa para desenvolver tratamentos novos e mais eficazes para pessoas com depressão e outras doenças mentais. A meta deve ser um futuro em que não haja vidas perdidas como resultado do suicídio.”

Cerca de um milhão de pessoas morrem por suicídio todos os anos (dados da Organização Mundial da Saúde). Setembro foi instituído como o mês de Prevenção ao Suicídio e o dia 10 deste mês, como  o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em média cerca de 3.000 pessoas tiram suas vidas diariamente e para cada pessoa que comete suicídio, 20 ou mais tentam acabar com suas vidas.

Como podemos ajudar a diminuir essas estatísticas:

  • Aumentando a conscientização de que o suicídio é evitável
  • Melhorando a educação sobre o suicídio
  • Divulgando informações sobre o conhecimento do suicídio
  • Diminuindo a estigmatização em relação ao suicídio

Se você ou alguém que você conhece está pensando em auto-mutilação, POR FAVOR, consiga ajuda para essa pessoa. Disque 141 – CVV ou acesse: http://www.cvv.org.br/images/stories/saibamais/falando_abertamente_sobre_suicidio.pdf

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Pela opção de viver

10 de setembro é Dia Internacional de Prevenção do Suicídio, causa da morte de mais de um brasileiro por hora

Uma história que se repete periodicamente – celebridades tiram a própria vida, vítimas de depressão, álcool, drogas, dificuldade em lidar com pressões sociais ou familiares ou mesmo com as mudanças da vida.

É possível mudar essa história? Sim, certamente, porque pelo menos nove em cada dez suicídios poderiam ser prevenidos e o suicida pede ajuda, ao contrário do que muitos acreditam. Mas para começar a efetivar essa mudança é preciso falar no assunto.

O tema suicídio está ausente nas conversas entre amigos, entre pais e filhos, nas aulas escolares, nos consultórios médicos e nas páginas dos jornais. O assunto só aparece quando uma celebridade comete o suicídio e a polêmica se restringe ao fato em si, sem o devido aprofundamento no que isso pode representar às nossas vidas – somos nós ou as pessoas que nos cercam potenciais suicidas? Como saber identificar, como prevenir e como pedir ajuda?

É preciso quebrar o tabu do silêncio.

É preciso provocar discussões saudáveis, entendendo que o problema não se restringe aos famosos. Esse tipo de morte, ou tentativa, acontece em qualquer família, em qualquer cidade, com pessoas de qualquer idade. O Brasil tem visto um aumento preocupante nos índices de suicídio entre jovens, uma idade na qual, pela lógica, as pessoas sonham mais, são mais felizes e sentem-se menos pressionadas.

O CVV, entidade que atua na prevenção do suicídio há 52 anos, convida a todos os brasileiros quebrarem esse silêncio no dia 10 de setembro, Dia Internacional de Prevenção do Suicídio. Se alguns começarem a falar, a trazer o tema à tona em seus círculos profissionais e pessoais, podemos deixar de perder 25 brasileiros ao dia vítimas dessas mortes. Brasileiros que viram na morte a única saída, mas que poderiam ver a vida ainda como uma opção se soubessem que há como pedir ajuda.

O suicídio no Brasil

  • No Brasil, 25 pessoas morrem vítimas de suicídio por dia e ao menos outras 50 tentam tirar a própria vida.
  • No mundo, uma pessoa se mata a cada 40 segundos.
  • Segundo pesquisa da Unicamp, 17% dos brasileiros pensaram seriamente em cometer suicídio no decorrer de suas vidas.
  • De todos os casos, mais de 90% poderiam ser evitados.
  • Quem tenta suicídio pede ajuda.

Apesar da seriedade do assunto, o suicídio ainda é um tabu na sociedade brasileira o que dificulta a sua prevenção. O CVV acredita que uma forma importante de se evitar novos casos é conversar sobre o assunto para derrubar mitos e quebrar tabus.

Sobre o CVV - O CVV – Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.200 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal, pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 68 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.

É associado ao Befrienders Worldwide (www.befrienders.org), entidade que congrega as instituições congêneres de todo o mundo e foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como a melhor iniciativa não governamental de prevenção ao suicídio no Brasil.

 

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Quando o amor de pai já não basta

NUNCA É DEMAIS:  “Se eu não estiver sempre ao lado de meu filho, aí, sim, Mike ficará de fato muito doente”, diz Earley

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O escritor americano Pete Earley, de 57 anos, é especialista no sistema judiciário de seu país. De seus doze livros, o último é inspirado em uma experiência pessoal. Lançado no Brasil,  “Loucura, a Busca de um Pai pelo Insano Sistema de Saúde” (Artmed; 375 páginas) traz a história de seu filho Mike, portador de transtorno bipolar. Além do relato sensível de um pai diante da doença de um filho, Earley faz críticas ao modo como as leis americanas tratam os doentes mentais. Por causa de uma reforma ocorrida nos anos 60, dezenas de milhares de leitos psiquiátricos deixaram de existir e a maioria dos doentes ficou sem a alternativa do tratamento hospitalar – situação pela qual também passam os brasileiros. A convite do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, Earley participou, em 2009, de uma série de debates sobre o assunto. Ele falou à repórter Adriana Dias Lopes(Revista Veja), de sua casa em Fairfax, no estado da Virgínia.

O DIAGNÓSTICO Os primeiros sintomas surgiram em 2000, quando Mike tinha 22 anos e estudava pintura na escola de artes do Pratt Institute, em Nova York. Num fim de semana, ele me ligou para dizer que tinha levado cinco mendigos ao McDonald’s porque queria conversar com eles. Logo depois, Mike falou que não tinha certeza se de fato havia feito aquilo ou apenas sonhado. Levei-o ao psiquiatra. Foi então que ouvi do médico que, se eu fosse um sujeito de sorte, Mike estaria usando drogas. Fiquei chocado com aquelas palavras. Mas hoje as entendo perfeitamente. Naquele momento, não sabia nada sobre doenças mentais e como elas podem ser cruéis.

A PRIMEIRA PRISÃO Após o episódio do McDonald’s, Mike foi a mais duas consultas psiquiátricas, mas depois desistiu. Disse que não era louco e que apenas precisava se alimentar melhor. Ele me parecia bem e, naquele momento, não me dei conta da gravidade do problema. Durante nove meses, chegamos até a pensar que a história do McDonald’s tinha sido uma casualidade qualquer. No entanto, certo dia, Mike teve um surto gravíssimo. Ele invadiu uma casa quando não havia ninguém, foi até o banheiro e tomou um banho de espuma. Os donos do imóvel infelizmente decidiram processá-lo, mesmo sabendo que se tratava de um doente mental em surto. Eles insistiram em acusá-lo como autor de um delito grave. Tudo pareceu ser desgraçadamente injusto naquele momento. A acusação poderia marcá-lo para sempre como um criminoso e teria sérias repercussões, atrapalhando sua vida profissional. Uma policial conseguiu convencer o casal a amenizar a acusação. Um ano depois da absolvição do meu filho, essa policial foi morta por um jovem de 18 anos, vítima de problemas mentais.

NENHUM CUIDADO É EXCESSIVO Até hoje me aconselham a não insistir para que meu filho se cuide. Muitos acreditam que, se eu deixá-lo bater cabeça, Mike finalmente entenderá que tem de seguir o tratamento de forma regular. Essas pessoas não percebem que “bater cabeça”, no caso do meu filho, pode significar o suicídio – 40% dos bipolares tentam se matar. O paciente acredita realmente que pode ficar bem sem medicação – essa é outra característica da doença. Se eu não estiver sempre ao seu lado, aí, sim, Mike ficará de fato muito doente. Será que essas pessoas falariam algo semelhante se ele fosse portador de síndrome de Down, por exemplo? Os pais de uma criança com Down nunca são criticados por advogar por seu filho. E tanto Down quanto transtorno bipolar são distúrbios cerebrais. Em relação aos doentes mentais, nenhum cuidado é excessivo. Meu filho tem uma doença. Uma doença que afeta seu cérebro e rouba sua capacidade de decisão.

O SOFRIMENTO MAIOR : A pior coisa para um pai ou para uma mãe é não poder resolver o problema de um filho. Como pais, estamos habituados a amar e proteger nossas crianças. Mas, quando uma delas tem um transtorno mental, nosso amor não é mais suficiente. Já senti raiva, já senti frustração e já chorei por causa de Mike. É horrível olhar para o rosto de meu filho e perceber que, nos momentos de crise, é como se eu não fosse seu pai.

PUNIÇÃO E TRATAMENTO Não há nada de humanitário em impedir que um paciente seja tratado contra sua própria vontade, a menos que ele represente um risco para outra pessoa. Dessa forma, a lei pune meu filho em vez de ajudá-lo. O sistema de saúde americano diz que não há nada a ser feito até que meu filho se torne perigoso. Ao mesmo tempo, o sistema penal determina que, se ele se tornar perigoso, poderá prendê-lo. É preciso entender definitivamente uma questão elementar sobre doenças mentais: elas roubam das pessoas a capacidade de tomar decisões inteligentes. O mais frustrante nessa história toda é que sabemos como ajudar esses doentes. Cerca de 70% deles se beneficiam da medicação disponível. Mas, com as leis atuais, em vez de lhes dar ferramentas para que levem uma vida razoavelmente normal, eles são acusados de preguiçosos, viciados, bêbados ou vagabundos. Prefere-se culpá-los a ajudá-los.

O SISTEMA DE SAÚDE IDEAL Nos Estados Unidos, ninguém pode ser mantido confinado involuntariamente por mais de 72 horas sem ter o direito de comparecer perante um juiz com um advogado, à exceção dos autores de delitos extremamente graves, como assassinato. Nessa audiência, o juiz decide se a pessoa deve ou não ser levada a um hospital contra a própria vontade. Os tribunais americanos entendem, por exemplo, que um esquizofrênico que come seu próprio excremento não pode ser detido em um hospital porque comer fezes não é um ato perigoso. Do meu ponto de vista, o correto seria que o tribunal nomeasse três psiquiatras sem relação com o paciente para que eles opinassem sobre a necessidade ou não de internação. Meu filho acredita que o ex-presidente George W. Bush estava por trás dos atentados de 11 de setembro em Nova York. Essa é a sua opinião política com a qual posso não concordar. Mas, quando ele me diz que pode voar ou que não sou seu pai, está claro que é doente e precisa de ajuda.

O FUTURO  Mike estava indo bem quando publiquei o livro, em 2006. Mas há pouco mais de um ano ele teve duas crises graves. Tal como ocorreu em tantas outras ocasiões, havia parado de tomar a medicação. Numa das vezes, ficou com medo de que eu chamasse a polícia e saiu de casa. Foi dirigindo da Virgínia até a Carolina do Norte (270 quilômetros de distância). No meio do caminho, ele me ligou dizendo que ouvia vozes que lhe garantiam que morreria se saísse do carro. Mike se recusava a falar onde estava. Consegui convencê-lo a voltar para casa e tomar os remédios. No caso do meu filho, os medicamentos levam três semanas para começar a fazer efeito. Pouco tempo depois do episódio do carro, ele teve outra crise. Mike saiu de casa nu e foi pego pela polícia mais uma vez. Quero o que todo pai quer para seu filho: um bom trabalho, uma família e felicidade. Mas tudo isso é difícil para Mike. Ele está sem trabalho, não é casado e tem poucos amigos. Minha prioridade é mantê-lo bem. Mike tem sorte, porque tem irmãos que cuidarão dele quando eu e sua mãe não estivermos mais aqui.

Fonte: Revista Veja Edição 2112 – 13 de maio de 2009

http://veja.abril.com.br/130509/p_108.shtml

 

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Morte do Ator Robin Williams

Caros,

Ontem, perdemos um grande ser humano e ator; Robin Williams. Alguns de nós vão se lembrar dele como o alienígena em Mork & Mindy (seriado da TV americana estrelado por Robin Williams como Mork e Pam Dawber como Mindy entre 1978 e 1982), a babá de Uma Babá Quase Perfeita ou Teddy Roosevelt em Uma Noite no Museu, mas nenhum de nós vai esquecer o brilho triste em seus olhos e a alegria que ele trouxe para o público em todos os lugares.

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Robin Williams, morreu ontem (11/08) de um aparente suicídio depois de anos de luta contra os demônios da depressão, mania, alcoolismo e abuso de substâncias. Vários sites têm relatado que Williams de fato tinha transtorno bipolar, diagnosticado aos 37 anos e, recentemente, vinha sofrendo as profundezas da depressão. Tragicamente, os sentimentos de desesperança que podem acompanhar a depressão levou a melhor sobre ele.

Uma em cada quatro pessoas nos Estados Unidos tem uma doença mental, sendo que anualmente 800.000 pessoas tiram suas vidas. Se você ou alguém que você conhece está pensando em se ferir ou tirar a sua vida, por favor, entre em contato com o CVV. Se você é portador de alguma doença mental e não está se sentindo bem ao ler esta triste notícia, por favor, ligue para o seu psiquiatra ou terapeuta.

CVV – Centro de Valorização da Vida

Ligue: 141 ou Acesse: www.cvv.org.br ou

Visite pessoalmente o posto mais próximo de você:

http://www.cvv.org.br/site/pdfs/postos_cvv_maio_2014.pdf

 Material sobre suicídio:

http://www.cvv.org.br/images/stories/saibamais/falando_abertamente_sobre_suicidio.pdf

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O QUE É A SAÚDE MENTAL?

 

saude-mentalÉ sentirmos bem conosco próprios e na relação com os outros. É sermos capazes de lidar de forma positiva com as adversidades. É termos confiança e não temermos o futuro.

Mente sã em corpo são!

A saúde mental e a saúde física são duas vertentes fundamentais e indissociáveis da saúde.

Problemas de saúde mental mais frequentes:

  • Ansiedade
  • Mal estar psicológico ou estresse continuado
  • Depressão
  • Dependência de álcool e outras drogas
  • Perturbações psicóticas, como a esquizofrenia
  • Atraso mental
  • Demências

Estima-se que em cada 100 pessoas 30 sofram, ou venham a sofrer, num ou noutro momento da vida, de problemas de saúde mental e que cerca de 12 tenham uma doença mental grave.

A depressão é a doença mental mais frequente, sendo uma causa importante de incapacidade.

Em cada 100 pessoas, aproximadamente, uma sofre de esquizofrênia

Quem pode ser afetado?

A o longo da vida, todos nós podemos ser afetados por problemas de saúde mental, de maior ou menor gravidade.

Algumas fases, como a entrada na escola, a adolescência, a menopausa e o envelhecimento, ou acontecimentos e dificuldades, tais como a perda de familiar próximo, o divórcio, o desemprego, a reforma e a pobreza podem ser causa de perturbações da saúde mental.

Fatores genéticos, infecciosos ou traumáticos podem também estar na origem de doenças mentais graves.

Falsos conceitos sobre a doença mental:

As pessoas afetadas por problemas de saúde mental são muitas vezes incompreendidas, estigmatizadas, excluídas ou marginalizadas, devido a falsos conceitos, que importa esclarecer e desmistificar, tais como:

  • As doenças mentais são fruto da imaginação;
  • As doenças mentais não têm cura;
  • As pessoas com problemas mentais são pouco inteligentes, preguiçosas, imprevisíveis ou perigosas;

O tratamento deverá ser sempre procurado, uma vez que a recuperação é tanto mais eficaz quanto precoce for o tratamento.

Mesmo nas doenças mais graves é possível controlar e reduzir os sintomas e, através de medidas de reabilitação,

Todos nós podemos ajudar:

  • Não estigmatizando;
  • Apoiando;
  • Reabilitando;
  • Integrando.

Integração das pessoas com doença mental:

Os indivíduos afetados por problemas de saúde mental são cidadãos de pleno direito. Não deverão ser excluídos do resto da sociedade, mas antes apoiados no sentido da sua plena integração na família, na escola, nos locais de trabalho e na comunidade.

A escola deverá promover a integração das crianças com este tipo de perturbações no ensino regular.

Deverão ser criadas mais oportunidades no mundo do trabalho para as pessoas portadoras de doença mental.

O envolvimento das famílias nos cuidados e na reabilitação destas pessoas é reconhecido como fator chave no sucesso do tratamento.

Para manter uma boa saúde mental:

  • Não se isole
  • Reforce os laços familiares e de amizade
  • Diversifique os seus interesses
  • Mantenha-se intelectual e fisicamente ativo
  • Consulte o seu médico, perante sinais ou sintomas de perturbação emocional.
  • Não seja espectador passivo da vida!

Contribua para promover a sua saúde mental e a dos outros!

CUIDAR SIM EXCLUIR NÃO!

Fonte: Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares/Portugal http://www.adeb.pt/pages/que-e-saude-mental#sthash.35Y7SPCL.dpuf

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Comunicação do Recesso ABRATA

RECESSO ABRATA

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Contra as probabilidades

Depoimento

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Quando eu estava nos estágios iniciais de ser diagnosticada bipolar a maioria das pessoas me achava uma inútil. Elas pensavam: esta menina está fora da escola, não consegue se manter num emprego e certamente não pode contribuir para a sociedade. Eu era uma profecia autorrealizável em certo sentido, pensava que não tinha valor algum e assim me tornei mesmo inútil. Eu estava fora da escola havia uns 3 anos e não conseguia manter um emprego, mesmo que fosse o último trabalho existente no planeta. Eu usava drogas e minha vida se tornou insuportável. Quando os meus pais vieram com a alternativa surpreendente de me internar em uma unidade de tratamento de saúde mental e dependência de drogas, desobedeci as regras e consegui que me chutassem para fora. Fugi do hospital durante a minha última internação e muito infeliz, me tranquei no isolamento. Mas foi nesse exato momento que eu decidi que precisava mudar minha vida. Eu precisava de paz de espírito, precisava melhorar a mim mesma e precisava finalmente, desafiar as probabilidades.

Pouco mais de um ano depois da minha última internação, eu tinha completado meu primeiro ano de volta à escola com a média B +. Gosto do emprego de meio período que estou conseguindo manter; trabalho na divulgação e levantamento de fundos para a saúde mental do clube da escola e, o mais emocionante de tudo é que me foi dada a oportunidade de ser voluntária na CAMH-Centre for Addiction and Mental Health (Centro de Dependência e Saúde Mental). Muita gente, eu inclusive,  sente que ser diagnosticada com uma doença mental é uma sentença de morte. E a morte se refere à vida que “estávamos acostumados” viver. Claro que a minha vida deu uma volta completa de 360 ​​graus, mas foi completamente para melhor. Eu me sinto feliz ao olhar de novo no espelho e ver agora que tenho propósito, determinação e ambição. A doença mental não é de forma alguma a “morte” de uma versão diferente de você mesmo. É o lento brotar de um novo, mais saudável e mais feliz você.

Quando eu estava lutando com meu transtorno bipolar pensei que não havia nenhuma chance de viver uma vida feliz e plena. Eu me sentia vítima dos meus sintomas e não queria deixar ninguém entrar, inclusive os médicos. A vida ficou sombria, vazia, sem esperança e principalmente insuportável. Eu nunca via a luz no fim do túnel e então eu apenas agia impulsivamente e me envolvia em um monte de problemas. Não posso dizer-lhe que todo mundo terá aquele momento de definição, mas posso assegurar-lhe que todas as doenças podem ser administradas e todos merecem uma vida feliz e cheia de propósito. Roma não foi construída em um dia e assim você não vai se tornar “melhor” em um dia. É preciso muito trabalho, perseverança, superação e determinação. Com o tempo, os altos e baixos tornam-se muito mais administráveis. Minha vida costumava ser uma montanha-russa e eu nunca sabia o que esperar. Agora a minha vida é um balanço, e embora eu ainda experimente altos e baixos tenho me tornado cada vez melhor em lidar e reconhecer os sinais e sintomas. Eu sou a prova de que qualquer um pode desafiar as probabilidades.

Autora: Ashley Zavitz

Fonte: http://www.ibpf.org/blog/against-odds

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Amar Alguém Com Transtorno Bipolar

Jennifer Marshall (depoimento)

amar alguem

Eu serei a primeira a admitir que amar alguém com transtorno bipolar amar é fácil. Meu marido vai ser a segunda pessoa a dizer-lhe isso. Nós certamente tivemos a nossa quota de grandes altos e baixos, mas conseguimos fazê-lo ao longo dos últimos oito anos e meio da minha vida até agora, com bipolar, e estou confiante de que, se nós chegamos até aqui, vamos estar nele para durante longo percurso.

Eu fui diagnosticada com transtorno bipolar com a idade de vinte e sete anos, depois de ter experimentado dois episódios maníacos graves separados por duas semanas de intervalo, sendo que ambos me levaram a um hospital psiquiátrico.  A vida antes da doença mental era boa – muito boa. Meu marido e eu estávamos casados ​​há dois anos, nós tínhamos comprado a nossa primeira casa, assim como as nossas carreiras profissionais estavam indo excepcionalmente bem. Mas então, de repente, era como se nós fossemos jogados ao mar sem um bote salva-vidas ou um navio de resgate à vista.

Era nadar ou afundar.

Graças a Deus o meu marido era campeão de natação na escola e eu joguei polo aquático durante quatro anos no clube na faculdade.

Porque com o amor e o forte apoio do meu marido, juntos, nós fomos para a terra seca.

“Na doença e na saúde …”

Essas palavras nunca tocaram mais verdadeiramente para nós, do que durante o primeiro ano após o meu diagnóstico. Eu caí na mais intensa e dolorosa depressão que me fez sentir como se eu tivesse me perdido. Uma vez corajosa, impulsionada, feliz e cheia de paixão para a vida, o brilho nos meus olhos se foi. Eu chegava em casa do meu trabalho e um tempo após, a cada noite, eu entraria em colapso no sofá em frente à TV, as lágrimas fluindo rápido e duramente. Meu marido estava lá, sempre para ouvir. Ele me envolvia amorosamente em seus braços para me dizer que ia ficar tudo bem, como se fosse a primeira vez. Ele nunca se queixou sobre a minha doença. Nem uma vez.

Eu precisava dele e ele estava lá para mim. Ele manteve o seu voto de casamento, e mesmo quando os dias se passavam e parecia que eu nunca poderia ficar melhor, permaneceu. Ele ouviu a minha luta, ele me confortou quando eu não era mais capaz de encontrar alegria nas coisas que eu costumava amar, e ele não desistiu.

Com o tempo, eu encontrei o meu caminho para a recuperação e meu marido estava ali comigo, em cada passo do caminho. Sem o seu amor incondicional e encorajamento, eu tenho certeza que eu não teria feito isso. Para nós, isso é a chave para manter o foco em nossa promessa de um ao outro, para ser rocha do outro, não importa o quê. Com um forte sistema de apoio, quer se trate de um conjuge, amigo próximo ou membro da família, eu acredito que qualquer um pode superar o diagnóstico da doença mental.

Fonte: http://ibpf.org/blog/loving-someone-bipolar-disord

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Por que os médicos não conseguem identificar assassinos em massa?

Por RICHARD A. FRIEDMAN (27 de maio de 2014)

Assassinos em massa, como Elliot Rodger (*), ensinam à sociedade todas as lições erradas sobre a ligação entre a violência, doença mental e armas – e o que devemos fazer sobre isso. Um dos maiores equívocos, exprimidos pelos nossos comentaristas e políticos, é que podemos evitar essas tragédias se melhorarmos o nosso sistema de cuidados em saúde mental. É uma idéia reconfortante, mas nada poderia estar mais longe da verdade.

Embora a intensa atenção da mídia possa sugerir o contrário, assassinatos em massa – quando quatro ou mais pessoas são mortas de uma só vez – são eventos muito raros. Em 2012, eles representavam apenas cerca de 0,15 por cento de todos os homicídios nos Estados Unidos. Devido à sua natureza terrível, no entanto, eles recebem atenção da mídia sensacionalista que distorce a percepção do público sobre o risco real representado pelos doentes mentais.

Quem assistiu ao assustador vídeo do YouTube de Elliot Rodger, detalhando o seu plano de vingança assassina antes de matar seis pessoas na semana passada perto de Santa Barbara, na Califórnia, compreensivelmente associou loucura com violência. Embora seja verdade que a maioria dos assassinos em massa têm uma doença psiquiátrica, a grande maioria das pessoas violentas não são doentes mentais e pessoas com doenças mentais não são violentas. Na verdade, apenas cerca de 4% da violência em geral nos Estados Unidos, pode ser atribuída a pessoas com doença mental. A maioria dos homicídios nos Estados Unidos é cometida por pessoas sem doença mental e que usam armas.

Assassinos em massa são quase sempre homens jovens, que tendem a ter muita raiva e ser solitários. Eles são muitas vezes psicóticos, fervendo de ressentimento e planejando vingança por percepções mínimas e injustiça. Como grupo, eles tendem a evitar o contato com o sistema de saúde mental, por isso é difícil identificar e ajudá-los. Mesmo quando eles recebem avaliação psiquiátrica e tratamento, como no caso de Elliot Rodger e Adam Lanza, que matou 20 crianças e sete adultos, incluindo a mãe, em Connecticut em 2012, temos que reconhecer que a nossa capacidade atual de prever quem provavelmente é violento, não é melhor do que o acaso.

Vários estudos epidemiológicos mostram que a doença psiquiátrica é um fator de risco para o comportamento violento, mas o risco é pequeno e ligado apenas a alguns poucos transtornos mentais graves. Pessoas com esquizofrenia, depressão maior ou transtorno bipolar tinham duas a três vezes a mesma probabilidade de serem violentas quanto aquelas sem esses transtornos. A existência real de ocorrência de violência entre as pessoas com doença mental grave é de cerca de 16% em comparação com 7% entre pessoas que não são doentes mentais.

O que a maioria das pessoas não sabe é que o abuso de drogas e álcool são fatores de risco muito mais poderosos para a violência do que as doenças psiquiátricas. Os indivíduos que abusam de drogas ou álcool, mas não têm transtorno psiquiátrico são quase sete vezes mais propensos agir com violência do que aqueles que não abusam dessas substâncias.

Como psiquiatra, dou boas vindas à decisão de nossos políticos de melhorar o nosso sistema de saúde mental. Mas é improvável que mesmo os melhores serviços de saúde mental evitem estas tragédias.

Se não podemos identificar com segurança as pessoas que correm o  risco de cometer atos violentos, então como podemos evitar que armas caiam nas mãos daqueles que são susceptíveis de matar? Elliot Rodger não teve nenhum problema para comprar armas legalmente porque ele não tinha sido internado em alguma instituição de recuperação e nem involuntariamente hospitalizado, sendo que ambos são geralmente fatores que o teriam impedido de comprar armas de fogo.

Para prevenir assassinatos em massa ou homicídios em geral, seria eficaz relaxar os critérios para admissão ao tratamento psiquiátrico involuntário, como alguns argumentam? É duvidoso!

A diretriz atual para tratamento psiquiátrico contra a vontade do paciente é, na maioria dos estados, o risco iminente de danos a si mesmo ou aos outros. Se não mostrar ser uma ameaça direta de violência ou parecer excessivamente perturbado, você não receberá o tratamento involuntário. Quando Elliot Rodger foi entrevistado pela polícia depois que sua mãe se alarmou por causa dos vídeos que ele havia postado, várias semanas antes, ele apareceu calmo e controlado e, portanto, não foi preso. Em outras palavras, um assassino com aparência normal que esteja tranquilamente planejando um massacre pode facilmente escapar de ser descoberto.

Na esteira dessas mortes horríveis, seria compreensível se o público quisesse tornar mais fácil forçar o tratamento de pacientes antes que uma ameaça seja percebida. Mas isso poderia simplesmente desencorajar outras pessoas com doenças mentais de serem honestas e levar alguns dos pacientes mais graves para longe do sistema de saúde mental.

Nós sempre tivemos – e sempre teremos – Adam Lanzas e Elliot Rodgers. O fato preocupante é que pouco podemos fazer para prever ou mudar o comportamento humano, particularmente a violência; é muito mais fácil controlar sua manifestação e limitar os meios mortais de auto-expressão. Em cada estado, devemos impedir que indivíduos com história conhecida de doença psiquiátrica grave ou abuso de substâncias, as quais indicam aumento do risco de violência, possuam ou comprem armas.

Mas até que façamos alterações como essa, a tragédia do assassinato em massa continuará a ser uma parte da vida americana.

(*) http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2014-05-25/policia-confirma-que-elliot-rodger-e-atirador-de-santa-barbara.html

Richard A. Friedman é professor de psiquiatria clínica e diretor da Clínica de Psicofarmacologia na Faculdade de Medicina Weill Cornell.

Fonte: http://www.nytimes.com/2014/05/28/opinion/why-cant-doctors-identify-killers.html?_r=0

 

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Mau humor pode impulsionar mudanças, mas deve ser controlado

Cultivar sentimentos positivos acaba funcionando como um poderoso antídotocontra a irritabilidade.

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Quem nunca acordou irritado, disposto a implicar com a primeira pessoa que cruzasse o seu caminho e até a responder mal a quem se atrevesse ao simples ato de cumprimentá-lo? É quando o mau humor toma conta. Em tempos de trânsito caótico, trabalho em excesso e agenda apertada, esses ataques repentinos são até esperados. “A restrição de sono, o abuso de bebidas alcoólicas, o descontentamento nas relações afetivas e profissionais e as doenças crônicas, sobretudo as que causam dor, estão entre as principais causas do mau humor”, atesta o psiquiatra Fernando Fernandes, do Programa de Transtornos do Humor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Ao contrário do que se imagina, no entanto, o conjunto de emoções negativas que caracteriza o mau humor não traz apenas desvantagens. Muitas vezes são justamente a raiva, a intolerância e a impaciência que predispõem o indivíduo a agir de forma mais estratégica. “Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de New South Wales, na Austrália, mostrou que uma pessoa mal humorada pode lidar melhor com desafios do que uma pessoa feliz”, relata Fernandes. Tem mais: segundo os especialistas, a irritação pode se tornar uma mola propulsora para o indivíduo colocar em prática as mudanças que vem desejando há tempos. “Às vezes, a pessoa precisa ficar extremamente irritada para ter motivação suficiente para mudar a sua realidade”, completa a psicóloga Lilian Graziano.

O outro lado

Este mau humor que impulsiona só funciona quando é esporádico e acontece em situações específicas. Cultivar sentimentos de intolerância e raiva por muito tempo acaba repercutindo na saúde. “Quando uma pessoa está mal humorada, qualquer sinal do ambiente que possa representar uma ameaça ao bem-estar, como uma fechada no trânsito, por exemplo, estimula as glândulas suprarrenais a produzirem hormônios relacionados ao estresse”, explica o neurocirurgião Fernando Gomes Pinto, autor do livro “Você Sabe Como Seu Cérebro Cria Pensamentos?” (Editora Segmento Farma). Ou seja, adrenalina e cortisol mantêm o corpo num estado de alerta constante e, com isso, provocam o aumento da pressão arterial, da frequência respiratória e dos batimentos cardíacos. “A digestão também fica mais lenta e o sistema imunológico, enfraquecido”, acrescenta.

De acordo com um estudo coordenado pelo braço nacional da International Stress Management Association (ISMA BR), 85% das pessoas mal humoradas tendem a apresentar bruxismo ou ranger de dentes, 68% têm dificuldade de se concentrar e 42% apresentam algum distúrbio de sono. “O mau humor afeta diretamente a eficiência da respiração. Como consequência, a pessoa não consegue mais oxigenar o cérebro corretamente e é comum surgir uma sensação contínua de cansaço”, alerta a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da entidade no Brasil. A falta de oxigênio também pode atingir os músculos e, nesse caso, o irritadiço crônico passa a ter formigamentos e câimbras na parte inferior do corpo.

Quando o mau humor perdura por mais de dois anos, ele muda de nome e passa a ser conhecido por distimia. A doença é caracterizada como um estado depressivo leve e prolongado, associado a outros sintomas, a exemplo das alterações no apetite e no sono, da baixa energia, da fadiga, da falta de concentração, do pessimismo e da ausência de prazer na vida. “O indivíduo que tem distimia enxerga o mundo como se estivesse usando lentes cinza. Em geral, ele é produtivo, consegue tocar a própria vida, só que é como se todos os seus dias fossem chuvosos”, exemplifica Lilian. Neste caso, o tratamento inclui medicamentos e psicoterapia.

No contra-ataque

Para evitar que o corpo e a mente padeçam com o mau humor crônico, a dica é combater a irritabilidade assim que ela surge, cultivando sentimentos positivos, que acabam funcionando como poderosos antídotos. “A alegria é vista como consequência de um estado de humor positivo. Mas, na verdade, ela é a geradora do bom humor. Não dá para esperar o dia em que você vai acordar bem para ser feliz. Você tem que tentar ser feliz e, como consequência, ficará muito bem”, destaca Lilian. Outros sentimentos positivos como prazer, gratidão, perdão e esperança devem ser exercitados para não dar vez à insatisfação, à mágoa e ao pessimismo.

Um bom banho matinal, por mais simples que pareça, também ajuda a prevenir a irritação. “Favorece o despertar e provoca uma sensação calmante antes de qualquer potencial conflito”, garante o neurocirurgião. Tomar café da manhã é outro hábito saudável para o corpo e para a mente, já que a refeição ajuda a repor os níveis de glicose e serotonina, o neurotransmissor que regula o humor. Para passar mais tempo de bem com a vida, ainda vale incluir atividades físicas na rotina e perseverar no propósito de atingir as suas metas pessoais. “As pessoas acham que ser feliz é uma questão de sorte, mas é preciso batalhar pela própria felicidade. É necessário descobrir o que o incomoda e ser persistente para resolver o problema“, afirma Lilian.

Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/04/22/mau-humor-pode-impulsionar-mudancas-mas-deve-ser-controlado.htm

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