REINICIO ATIVIDADES

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Como o portador de transtorno do humor pode se ajudar

 

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  • O portador de transtorno do humor é a pessoa mais interessada na melhora e deve sempre se lembrar de que ele tem uma doença, mas não é um doente. Isto o torna co-responsável pelo sucesso do tratamento e estimula a participação ativa no processo terapêutico como um todo.
  • É extremamente importante manter a rotina do seu sono, dormir e levantar sempre no mesmo horário. Mudanças no padrão do sono são fortes indutores de oscilações do humor e evitá-las fortalecerá seu equilíbrio. Discuta com seu terapeuta se houver problemas para dormir ou se tiver que permanecer acordado.
  • Não utilize álcool e drogas, porque estas substâncias causam desequilíbrio no funcionamento do cérebro. Freqüentemente provocam alterações do humor e do ânimo e interferem diretamente no tratamento. Evite tomar drinques para “melhorar o ânimo” ou “ajudar no sono”, porque só podem piorar. Peça ajuda a seu terapeuta e procure grupos de apoio se não conseguir se controlar.
  • Evite o uso diário de café, drinques, alguns chás, antialérgicos, antigripais e analgésicos, que podem interferir no sono, no ânimo e nos seus medicamentos. Pode ser a “gota d’água” para o início de um novo episódio da doença.
  • Discuta com seu terapeuta sobre o preconceito contra a doença, seu próprio e dos outros, pois só assim você terá condições de fazer sua parte no tratamento.
  • Tente reduzir a tensão no seu trabalho. Você sempre quer fazer o melhor, mas lembre-se que seu principal trabalho é evitar as recaídas, para aumentar sua produtividade a longo prazo.
  • Procure manter se horário de descanso e dormir um tempo razoável. Caso não consiga trabalhar discuta com seu terapeuta sobre uma licença. Cabe a você avaliar quanto pode conversar abertamente com um empregador. Se necessário, peça a um familiar avisar que você não está bem e que voltará assim que melhorar.
  • Não é fácil aceitar qualquer doença que exija um tempo prolongado de tratamento, como é o caso da hipertensão, do diabetes, das doenças cardíacas e também do transtorno bipolar.
  • No caso do transtorno bipolar a dificuldade aumenta, porque a pessoa só em algumas épocas e às vezes nem percebe. Isto aumenta o risco de abandono do tratamento e precipita as conseqüências já citadas. O paciente suspende a medicação por sentir-se bem e achar que pode controlar sozinho, porque lhe falta a excitação ou pelos efeitos colaterais. Todas estas questões devem ser discutidas com o terapeuta.
  • A pessoa com transtorno do humor deve lembrar que cada novo episódio aumenta o risco de seguinte e deve continuar tomando o medicamento, mesmo que esteja bem por vários anos.
  • Aproveitar o tempo de bem-estar para planejar a vida e apreender a diferenciar entre sentimentos normais e sentimentos patológicos.
  • O portador precisa estar atento aos sinais precoces de um novo episódio. Alterações no sono, irritabilidade, maior sensibilidade, maior atividade ou cansaço fácil, entre outros, podem ser indícios de nova fase da doença. Deve-se consultar imediatamente o médico para reduzir o grau e o tempo de sofrimento.
  • Em certa medida o portador de TH em euforia pode se controlar, desde que esteja consciente dos sintomas. Deve evitar ao máximo novos estímulos e compras, adiar decisões e novos planos para quando melhorar. A hiperatividade pode ser canalizada para atividades físicas ou manuais. Não exagerar no trabalho – poupar-se. Evitar contato sexual sem cuidados para não contrair moléstias sexualmente transmitidas, como Aids.

O que fazer quando tiver vontade de parar o tratamento

É normal ter dúvidas e sentir-se incomodado com o tratamento, mas procure sempre conversar sobre isto com seu terapeuta, médico ou família. Se tiver efeitos colaterais desagradáveis com a medicação, discuta com seu médico, mas não altere a dose da medicação por conta própria. Os sintomas que reaparecem são às vezes ainda mais difíceis de tratar. Você pode trabalhar com seu médico para encontrar um remédio com que se sinta melhor.

Recomendações Gerais

Um bom entendimento da doença e do seu tratamento pelo portador e seus familiares e amigos aumenta a chance de uma vida cada vez mais próxima do normal.

Sugestão: Leia este material várias vezes e discuta com seu terapeuta todas as dúvidas que surgirem.

Fonte: Faculdade de Medicina da USP | GRUDA www.progruda.com

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Transtornos mentais afetam 700 milhões no mundo


images (60)Segunda causa mais comum de invalidez em todo o mundo, a depressão fica atrás apenas das dores nas costas, segundo um estudo recém-publicado na revista científica PLOS Medicine

Segunda causa mais comum de invalidez em todo o mundo, a depressão fica atrás apenas das dores nas costas, segundo um estudo recém-publicado na revista científica PLOS Medicine. A pesquisa comparou a depressão clínica, um dos transtornos mentais mais comuns, com outras 200 doenças e lesões apontadas como causas de invalidez. Segundo os autores, a doença deve ser tratada como uma prioridade de saúde pública global.

Falar sobre transtornos mentais ainda é um assunto muito delicado. Mas o fato é que eles são bem mais comuns do que se imagina. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os transtornos mentais atingem cerca de 700 milhões de pessoas no mundo, representando 13% do total de todas as doenças. E apesar de doenças como esquizofrenia e psicose serem as primeiras lembradas ao se falar no assunto, elas não são as mais frequentes. No topo da lista estão a depressão e a ansiedade.

No Brasil, a capital paulista é a cidade com o índice mais alto de habitantes com transtornos mentais. Isso é o que aponta o Projeto São Paulo Megacity: estudo realizado pelo IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas de São Paulo com 5.037 residentes dos 39 municípios da região da Grande São Paulo, em 2012.

Depressão - A depressão é caracterizada pela tristeza, baixa autoestima, pessimismo e desânimo. Segundo a OMS, a depressão atinge cerca de 350 milhões de pessoas pelo planeta, o que corresponde a 5% da população mundial. Só no Brasil, 10% da população sofrem com o problema.

Já a ansiedade é caracterizada por excesso de pensamentos negativos, sensação de aflição, incapacidade de relaxar, tensão e preocupação exagerada. De acordo com a organização, a ansiedade atinge 10 milhões de pessoas.

Apesar dos altos números, muitas pessoas consideram a depressão e a ansiedade mais um “estado emocional” do que uma doença. O que é um erro grave: não dando o devido valor a esses sintomas, pode-se adiar o diagnóstico da doença, agravar seu estado e até mesmo prejudicar seu tratamento.

“É necessário entender que o transtorno mental é uma doença como qualquer outra, como diabetes, por exemplo. É necessário buscar tratamento para que os sintomas sejam controlados e, assim, a pessoa possa levar uma vida normal”, afirma a psicóloga Ana Cristina Fraia, coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime.

Os transtornos mentais podem ser causados por vários fatores, entre eles a genética, a química cerebral (problemas hormonais ou uso de substâncias tóxicas que afetam o cérebro) e o estilo de vida são tidos como os principais. “Muita pessoas acreditam que os transtornos mentais não tem componente físico e, portanto seriam causados apenas por fatores externos, ambientais, sociais”, aponta Pedro Katz, psiquiatra do Hospital Samaritano de São Paulo.Como qualquer doença, os transtornos mentais precisam de tratamento e acompanhamento especializado. Existem medicamentos eficazes para tratar depressão, esquizofrenia, transtorno obsessivo compulsivo e todas as outras doenças mentais.

Hoje, com um refinamento maior dos diagnósticos e com o avanço dos tratamentos, pode-se ajudar pessoas que possuem alterações mais sutis em relação a um sofrimento emocional, mas que, se diagnosticadas e tratadas, apresentam uma melhora importante na qualidade de vida“, explica Marco Antônio Abud Torquato Junior, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Ipq/HCFMUSP) e do Hospital Universitário da USP.

Porém o tratamento não é fácil: ele exige comprometimento e adesão – em muitos casos para a vida toda. Isso porque a maioria dos transtornos mentais não tem cura. Muitos médicos os comparam às doenças como hipertensão ou diabetes, que também não têm cura, mas podem ser controladas a ponto do paciente viver bem.Não tem cura, mas tem controle – desde que a pessoa busque e siga um tratamento adequado. Aí é possível atingir uma boa qualidade de vida“, ressalta Fraia.

Preconceito e desinformação

O que não pode é ficar sem tratamento – o que acontece muitas vezes devido ao preconceito e a desinformação que cercam os transtornos mentais. E vencer isso é um verdadeiro desafio.

“Em geral, o maior desafio está no início do tratamento, em ajudar a própria pessoa e sua família a vencerem o preconceito e o estigma em relação a realizar um tratamento psiquiátrico”, afirma Torquato.

Parte desse preconceito existe justamente pela falta de informação. O assunto ainda é considerado tabu e dificilmente é discutido abertamente, mesmo na mídia.  Também não existem muitos materiais informativos ou campanhas para esse tipo de doença. E a informação é um aliado importantíssimo na hora de fazer um diagnóstico e buscar um tratamento, que pode fazer toda a diferença para a qualidade de vida e o bem-estar do paciente.

“As pessoas ainda têm muita dificuldade e pouco acesso a informações que as auxilie a compreender que, embora estejamos falando de doenças que se manifestam com alterações emocionais, mudanças de humor, do comportamento e do pensamento, existe na maioria dos casos um comprometimento orgânico. E que é necessário um tratamento, que é efetivo na grande maioria dos casos”, explica Katz.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimasnoticias/redacao/2013/11/11/transtornos-mentais-afetam-cerca-de-700-mi-no-mundo-veja-mitos-e-verdades.htm#fotoNav=1

Jornalista Chris Bueno | UOL|São Paulo|11/11/2013

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Boas Festas! Feliz 2014!

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Depressão e atividade física

 

atividadeA atividade física regular traz inegáveis ganhos para a saúde física e bem estar, há muito conhecidos. Melhora do funcionamento cardio-vascular e respiratório, prevenção da obesidade, mais força e energia, além da questão estética.

Outros ganhos, tão importantes quanto, são referentes à saúde psíquica. Algumas alterações já bem documentadas são redução da ansiedade, melhora da autoestima, diminuição do estresse.  Mas o benefício da atividade física vai além dos sentimentos e emoções, há ganho também em toda função cognitiva, ou seja, na atenção, memória e planejamento das atividades.  Algumas dessas alterações agem em sintomas muito típicos da depressão. A questão que vamos discutir é exatamente se a atividade física pode contribuir no alívio da sintomatologia depressiva.

Atividade física e neurobiologia

Várias alterações fisiológicas ocorrem durante a realização de atividade física, inclusive no sistema nervoso central. Essas alterações estão relacionadas com os benefícios psíquicos. Uma alteração bem conhecida é a liberação de β-endorfina e de dopamina no cérebro, substâncias que podem contribuir para diminuição da dor e promoção de  bem-estar e prazer.

Outras alterações menos conhecidas são muito interessantes. O exercício físico ativa cascatas intra-celulares e moleculares que aumentam e mantém a plasticidade neuronal, induzindo expressão de genes associados a isso. Plasticidade neuronal é a capacidade que nossos neurônios têm de criar novas conexões (ou desfazer as antigas). Isso é muito importante para o desenvolvimento e aprendizado. Ocorre também a modulação de substâncias antioxidantes intracelulares, que são protetoras para a célula em geral e o DNA em especial. Promove ainda a chamada neurogênese (surgimento de novos neurônios), além de aumentar a vascularização e o metabolismo cerebral.

Como vimos , há várias alterações conhecidas que promovem uma série de efeitos, descritos no quadro abaixo.

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Atividade física na depressão

Pesquisadores da Duke University Medical Center observaram que pacientes deprimidos que realizaram atividade física obtiveram alívio sintomático significativo e esses benefícios são mantidos a longo prazo. Dado curioso é que aqueles que se submeteram ao programa de treinamento controlado tiveram resultado ainda melhor do que aqueles que realizaram atividade física no lar .

Vários estudos já demonstraram os benefícios do exercício físico programado na depressão. Contudo o melhor entendimento de seus mecanismos de ação e respostas neurobiológicas é necessário para padronizar e efetivar o exercício como adjuvante aos tratamentos já utilizados e consagrados na depressão.

Pesquisa em andamento no Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP, coordenada pela fisioterapeuta Cristiana Carvalho Siqueira, avalia a influência do exercício físico nas alterações fisiológicas e bioquímicas, assim como na melhora de sintomas associados à depressão.

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Sem motivação para atividade física?

Realizar a atividade física como quem cumpre uma “obrigação desagradável” em geral acaba em fracasso. A atividade física deve, além de tudo, ser uma fonte de entretenimento. Encontre, entre as inúmeras opções, aquela que te faz bem e também te diverte.

Autores: Dr Fernando Fernandes, médico psiquiatra e pesquisador no Instituto de Psiquiatria da USP | Cristiana Siqueira, fisioterapeuta e mestranda no Instituto de Psiquiatria da USP.

Fonte: www.progruda.com  | http://canalhigea.wordpress.com/2013/03/24/depressao-e-atividade-fisica/

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À toda a Comunidade ABRATA

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O ano está acabando! Estas últimas semanas normalmente nos fazem refletir sobre o ano que passou e repensar as prioridades do ano que vai chegar.

2013 foi um bom ano para a ABRATA. A nova diretoria começou a trabalhar a partir da eleição em 25 de abril.  Fizemos um plano estratégico em que o grande objetivo é crescer nacionalmente e, começamos a perseguir esse objetivo, mantendo sempre a qualidade, a ética e a compaixão como pilares nas nossas atividades.  Crescemos sim, mas a maior conquista que conseguimos neste ano foi o de criar as bases para um crescimento sustentado para os próximos anos.  Profissionalização, mudanças na sistemática dos grupos, site, blog e facebook mais ágeis e com mais informações, testes para implementação dos núcleos regionais ABRATA, captação de recursos e principalmente o voluntariado foram os principais temas nos quais trabalhamos em 2013.

Graças a esse planejamento, podemos iniciar 2014 seguros de que estamos na direção certa e, com alguns ajustes, continuar seguindo a mesma linha de trabalho. Tenho certeza que será um ano muito intenso, e já estamos nos preparando para em 2014 comemorar o 15º aniversário da ABRATA com um grande evento sobre os Transtornos de Humor voltado aos portadores e familiares.

Agradeço a todos aqueles que nos ajudam a melhorar a qualidade de vida daqueles que nos procuram, sejam familiares ou portadores de bipolaridade ou depressão. São os voluntários e parceiros da ABRATA. Sem eles, não seria possível oferecer os grupos de apoio mútuo e as informações claras sobre a doença, em todos os meios de comunicação em que atuamos.

Desejo a todos ótimas festas e um 2014 com bastante ABRATA!

Roberto Barth – Presidente

Dezembro 2013

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Preparando-se para uma crise

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E se eu estou me sentindo suicida?  Lembre-se:

Pensamentos suicidas são temporários. O suicídio é permanente. Não se entregue a pensamentos suicidas, você pode superá-los.

Seus sentimentos de desesperança não são a verdade. Quando você se sente assim? Saiba, é a sua doença falando – sua mente está mentindo para você. Lembre-se que os pensamentos suicidas não são realidade.

Se você está pensando em suicídio, é importante reconhecer esses pensamentos pelo que eles são: expressões de uma doença médica tratável. Eles não são verdadeiros e não são culpa sua. Não deixe o medo, vergonha ou constrangimento se interporem no caminho da sua comunicação com o seu médico, terapeuta, família ou amigos, fale com a alguém imediatamente.

Diga a um membro de confiança da família, amigo ou outra pessoa de apoio, alguém que você possa falar com sinceridade e confiança. Tente não ficar sozinho quando você se sentir dessa maneira. Isso pode significar sentar-se calmamente com um membro da família ou amigo, ir a um grupo de apoio, ou ir a um hospital.

Obtenha ajuda. Informe ao seu profissional de saúde – seu médico. O pensamento suicida pode ser tratado. Quando os pensamentos suicidas ocorrem, são o sinal de que, mais do que nunca, você precisa de ajuda de um profissional.

Saiba que você pode passar por isso. Prometa a si mesmo que você vai esperar por mais um dia, hora, minuto, ou o que você pode controlar.

Se você está se sentindo fora de controle, é importante procurar ajuda imediatamente, mesmo se você não está tendo pensamentos suicidas.

Como posso estar preparado para uma crise?

Muitas vezes, as crises acontecem sem aviso, e a melhor coisa que você pode fazer para se preparar é fazer um plano de crise para si mesmo, com um amigo ou membro da família. Este plano deve ser compartilhado com todos que você desejar. Descreva, brevemente, o tipo de ajuda que você gostaria de receber se tiver depressão grave ou com sintomas maníacos.

Informações para Incluir:

  • Nome od(s) médico(s) nome (s) e informações de contato.
  • Informações de contato do grupo de apoio e outros amigos de confiança / familiares

Mais informações para incluir e problemas de saúde e medicamentos:

  • Alergias e/ou intolerância de qualquer medicação;
  • Seguro saúde, informações e instalações de tratamento preferidos pro você;
  • Situações que podem desencadear um episódio, como eventos de vida, viagens, doença física ou estresse no trabalho.
  • Os sinais de alerta, como falar muito rápido, falta de sono, agitação do movimento, consumo excessivo de álcool ou uso de drogas
  • O que as pessoas podem dizer que são calmante e reconfortante
  • O que as pessoas devem fazer durante uma crise, como tirar as chaves do carro e trancar objetos perigosos, como armas e medicamentos.
  • Razões de que a vida vale a pena e que a recuperação é importante

Como a família, amigos devem falar com uma pessoa em crise?

Mantenha a calma. Fale devagar e use palavras em tons tranquilizadores.

Perceba que você pode ter problemas para se comunicar com seu familiar ou amigo. Faça perguntas simples. Repeti-las, se necessário, utilizando-se as mesmas palavras de cada vez.

Não tome ações familiar ou palavras ofensivas pessoalmente.

Diga: “Eu estou aqui. Eu me importo. Quero ajudar. Como posso ajudá-lo?”

Não diga: “Pare com isso”, ou “Pare de agir como um louco.”

Atenção:

Não administre a crise sozinho!

Chame a família, amigos, vizinhos, pessoas de confiança, ou pessoas de um grupo de apoio local para ajudá-lo.

Fonte: http://www.dbsalliance.org/site/PageServerpagename=urgent_preparing_for_crisis

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ENCONTRAR O TRATAMENTO


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Qual é a recuperação? 

“Recuperação da saúde mental é uma jornada de tratamento e transformação permitindo que a pessoa com um problema de saúde mental possa viver uma vida significativa em sua  comunidade, enquanto se esforça para alcançar o seu pleno potencial.” -SAMSHA (do Abuso de Substâncias e Saúde Mental Health Services Administration / Centro de Serviços de Saúde Mental.(http://www.samhsa.gov/)

PASSOS DE RECUPERAÇÃO

Depressão e transtorno bipolar são transtornos do humor – afetam o humor da pessoa, os pensamentos, corpo, energia e emoções. Ambas as doenças, especialmente transtorno bipolar, tendem a seguir um curso cíclico, ou seja, apresenta altos e baixos.

Durante o tratamento do transtorno do Humor também podem ocorrer altos e baixos. Por mais que a gente possa querer o bem estar, muitas vezes a mudança não acontece do dia prá noite. É normal que a pessoa deseje se sentir melhor o mais rápido ou, ao contrário, se preocupar que nunca vai se sentir bem, novamente. No entanto, saiba você portador, pode se sentir melhor, e que, finalmente, você é que está no comando da sua recuperação.

Há muitas coisas que você pode fazer para ajudar a si mesmo!

O alívio dos sintomas é apenas o primeiro passo no tratamento da depressão ou da bipolaridade. O bem estar e a recuperação, que as vezes tanto preocupam – significam o retorno a uma vida. A recuperação ocorre quando a sua doença deixa de ficar no caminho de sua vida. Isso acontece quando você decide qual é o significado da recuperação para você.

A pessoa com transtorno do humor tem o direito de se recuperar de acordo com as suas necessidades e objetivos. Fale com o seu médico sobre o seu tratamento e o do que você precisa para alcançar a sua recuperação. O médico pode lhe informar sobre o tratamento (s) e / ou medicação (s) que melhor funcionam para o seu tratamento. Ao longo do caminho o portador tem todo direito de fazer perguntas sobre os tratamentos que está recebendo.

Também é importante fazer o acompanhamento com um psicoterapeuta. Assim como contar com o apoio dos membros da família, amigos ou colegas próximos para lhe ajudar em sua recuperação. Saiba que as metas definidas para a sua vida, a sua saúde, elas poderão mudar ao longo do tempo.

Às vezes, a depressão e o transtorno bipolar pode levá-lo a sentir que parece difícil definir as metas para si mesmo. Poderá sentir-se como quase impossível pensar sobre as suas expectativas de vida, o que você espera ou o que lhe preocupa. Mas o estabelecimento de metas é uma parte importante para o seu bem estar, não importando onde você está no seu caminho para a recuperação.

Agir no que você pode, quando você puder!

Estabelecimento de metas - Identificar os objetivos de vida é o coração do processo de recuperação/tratamento. Quando vislumbramos um futuro para nós mesmos, começamos a sentir mais motivados para fazer tudo o que pudermos para alcançar esse futuro. As metas podem ser grandes ou pequenas, dependendo de onde você está em sua jornada de recuperação.

Pergunte a si mesmo - O que me motiva? O que me interessa? O que eu faria mais se pudesse? O que eu quero? O que me interessa, ou o que antes eu me preocupava? Onde eu quero que a minha vida vá? O que me traz alegria? Quais são os meus sonhos e esperanças?

As perguntas podem ajudá-lo a definir os pequenos objetivos e assim trabalhar até aos objetivos maiores. Você poderá iniciar definindo um objetivo pequeno para si mesmo, no início de cada dia. Como se movimentar para a frente em direção a recuperação; olhar para as diferentes áreas de sua vida e pensar sobre suas metas de curto e longo prazo.

Lembre-se, em primeiro lugar, de pensar seus objetivos em pequenos passos. A meta, como “mudança para uma nova cidade” pode ser difícil de visualizar e planejar tudo de uma vez. Pergunte a si mesmo o que você precisa fazer primeiro para a recuperação. O que você pode fazer agora que irá ajudá-lo, eventualmente, a atingir essa meta? Não só vai ajudá-lo a chegar mais perto do seu objetivo, mas também irá ajudar no sentimento positivo de realização.

Fonte: http://www.dbsalliance.org/site/PageServerpagename=wellness_recovery_steps

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“O trabalho voluntário é uma fonte de força comunitária, superação, solidariedade e coesão social. Ele pode trazer uma mudança social positiva, promovendo o respeito à diversidade, à igualdade e à participação de todos. Está entre os ativos mais importantes da sociedade.”  Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon (5 de dezembro de 2009)

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Psiquiatra alerta para importância da família no tratamento de bipolares

Transtorno bipolar foi tema do XXXI Congresso Brasileiro de Psiquiatria.

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É impossível tratar pacientes bipolares sem o apoio da família”. Essa foi uma das convicções que Doris Moreno, doutora em psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP), trouxe para apresentação no XXXI Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que aconteceu em Curitiba, em outubro deste ano. Para Moreno, além do auxílio no decorrer do tratamento, a proximidade da família também é importante para auxílio no diagnóstico do transtorno bipolar.

A doença atinge cerca de 4% da população adulta no Brasil, o que representa 6 milhões de pessoas, de acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB).  O transtorno é geneticamente determinado e caracterizado por alterações de humor, comportamento, raciocínio e sentimentos, que se alternam entre três fases, chamadas de episódios – mania, hipomania, e depressão. Segundo Moreno, os estudo atuais da área ainda apontam para episódios mistos entre estes três cenários, e há ainda os períodos de normalidade, quando o paciente está controlado.

Apesar de ser costumeiramente descoberto na idade adulta, os sintomas do transtorno bipolar começam a ser manifestar ainda na infância e na adolescência, atingindo o pico entre os 15 e os 19 anos. “Os sintomas vão em ascendência dos cinco anos, e, até os 20, a doença já está desenvolvida. Muitas vezes os sinais inicias são falta de atenção e irritabilidade”, explica a doutora. Ela alerta os psiquiatras de que é preciso muito cuidado com o diagnóstico, já que muitas destas características se confundem com outros problemas, como o déficit de atenção e a hiperatividade, além das características comuns do comportamento dos jovens.

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Neste sentido, a família tem papel fundamental para identificar comportamentos que se manifestam nas crianças e adolescentes, explica a psiquiatra. “Em geral, é percebido pelos sintomas de depressão. A pessoa fica mais apática, com menos energia, dorme mais, mais cansaço, menos graça na vida, as coisas já não interessam tanto, a concentração começa a falhar”. É possível também perceber sinais de transtorno bipolar através de comportamentos típicos de mania. “A pessoa fica mais desinibida socialmente, mais expansiva, com aumento de energia mental e física e de impulso. Na mania sempre tem impulsividade, e os sintomas geram consequências como grandes dívidas, transar sem preservativos achando que não vai acontecer nada, brigas, grandiosidade delirante”, detalha a psiquiatra.

Já na hipomania, os sintomas são parecidos com os da mania, mas, por se apresentarem em um grau menor, são mais difíceis de serem identificados. “O período de hipomania, em geral, passa despercebido, passa por uma fase boa, mais produtiva. Mas o que acontece nessas situações é que a pessoa aumenta a libido, faz tatuagens a mais, coloca piercings e a impulsividade aumenta. A pessoa começa a se encher e achar monótono o que está fazendo, começa a pensar em um monte de outras ideias que seriam mais legais. Então, essas pessoas não conseguem ir para frente”, diz Moreno.

Ela diz que é comum que estas manifestações de sinais de bipolaridade não sejam associadas uma com a outra, porém, a percepção deste sinais e o relato de todos eles para o médico psiquiatra é fundamental para o diagnóstico, explica Moreno.

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 “O psiquiatra é quem irá avaliar se precisar dar remédio, ou não. É o psiquiatra que encaminha para a terapia, tudo isso a partir do diagnóstico, que é o ponto inicial, o que dá o norte para a conduta.”  Doris Moreno, psiquiatra

Mesmo após o início do tratamento, a presença da família continua sendo de fundamental importância, de acordo com Moreno. “É a família que traz para o médico, a família é importante para a adesão ao tratamento. Não só na fase aguda, mas também para fazer com que o paciente tome a medicação ao longo do tempo, porque sem isso não adianta”, analisa. Por isso, a psiquiatra ressalta que os familiares também precisam entender sobre o transtorno e suas consequências. “Como a doença é crônica, de vida toda, o que acontece é que quando a pessoa está em depressão todo mundo apoia, as pessoas entendem, e, em geral, o paciente não está agressivo. Mas quando ele entra em mania ou hipomania, que são as fases de mais agitação, em que o paciente acha que é o dono da razão, a família não entende, é muito difícil para lidar. A família é quem sofre o impacto do sintomas, e se eles não souberem que isso não é por sem-vergonhice, por mau-caratismo, chega uma hora que isso cansa”, avalia a psiquiatra.

Outro ponto destacado por Moreno na relação entre o psiquiatra e a família do paciente é a construção de um quadro realístico do comportamento do paciente fora do consultório. “Eles distorcem a realidade. Um paciente pode dizer o contrário do que está acontecendo em casa, e se você não tiver essa informação precisa vai achar que a família é um monstro. O tratamento implica em avaliar em 360 graus, e por isso as famílias devem ser ensinadas e amparadas. Nós estamos diante de uma doença complexa, um camaleão”, concluiu a psiquiatra.

Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/10/psiquiatra-alerta-para-importancia-da-familia-no-tratamento-de-bipolares.html

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